Tagged: traição

outubro 26th, 2009

Diálogo de um casal comum

O jovem casal abraçado no sofá vendo um filme. Ela com as pernas sobre o móvel, ele abraçando sobre os ombros dela e com o outro braço aberto sobre o sofá, pernas esticadas e balançando o chinelo.

Ela se surpreende com a cena em que um casal de personagens revela um dos segredos da historia com um beijo.

- Não acredito, eles estão tendo um caso. E agora?

- Aposto que vão tentar fugir com as joias antes que alguém descubra – argumenta o marido menos envolvido na trama pensando em como aquela era uma historia clichê.

- Como pode um homem fazer uma coisas dessas?

- Qual parte? Matar, dar um golpe de milhões ou ter um caso – pergunta o cônjuge lista as atrocidades do vilão daquela trama cinematográfica barata.

- Ter um caso ora – responde a esposa sentando-se direito no sofá com ar de indignação.

O marido acha graça, entre assassinatos e estelionatos o que a deixou mais chocada foi adultério.

- Apenas acontece… – e se volta para o filme.

- Como assim acontece?

- O que? – sem tirar os olhos da televisão.

- Como assim acontece?

- Como assim acontece o que? – pergunta novamente o esposo já sentindo que falou alguma besteira.

- Você sabe do que estou falando! – esposa já começa a buscar o controle remoto para desligar a televisão.

O marido já preocupado começa a pensar no que foi que falou de errado.

- Não! Não sei do que você esta falando!

Televisão desligada.

- Como assim “acontece de um homem ter um caso”?

- Haaaa, é isso amor, bobagem.

- Um caso é uma bobagem? Traição? A destruição da nossa família? E nossos filhos?

- Não temos filhos.

- Isso não faz diferença.

- Eu estava falando do filme meu amor.

- Quem me garante que não era o seu subconsciente querendo me falar algo?

- Meu benzinho – ele faz aquele olhar que sabe que quebra as barreiras dela, ela desvia o olhar emburrada, ele a abraça – Olha pra mim benzinho.

- Sai pra lá!

- Eu te amo, te amo demais, larga de besteira – beijo no pé da orelha, golpe baixo para encerrar o assunto.

- Para… – como quem diz “continua”

- Eu amo minha esposinha linda e não preciso de mais ninguém – segue o marido ainda usando diminutivos de forma infantil.

- Está bem, desculpa.

- Vamos continuar vendo o filme?

- Ok – ela liga a televisão de novo.

Alguns minutos depois durante o intervalo comercial.

- Amorzinho. Você já me traiu? – ela pergunta demonstrando certa serenidade.

- Claro que não benzinho.

- Se tivesse me traído contaria?

- Claro que não benzinho.

- COMO ASSIM CLARO QUE NÃO SEU TRASTE!!!

- Ops…

- Ops?!?! Ops?!?! É essa sua reação.

- Não amorzinho, é que se eu hipoteticamente traísse você não te contaria isso quando você perguntasse.

- O QUE?!?!?!

- Não, espera, não foi isso que eu quis dizer.

- Então o que você quis dizer?

- Que eu nunca trairia a mulher perfeita!

- Perfeita? Eu? Sério?

- Claro amorzinho, para com isso – abraça-a mais forte.

- Mas se você traísse você me contaria?

- Claro que não benzinho.

- O QUE?!?!

- Ai ai! Vai ser uma longa noite..

setembro 15th, 2009

Chifre, galhadas ou traição mesmo

Lembrei de um texto do Luis Fernando Veríssimo, pelo menos eu acho que era dele, mas não encontrei o original, então vou transcrevê-lo como me lembro, era mais o menos assim:

Diálogo entre esposa e marido

- Querido, você já me traiu?

- Claro que não – responde o marido sem tirar os olhos do jornal.

- Como posso saber se você não está mentindo?

- Eu já menti para você antes? – retruca o marido ainda dividindo a atenção com o jornal em frente ao rosto.

- Não… – responde a desconfiada esposa, e continua – mas se tivesse mentido me contaria?

- Claro que não – responde o marido com uma sinceridade inabalada.

Como alguém já falou, “só é corno quem é curioso”, então convoco quem é fiel e mentiroso a levantar a mão. Juro que a minha está abaixada por um motivo ou pelos dois, sei lá.

Acho que seria legal ter uma melhor definição de chifre, traição, enfeite de testa. Não é tão simples como parece

Seu “ficante” ou “peguete” não pode te trair, por que não existe compromisso (por favor, sem mimimi, olha a falta de noção), então para existir a traição tem que haver o mínimo de compromisso, de relacionamento, casamento, união estável ou pelo menos namoro.

Agora que temos quem pode ser traído, quem tem conjugue/namorado(a) você corre esse risco sim.

Agora vamos definir o que é traição, para os cristãos que seguem aquele grande livro chamado Bíblia temos o seguinte:

“Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5-28

É meu amigo, nessa o Mateus pegou todo mundo, quem nunca olhou para outra mulher ou homem na rua? Não reparou na bunda da gostosa e nas pernas do gostosão que passava pela calçada atire a primeira pedra, pode mirar na minha cabeça, alguém? Alguém? Foi o que pensei.

Não podemos simplesmente limitar a traição a apenas contato físico, tipo: “ele beijou outra, então já traiu” Imagine a seguinte situação: a namorada faceira troca conversas picantes pela Internet com o gatinho sem o namorado saber. E ai? Foi traição? O namorado já pode usar os adereços na testa para ajudar na recepção da televisão?

É parece que a definição é mais complicada do que parece, vamos deixar da seguinte maneira: traição é o ato de realizar ações intimas com outra pessoa que não seja o seu conjugue/namorado(a) .

E o amor? É uma vacina contra traição? Se você ama de verdade (de mentirinha não vale), trai? Desculpe-me os mais pudicos, para não dizer ingênuos, mas isso não é verdade. Amor e intimidades (leia-se sexo se você preferir) são coisas diferentes. Não, nada de comoção das mulheres (e de alguns homens), não adianta esbravejar, são coisas distintas e o quanto antes vocês entenderem isso melhor vai ser.

Conclusão 1: a única maneira de ficar 100% imune a um belo par de galhos frontais em sua cabeça é nunca ter um relacionamento sério, mas sinceramente acho que o custo benefício não compensa, e vamos ser sinceros, quem quer ficar sempre sozinho?

Conclusão 2: a melhor maneira de evitar ter problemas quando entrar em um carro apertado ou ter a cabeça presa em fiação elétrica baixa é escolher bem o parceiro e haver muita comunicação sincera de ambas as partes, até por que senão não é comunicação, é monologo. Ou então se você preferir simplesmente não ser curioso.

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