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	<title>No Improviso &#187; namoro</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Eu amo vocês</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 13:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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		<description><![CDATA[Pablo sabia que aquele dia chegaria cedo ou tarde, ele não estava pronto para o  momento. Elas estavam lado a lado, como membros de uma aliança recém-formada para extrair, a força e com uso de atos de tortura se preciso, a verdade de Pablo. - Deixe-me ver se entendi – começou Mônica – você passou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/12/98615941.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-404" title="Eu amo vocês" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/12/98615941-226x300.jpg" alt="" width="226" height="300" /></a>Pablo sabia que aquele dia chegaria cedo ou tarde, ele não estava pronto para o  momento.</p>
<p>Elas estavam lado a lado, como membros de uma aliança recém-formada para extrair, a força e com uso de atos de tortura se preciso, a verdade de Pablo.</p>
<p>- Deixe-me ver se entendi – começou Mônica – você passou os últimos dois anos enganando a nós duas?</p>
<p>- Não, – respondeu Pablo enquanto terminava de preparar seu uísque – eu não menti para nenhuma de vocês, nunca!</p>
<p>- Você disse que me amava Pablo! – afirmou Elaine com visível embargo na voz.</p>
<p>- E eu amo – disse ele com convicção – e também amo você Mônica.</p>
<p>As duas como se tivessem ensaiado suspiraram e olharam para direções diferentes como se procurando alguma lógica no que acabaram de ouvir.</p>
<p>- Você não vale nada! É um cafajeste! – disse Elaine quase gritando.</p>
<p>- Por quê? Quem esteve do seu lado Mônica, quando você ficou doente? Quem te ajudou a conseguir um novo emprego Elaine?</p>
<p>- E isso te dá o direito de fazer o que você fez?</p>
<p>- E o que foi que eu fiz? – indagou Pablo tomando um gole trêmulo da bebida – eu não amei vocês? Quem leva vocês para jantar toda semana em um restaurante diferente? Quem envia buquês de flores, rosas para Mônica, lírios para Elaine? Quem presenteia vocês com joias e perfumes? Quem leva vocês a orgasmos mult&#8230;</p>
<p>- Chega Pablo! – interrompeu Mônica sentindo que aqueles argumentos começavam a soar estranhos – isso não lhe dava o direito.</p>
<p>- Não me dava o direito a que? Não me dava o direito de amá-las? Sim! Eu amo vocês duas, da mesma maneira, com a mesma intensidade e paixão, eu dedico parte da minha vida a vocês duas na mesma dimensão – ele largou o copo sobre o sofá com fisionomia abatida – nunca imaginei que vocês fossem tão egoístas.</p>
<p>- Egoístas? – se espantou Elaine que não se lembrava de ter sido chamada de egoísta antes.</p>
<p>- Claro, egoístas, por que vocês não podem aceitar que eu um homem é capaz de amar duas pessoas? Uma mãe não ama dois filhos? Por que eu não posso amar duas mulheres? Egoístas, egoístas sim!</p>
<p>Elaine abriu a boca para responder, mas não conseguiu decidir qual palavra pronunciar. Pablo continuou.</p>
<p>- Se eu fosse do tipo que maltrata as namoradas, que deixam elas de lado para sair com amigos, que bebe, ou pior, que bebe e bate em mulheres. Eu sou um mau namorado? Sou Elaine?</p>
<p>Elaine gaguejou antes de respondeu</p>
<p>- Não, você não é! Você é&#8230; ótimo!</p>
<p>- Eu sou Mônica? Sou um mau namorado?</p>
<p>Mônica levantou as sobrancelhas e respondeu.</p>
<p>- Na verdade você é o melhor homem que eu conheci&#8230; que nós conhecemos.</p>
<p>Houve um momento de silêncio desses que duram alguns segundos, mas são tão longos quanto a eternidade, as moças olharam para Pablo que estava de cabeça baixa olhando para o gelo que derretia dentro do destilado, viram uma grande e redonda lágrima escorrer pelo rosto claro de Pablo.</p>
<p>Elaine se virou para Mônica</p>
<p>- Vamos Mônica, eu te dou uma carona para casa.</p>
<p>Elas se viraram, Mônica abriu a porta, ambas olharam para ele ainda de cabeça baixa e terminando de enxugar a lágrima usando a manga da camisa vermelha. Ele levantou o olhar para a porta, deixando expostas muitas outras lágrimas que molhavam seu rosto.</p>
<p>- Eu amo vocês! Amo muito! Como nunca amei ninguém!</p>
<p>Elaine olhou para os olhos de Mônica e foi a primeira a responder.</p>
<p>- Eu sei Pablo, eu sei, eu também te amo meu amor.</p>
<p>Mônica sorriu para ele.</p>
<p>- Boa noite Pablo, eu também te amo.</p>
<p>E elas saíram fechando a porta delicadamente, Pablo se deitou no sofá pensando se poderia superar a perda dos amores de sua vida. Não chegou a conclusão nenhuma além de lágrimas, então preparou outro copo.</p>
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		<title>Respostas para perguntas inadequadas</title>
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		<comments>http://www.noimproviso.com/respostas-para-perguntas-inadequadas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 21:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cantadas]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>

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		<description><![CDATA[- Oi, tudo bom? - Oi – responde a moça olhando o rapaz de cima abaixo. - Conhece o Paulo? – querendo saber se foi o dono da festa que convidou a beldade. - Sim, colega que trabalho. - Que legal, veio com seu namorado? A moça não parecia acompanhada, e obviamente o moço não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Oi, tudo bom?</p>
