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	<title>No Improviso &#187; romance</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Desprezo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 12:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cantadas]]></category>
		<category><![CDATA[conquista]]></category>
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		<description><![CDATA[Ronaldo olhou de longe, fixamente para ter certeza, a loira alta, , e notou que ela olhou de volta, disfarçou. Era o sinal que ele precisava para ter certeza… - Letícia? – perguntou ele se aproximando - Oi Ronaldo – respondeu ela, se arrependo em seguida, pensando que podia ter fingido não reconhecê-lo – Tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-508" title="Desprezo" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/10/dv1659024-252x300.jpg" alt="" width="252" height="300" />Ronaldo olhou de longe, fixamente para ter certeza, a loira alta, , e notou que ela olhou de volta, disfarçou. Era o sinal que ele precisava para ter certeza…</p>
<p>- Letícia? – perguntou ele se aproximando</p>
<p>- Oi Ronaldo – respondeu ela, se arrependo em seguida, pensando que podia ter fingido não reconhecê-lo – Tudo bom?</p>
<p>- Tudo ótimo – disse ele, enquanto beijava o rosto maquiado da moça – Nossa, como você está linda!</p>
<p>Letícia fingia não dar atenção ao papo de Ronaldo, olhando para o lado e observando outras pessoas na festa, até que ele resolveu perguntar diretamente.</p>
<p>- Letícia, você está me esnobando?</p>
<p>- Oi?</p>
<p>- Sim, você está me esnobando! – disse ele rindo e claramente não se incomodando com o comportamento da moça.</p>
<p>- O que é isso Ronaldo, por que eu iria esnobar você?</p>
<p>- Por que quando você usava aqueles óculos horríveis, aquelas roupas que não valorizavam seu corpo e não tinha esse cabelo lindo, e eu fiz a mesma coisa com você.</p>
<p>Letícia ficou assustada com a sinceridade e não conseguiu articular uma resposta. Ronaldo continuou.</p>
<p>- E ai? Qual a sensação? – perguntou Ronaldo, ainda com um sorriso tão sincero quanto suas palavras.</p>
<p>Letícia resolveu entrar no jogo…</p>
<p>- É Ronaldo, é muito bom saber que agora você está me querendo e não vai ter – falou dando ênfase no “não vai ter”.</p>
<p>- Poxa, que legal, eu fico feliz por você. Lembra da Aline?</p>
<p>- Que Aline? – respondeu meio zonza com a mudança brusca de assunto.</p>
<p>- Aline, morena, alta, jogava no time de vôlei.</p>
<p>- Lembro. O que tem ela?</p>
<p>- Está quinze quilos mais gorda, cabelo tingido de uma cor estranha e muito menos atraente.</p>
<p>- E dai? – respondeu ela já achando aquela conversa meio chata.</p>
<p>- E dai – respondeu Ronaldo – que eu não fico por ai comemorando que quando ela saia comigo ela era gata e agora está feia, isso seria no mínimo “cuspir no prato que comeu”, você não acha?</p>
<p>- Aonde você quer chegar Ronaldo?</p>
<p>- Olha só Letícia, você sabe que há dez anos quando nos conhecemos você não era isso tudo ? Vai negar?</p>
<p>Ela novamente ficou confusa sobre o rumo da conversa.</p>
<p>- Não, mas não era motivo para você me&#8230;</p>
<p>Ronaldo interrompeu.</p>
<p>- Você se cuidava? Usava roupas como esse tubinho vermelho delicioso que você está usando? Pensou em trocar os óculos por essas lentes de contato e mostrar esses olhos verdes lindos? Ou mesmo  usar o cabelo como você usa agora? Você fazia essas coisas?</p>
<p>Estava passando um filme na cabeça de Letícia.</p>
<p>- Não, eu realmente não pensava nessas coisas.</p>
<p>- Então não me acuse de não ter dado valor a você, você mesmo que não estava se valorizando. Mas agora você está linda – concluiu ele em tom malicioso na orelha dela que causou um arrepio bom.</p>
<p>Ronaldo deu tchau e começou a afastar-se, quando Letícia chamou.</p>
<p>- Ronaldo&#8230; é&#8230; me liga qualquer dia desses&#8230;</p>
<p>Ronaldo sorriu e respondeu:</p>
<p>- Claro que ligo.</p>
<p>Ainda assim Letícia nunca atendeu as ligações ou as mensagens dele. O prazer de vê-lo correr atrás era mais forte que os argumentos</p>
