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	<title>No Improviso &#187; tristeza</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Abatido</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jul 2011 13:03:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<description><![CDATA[Você não quer sair da cama, quer se encolher, se encolher, agarrar os joelhos e se encolher ainda mais, cola o queixo no peito e fecha os olhos, na verdade você gostaria de voltar para dentro do ventre de sua mãe. Parece que foi uma ideia ruim sair de lá. Você errou pergunta-se por que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/07/95586669.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-481" title="Abatido" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/07/95586669-300x270.jpg" alt="" width="300" height="270" /></a>Você não quer sair da cama, quer se encolher, se encolher, agarrar os joelhos e se encolher ainda mais, cola o queixo no peito e fecha os olhos, na verdade você gostaria de voltar para dentro do ventre de sua mãe. Parece que foi uma ideia ruim sair de lá.</p>
<p>Você errou pergunta-se por que fez aquilo, por que faz essas tolices, se pergunta por que não imaginou que isso pudesse dar errado, você debate-se, bate as pernas os braços como se estivesse se afogando, mas não adianta nada, você não pode lutar.</p>
<p>Você sente-se pequeno, magro, seco como uma planta abandonada no vaso. Um vaso solitário, vazio, árido e não importa quanta água coloquem você está seco, sem folhas, áspero, apagado. Leva a mão ao rosto, olha para cima como quem procura uma resposta. Não existe resposta, não existe saída.</p>
<p>O coração dispara, a cabeça pesa, o coração dispara, os olhos se enchem de lágrimas e você quer que esse momento acabe que ele termine. Deseja que ele nunca tivesse acontecido, mas aconteceu. Você finalmente aceita que não tem para onde fugir, para onde correr, não existe caminho para escolher ou destino para mudar. É tarde demais.</p>
<p>Você arrepende-se, mas arrependimento sem mudança é impossível e o momento de corrigir os erros ou evita-los já passou. Você quer sumir, deixar de existir, não é a morte que você deseja, é o vácuo, o vazio, a inexistência, onde haveria paz, onde haveria ausência da dor que sente. Mas isso não é mais uma opção.</p>
<p>Existe apenas uma opção, uma única voz que sussurra, sussurra tão baixo que o silêncio de uma tumba seria o suficiente para sufoca-la, para fazer com que seu clamor não chegasse aos seus ouvidos. Essa voz vem do fundo de sua alma, do fundo da origem da sua alma, no cerne mais profundo e oculto do seu ser.</p>
<p>Quando você finalmente escuta essa voz precisa aguçar os ouvidos para entender o sussurro, e você ouve uma vez, duas, três, quantas forem necessárias até você compreender a voz diz. Então você faz o que ela diz, cambaleando, envergonhado, cheio de lágrimas e dor, mas você obedece à voz que falou e finalmente seu som é alto e claro e ela repete a mensagem com determinação.</p>
<p>Levanta, continua!</p>
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		<title>Viver sem saudade</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 21:31:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[saudade]]></category>
		<category><![CDATA[solidão]]></category>
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		<description><![CDATA[Existe uma “fábula” que a palavra saudade só existe em português, bobagem claro, a menos que seu argumento seja que em outros idiomas não se escreve saudade mas sim “heimweh” ou “I miss you”. Saudade é um sentimento contraditório até na hora de explicar, segundo o dicionário: “Lembrança melancólica e, ao mesmo tempo, suave, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma “fábula” que a palavra saudade só existe em português, bobagem claro, a menos que seu argumento seja que em outros idiomas não se escreve saudade mas sim “heimweh” ou “I miss you”.</p>
<p>Saudade é um sentimento contraditório até na hora de explicar, segundo o dicionário:</p>
<blockquote><p>“Lembrança melancólica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa(s) ou coisa(s) distante(s) ou extinta(s).”</p></blockquote>
<p>Lembrança melancólica. Melancolia é um tipo de tristeza, portanto saudade é uma tristeza, tristeza por não ter por perto algo que é bom. Claro, caso não fosse bom o objeto de nossa saudade, não teriamos saudade. Mas não quero discutir a etimologia da palavra, estou aqui para declarar minha revolta contra a saudade. Abaixo a saudade.</p>
<p>Saudade faz com que fiquemos com aquele olhar perdido no horizonte, olhando para uma coisa tola que representa um momento, aquela caneta, aquela mesa, aquela peça de roupa.</p>
<p>E ela nem precisa ser desperta pela visão, as vezes a saudade aperta quando sentimos aquele perfume, ou quando nosso paladar provoca aquela lembrança.</p>
<p>Percebem como isso é dolorosamente ambíguo: Lembramos de algo ou alguém que proporcionou amor ou prazer e ao invés de sorrir, ficamos tristes. E como é dolorosa a tristeza da saudade.</p>
<p>Acho que talvez seja pela individualidade que constitui a saudade, ninguém sente a saudade do outro, é algo tão intimo quanto o amor que temos por aquilo que causa a saudade, e também proporcionalmente intenso. Quero viver sem saudade.</p>
<p>Com isso ao invés de sorrir pelas boas lembranças entristecemos. Revolto-me! Não quero aceitar mais isso! Quero banir a saudade! Não quero mais esse sentimento que degenera o que deveria ser bom! Que dói tão fundo, que faz chorarmos aquele choro amargo, abafado, sofrido. Saudade que tira a concentração e rouba o sono. Saudade quero te excluir.</p>
<p>Mas infelizmente, a única maneira de expulgar esse sentimento, é nunca amar nada nem ninguém. Isso não vale a pena, perder todas as memorias dos bons e maus momentos, perder as risadas, os prazeres, os odores, as palavras. Não! Prefiro continuar chorando a saudade amarga, que perder o doce das lembranças.</p>
<p>Pois é, saudade é como viver: é ruim, mas a alternativa é bem pior.</p>
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