<p>- Oi – responde a moça olhando o rapaz de cima abaixo.</p>
<p>- Conhece o Paulo? – querendo saber se foi o dono da festa que convidou a beldade.</p>
<p>- Sim, colega que trabalho.</p>
<p>- Que legal, veio com seu namorado?</p>
<p>A moça não parecia acompanhada, e obviamente o moço não está interessado na existência de um namorado, ou melhor está interessado na inexistência dele.</p>
<p>- Não tenho namorado. – responde a moça, já visualizando as intenções do rapaz.</p>
<p>- Sério? Por que não? – retruca o infeliz rapaz.</p>
<p>É aí então que a falta de saber o que falar resulta em uma pergunta estúpida. O rapaz já teve o seu objetivo alcançado, sabe que a moça não tem namorado. Qual o objetivo de perguntar “por que” ela não tem namorado?</p>
<p>Abaixo algumas sugestões de respostas adequadas a essa situação:</p>
<p>1)    – Não quero namorar, quero ir direto para o altar.</p>
<p>2)    – Estou esperando as vozes na minha cabeça indicarem a pessoa certa.</p>
<p>3)    – Não sei por que, a propósito meu nome é Paulão, mas pode me chamar de Carol.</p>
<p>4)    – Meu psicólogo disse que primeiro preciso controlar minha raiva dos homens e dominar minha tendência homicida.</p>
<p>5)    – É cedo para isso, nem desovei completamente o corpo do meu ex ainda.</p>
<p>6)    – Seria complicado, meu presídio não permite visita intima.</p>
<p>7)    – Geralmente os homens correm quando tiro meu strap-on da bolsa.</p>
<p>8)    – Depois da operação de mudança de sexo, tenho que esperar pelo menos seis meses para fazer sexo.</p>
<p>9)    – O pessoal da clinica de doenças venéreas disse que eu preciso esperar mais algumas semanas.</p>
<p>10)  – Papai me fez prometer esperar ele sair da cadeia.</p>
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		<title>Presente de aniversário</title>
		<link>http://www.noimproviso.com/presente-de-aniversario/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 18:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>
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		<category><![CDATA[vibrador]]></category>

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		<description><![CDATA[- Amor, pode olhar? – pergunta Paula ansiosa com as mãos sobre a venda improvisada com a gravata do namorado. - Ainda não, estamos quase chegando. Cuidado com o degrau – responde Pedro. Ela ouve um tilintar de um sino batendo na porta que se abre e a voz do namorado – Agora pode tirar&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Amor, pode olhar? – pergunta Paula ansiosa com as mãos sobre a venda improvisada com a gravata do namorado.</p>
<p>- Ainda não, estamos quase chegando. Cuidado com o degrau – responde Pedro.</p>
<p>Ela ouve um tilintar de um sino batendo na porta que se abre e a voz do namorado – Agora pode tirar&#8230;</p>
<p>Ela olha e se vê em uma grande sala com a atendente do sexshop sorrindo.</p>
<p>- Pedro, que isso! – exclama &#8211; ainda boquiaberta.</p>
<p>- É um dos seus presentes de aniversário, escolha o que quiser, qualquer coisa, estou pagando.</p>
<p>Paula sorri, e já sabendo as intenções do namorado, escolhe uma fantasia de colegial, alguns óleos e um incrementado vibrador, daqueles com uma dezena de funções, rotações e intensidades.</p>
<p>Saem de lá direto para o motel, onde mais da metade dos óleos ficam no lençol do quarto. Depois de duas horas de entretenimento, ela se lembra do jantar com os pais.</p>
<p>Saem do motel direto para a casa dela. Pedro dirige com um sorriso de satisfação proporcionado apenas por momentos tórridos de sexo como aquele. Do lado de fora da casa dos sogros  já sentem o cheiro do churrasco e ouvem as conversas dos amigos e familiares. Paula entra ao som de um vigoroso “parabéns pra você” entoado pelos presentes.</p>
<p>Depois de cumprimentar todos e servirem-se do churrasco, o pai de Paula, acompanhado da esposa e de alguns amigos, pergunta para a filha ao lado do namorado sentado na área da casa próximo ao portão da rua.</p>
<p>- Como está sendo o aniversário de minha filhota?</p>
<p>- Perfeito pai, tenho vocês, todos meus amigos estão aqui, ganhei vários presentes lindos de vocês, dos meus amigos, do meu namorado.</p>
<p>- Qual presente o Pedro te deu filha? Eu não vi ainda – pergunta a curiosa mãe da moça.</p>
<p>Paula arregala os olhos, Pedro mastigava uma fatia de carne e congelou instantaneamente. Olhou para a namorada sem mexer a cabeça.</p>
<p>- Qual presente? – disse Paula tentando achar a resposta.</p>
<p>- Sim filha, que presente?.</p>
<p>Pedro se esforçava para engolir o pedaço de carne.</p>
<p>- É&#8230; foi&#8230; ai&#8230; é&#8230; nossa&#8230; tão lindo&#8230; é um&#8230;</p>
<p>- Um o quê filha? – solta o pai, já estranhando a demora.</p>
<p>Nesse momento, Pedro dá um salto e fica em pé, coloca o prato na mesa enquanto leva a mão até a garganta. Parecia ter algo obstruindo sua respiração.</p>
<p>- Ele engasgou, ele engasgou – gritou a mãe em desespero.</p>
<p>Pedro sai tossindo violentamente e puxando Paula pela mão.Deixam o portão da casa e a família observa tudo sem entender direito. Pedro vira a esquina da casa saindo do campo de visão de quem ainda estava lá e cospe longe o pedaço da carne.</p>
<p>- Vamos correndo para o shopping agora! Se eles perguntarem, você me levou para o hospital.</p>
<p>- Vamos fazer o que no shopping?</p>
<p>- Nem me fale! Depois daquela grana que custou o vibrador, ainda vou ter que te comprar uma joia. Droga!</p>
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