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	<title>No Improviso &#187; segredos</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Confissão</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 04:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ele usava um lenço para enxugar o suor que escorria pela testa, as mãos tremiam enquanto descia pelo elevador. Espantou-se quando notou que estava sorrindo.Como podia ter a coragem? Desceu na garagem e foi para o carro. O misto de satisfação e arrependimento o dominava. Ligou o carro e ganhou a rua. Ainda sentia o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele usava um lenço para enxugar o suor que escorria pela testa, as mãos tremiam enquanto descia pelo elevador. Espantou-se quando notou que estava sorrindo.Como podia ter a coragem?</p>
<p>Desceu na garagem e foi para o carro. O misto de satisfação e arrependimento o dominava. Ligou o carro e ganhou a rua. Ainda sentia o cheiro e isso o incomodava assim como o deixava com um ar de contentamento. Não conseguia mais se conter, sentia que dirigia sem saber para aonde estava indo, apenas seguindo o fluxo. Entrou no primeiro retorno. Achou melhor parar.</p>
<p>Descansou a cabeça entre as mãos sobre o volante, respirou fundo e quando levantou a cabeça notou que havia estacionado em frente a uma igreja. Desceu e entrou.</p>
<p>Enquanto andava pelo corredor de bancos, entre as imagens imóveis de anjos, homens e mulheres considerados santos, sentiu-se mal, culpado, sujo.</p>
<p>Suas mãos estavam escarlates, mas era apenas por que apertava vigorosamente o celular. Olhou para o aparelho e se viu discando os números. Ele precisava falar com alguém, precisava contar o que fez. Ligou para a noiva. Quando o telefone atendeu com um carinhoso “oi amor!”, ele pensou no que estava fazendo.</p>
<p>- Oi meu doce, preciso te falar uma coisa!</p>
<p>- Pois não meu lindo, fala, o que foi?</p>
<p>Então ele contou, contou tudo, sem tomar fôlego, sem parar para ouvi-la, cada detalhe fresco em sua mente. Descreveu cenário, cores, a posição dos móveis antes e como ficaram depois, tudo o que usou, como segurou e enquanto narrava seu corpo parecia reviver o momento. Foi ficando ofegante, agitado, falava cada vez mais rápido e intensamente e terminou. Então se calou para ouvir.</p>
<p>Mas não houve resposta, com o aparelho colado no ouvido chamou pela noiva, não escutou nada, afastou o aparelho da cabeça e viu que ele estava desligado. Ficou olhando para o aparelho apagado em sua mão como se fosse um singular artefato há muito perdido.</p>
<p>Ainda estava ofegante quando o celular tremeu em sua mão e começou a tocar. Era ela, levou o aparelho até o ouvido.</p>
<p>- Amor? Alô?</p>
<p>- Oi, você me ouviu?</p>
<p>- Não amor, a ligação caiu depois que você começou a falar. O que você ia dizer?</p>
<p>- Nada, apenas queria dizer que eu te amo muito e que você me faz muito feliz!</p>
<p>Se despediu, desligou o telefone e foi para casa.</p>
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