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		<title>Festa estranha</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 17:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Releituras]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[paquera]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Já estavam na festa tempo o suficiente para o segundo copo de uísque, Daniel continuava analisando a situação. - Isso me lembra de Renato Russo, festa estranha com gente esquisita. Fernando olhou para ele pelo canto dos olhos sem mexer a cabeça e suspirou impaciente. - Por que você fala isso? - Já notou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-430 alignleft" title="Festa estranha" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/01/75455668-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Já estavam na festa tempo o suficiente para o segundo copo de uísque, Daniel continuava analisando a situação.</p>
<p>- Isso me lembra de Renato Russo, festa estranha com gente esquisita.</p>
<p>Fernando olhou para ele pelo canto dos olhos sem mexer a cabeça e suspirou impaciente.</p>
<p>- Por que você fala isso?</p>
<p>- Já notou a música? Minha nossa! É uma soma gritante de péssimos exemplos. Já notou como vai a nossa música ultimamente? Não existe mais poesia, mensagem. É tudo para entreter, quase como os tambores que guiam o ritmo de escravos vikings remando o navio.</p>
<p>Fernando voltou os olhos para a pista de dança e respondeu apenas com um tímido murmúrio.</p>
<p>- E as pessoas aceitam isso, dançam rebolam, ao som de uma mensagem medíocre.</p>
<p>Neste momento a música mudou para uma seleção de forró daqueles bem bregas que fez os convidados mais animados, e alcoolizados, gritarem em comemoração.</p>
<p>- Pronto – declarou Daniel – agora vai para a fase brega, existe coisa mais brega que isso? Pior que eu acho que existe, aquela lista de música dos anos oitenta estava terrível, tem coisa mais cafona que Sidney Magal? Está de matar, não acha Fernando? Fernando?</p>
<p>Olhou e não encontrou o amigo, percorreu os olhos ao redor, pensou que ele pudesse ter ido buscar outra bebida, mas viu que seu copo continuava sobre a mesa. Encontrou-o dançando de mãos, corpo e rosto colado com uma loira de corpo escultural que sorria com algo que ele falava junto ao ouvido da beldade.</p>
<p>Daniel praguejou revoltado.</p>
<p>- Ninguém mais valoriza a boa diversão!</p>
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		<title>Então ela entrou no ônibus</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 19:16:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[paquera]]></category>
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		<description><![CDATA[Ele correu quando viu o ônibus chegando ao ponto, pensou em gritar, mas o senso de ridículo o impediu. Alcançou o ônibus subindo em um único pulo, cumprimentou o motorista que respondeu com um aceno de cabeça, pagou a passagem e passou pela catraca. Escolheu um lugar ao lado de um senhor que dormia profundamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-521" title="Então ela entrou no ônibus..." src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2009/10/200524598-001-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Ele correu quando viu o ônibus chegando ao ponto, pensou em gritar, mas o senso de ridículo o impediu. Alcançou o ônibus subindo em um único pulo, cumprimentou o motorista que respondeu com um aceno de cabeça, pagou a passagem e passou pela catraca.</p>
<p>Escolheu um lugar ao lado de um senhor que dormia profundamente apesar dos movimentos desabridos do ônibus.</p>
<p>Pegou seu MP3 player e encaixou os fones no ouvido, não escutava a música, apenas preferia o som dos fones de ouvido que o do ônibus e outros carros passando pela cidade.</p>
<p>Então ela entrou no ônibus, em uma parada cheia, várias pessoas também entraram, mas ele não conseguiu tirar os olhos dela. O cabelo solto balançou quando o ônibus reiniciou o movimento, ela ainda não tinha passado pela catraca, colocou as mãos morenas e pequenas dentro da bolsa e tirou o dinheiro, empinou graciosamente o corpo para frente para passar para o outro lado do veículo.</p>
<p>Ele estava absolutamente hipnotizado, ela não era muito alta, nem muito baixa, vestia uma calça jeans justa e tênis, uma blusa preta com um decote que faria qualquer homem tropeçar ao cruzar o seu caminho.</p>
<p>Ela tira um livro da bolsa e começa a ler.</p>
<p>Eu preciso puxar assunto, o que eu falo? O que eu falo? – pensa o jovem com o coração disparado. Ele sabia que não era apenas uma mulher atraente no ônibus, era a mulher que ele queria, ou pelo menos ele precisava saber se ela podia ser.</p>
<p>Ele olha fixo para frente – o que eu falo? Pensa! – não era uma questão simples – como se aborda uma desconhecida em um ônibus?</p>
<p>Não posso simplesmente chegar e falar “oi tudo bem?” ou posso? Não vou parecer patético?</p>
<p>Preciso pensar em algo engraçado, algo que a faça rir. Não, espera, vou parecer um palhaço, pensa – olha novamente para ela. Tão linda, tão serena, lendo seu livro, o cabelo negro escorrendo pelos ombros e colo.</p>
<p>Não vou deixar essa oportunidade passar, mas o que eu falo? Você vem sempre aqui? Não, claro que não! Isso é para festas! Nem isso! “Você vem sempre aqui” não serve para nada – o jovem parecia estar a frente de um enigma que representava vida ou morte.</p>
<p>Teve um surto de energia moral diante dessa situação – vou simplesmente ser sincero: “Oi, escuta, você é linda demais, posso te ligar qualquer dia desses?” – Ai minha nossa, o que ela vai pensar. Que tipo de homem aborda uma mulher assim?</p>
<p>O que eu falo? O que eu falo? – e a mente do rapaz continuava sua busca pela aproximação ideal.</p>
<p>De repente ela se levantou, ele congelou por um momento – respirou fundo, tomou coragem – soltou um “Oi, tudo bom?”, mas inaudível de tão retraído, se virou ainda a tempo de vê-la descer do ônibus.</p>
<p>E ele nunca mais a viu de novo.</p>
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		<title>Estar apaixonado</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 00:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero propor uma pergunta: Estar apaixonado é bom ou ruim? Já estou vendo alguns de vocês respondendo “é claro que é bom” e outros “quando se é correspondido é bom” e ainda outrem “amar é bom”. Primeiro: paixão é diferente de amor, pode parecer obvio para alguns, mas ainda muita gente confunde os dois, assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero propor uma pergunta: Estar apaixonado é bom ou ruim?</p>
<p>Já estou vendo alguns de vocês respondendo “é claro que é bom” e outros “quando se é correspondido é bom” e ainda outrem “amar é bom”.</p>
<p>Primeiro: paixão é diferente de amor, pode parecer obvio para alguns, mas ainda muita gente confunde os dois, assim como muita gente confunde sexo com amor, alias, falando nisso, que mania de misturarem amor com tudo, parece que amor é o catchup dos sentimentos, sinceramente catchup para mim apenas no cachorro quente, e olha lá.</p>
<p>Quando você está apaixonado se torna patético, calma não me chame de antirromântico, eu sou romântico, por incrível que pareça, é sério, parem de rir. Mas quando você se apaixona por alguém você faz com que sua vida orbite aquela pessoa, não é preciso ser um gênio para saber que isso não é saudável.</p>
<p>Mas e quando você é correspondido, claro, ai tudo são flores. Ou não, por que ninguém vive em um filme, ninguém passa semanas a fio correndo na praia em câmera lenta, ninguém vai todo final de semana fazer piqueniques em um lugar diferente com uma fotografia lindíssima. Acho que devíamos alertar nossas crianças sobre isso, podemos estar salvando uma geração de adultos frustrados.</p>
<p>Esse comportamento de entusiasmo de quando estamos apaixonados, de achar tudo lindo, de sorrir o tempo todo, de cantar aquela musica linda (geralmente brega) como se fosse um tenor é encontrado em outra situação. Quando a pessoa consome drogas.</p>
<p>Sim, se apaixonar é como se drogar, mas sem a maioria dos efeitos colaterais mais graves. Se apaixonar é estimulante, aumenta sua energia e entusiasmo, melhora seu humor e também pode causar dependência. Conheço pessoas que estão sempre tentando se apaixonar, não acreditam que podem ser felizes se não estiverem apaixonadas, geralmente esse “sintoma” vem acompanhado da já citada indistinção de paixão com amor.</p>
<p>Se apaixonar gera ótimas sensações, mas sabe o que é melhor? Quando a paixão vira amor. Se fica apenas na paixão não dura muito. O efeito da droga passa rápido, e então queremos mais. Se apaixonar sem amar também é bom claro, mas cuidado com a dependência química, digo, psicológica, ou seria emocional&#8230; sei lá. Cuidado com a dependência de estar apaixonado.</p>
<p>Principalmente por que diferente de comprar pílulas você não se apaixona como quem vai a uma festa, espera, ok, tem algumas festas que não exemplificam o que eu quis dizer.</p>
<p>Então voltamos  a pergunta que fiz no começo? Sinceramente, não sei responder. Mas gosto de estar apaixonado.</p>
<p>Eu disse que iria propor uma pergunta, não necessariamente a resposta. Mas agora me ocorreu, será que uma clinica de desintoxicação de paixão seria um bom empreendimento?</p>
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