Tagged: namoro

março 16th, 2010

Respostas para perguntas inadequadas

- Oi, tudo bom?

- Oi – responde a moça olhando o rapaz de cima abaixo.

- Conhece o Paulo? – querendo saber se foi o dono da festa que convidou a beldade.

- Sim, colega que trabalho.

- Que legal, veio com seu namorado?

A moça não parecia acompanhada, e obviamente o moço não está interessado na existência de um namorado, ou melhor está interessado na inexistência dele.

- Não tenho namorado. – responde a moça, já visualizando as intenções do rapaz.

- Sério? Por que não? – retruca o infeliz rapaz.

É aí então que a falta de saber o que falar resulta em uma pergunta estúpida. O rapaz já teve o seu objetivo alcançado, sabe que a moça não tem namorado. Qual o objetivo de perguntar “por que” ela não tem namorado?

Abaixo algumas sugestões de respostas adequadas a essa situação:

1)    – Não quero namorar, quero ir direto para o altar.

2)    – Estou esperando as vozes na minha cabeça indicarem a pessoa certa.

3)    – Não sei por que, a propósito meu nome é Paulão, mas pode me chamar de Carol.

4)    – Meu psicólogo disse que primeiro preciso controlar minha raiva dos homens e dominar minha tendência homicida.

5)    – É cedo para isso, nem desovei completamente o corpo do meu ex ainda.

6)    – Seria complicado, meu presídio não permite visita intima.

7)    – Geralmente os homens correm quando tiro meu strap-on da bolsa.

8)    – Depois da operação de mudança de sexo, tenho que esperar pelo menos seis meses para fazer sexo.

9)    – O pessoal da clinica de doenças venéreas disse que eu preciso esperar mais algumas semanas.

10)  – Papai me fez prometer esperar ele sair da cadeia.

janeiro 15th, 2010

Presente de aniversário

- Amor, pode olhar? – pergunta Paula ansiosa com as mãos sobre a venda improvisada com a gravata do namorado.

- Ainda não, estamos quase chegando. Cuidado com o degrau – responde Pedro.

Ela ouve um tilintar de um sino batendo na porta que se abre e a voz do namorado – Agora pode tirar…

Ela olha e se vê em uma grande sala com a atendente do sexshop sorrindo.

- Pedro, que isso! – exclama – ainda boquiaberta.

- É um dos seus presentes de aniversário, escolha o que quiser, qualquer coisa, estou pagando.

Paula sorri, e já sabendo as intenções do namorado, escolhe uma fantasia de colegial, alguns óleos e um incrementado vibrador, daqueles com uma dezena de funções, rotações e intensidades.

Saem de lá direto para o motel, onde mais da metade dos óleos ficam no lençol do quarto. Depois de duas horas de entretenimento, ela se lembra do jantar com os pais.

Saem do motel direto para a casa dela. Pedro dirige com um sorriso de satisfação proporcionado apenas por momentos tórridos de sexo como aquele. Do lado de fora da casa dos sogros já sentem o cheiro do churrasco e ouvem as conversas dos amigos e familiares. Paula entra ao som de um vigoroso “parabéns pra você” entoado pelos presentes.

Depois de cumprimentar todos e servirem-se do churrasco, o pai de Paula, acompanhado da esposa e de alguns amigos, pergunta para a filha ao lado do namorado sentado na área da casa próximo ao portão da rua.

- Como está sendo o aniversário de minha filhota?

- Perfeito pai, tenho vocês, todos meus amigos estão aqui, ganhei vários presentes lindos de vocês, dos meus amigos, do meu namorado.

- Qual presente o Pedro te deu filha? Eu não vi ainda – pergunta a curiosa mãe da moça.

Paula arregala os olhos, Pedro mastigava uma fatia de carne e congelou instantaneamente. Olhou para a namorada sem mexer a cabeça.

- Qual presente? – disse Paula tentando achar a resposta.

- Sim filha, que presente?.

Pedro se esforçava para engolir o pedaço de carne.

- É… foi… ai… é… nossa… tão lindo… é um…

- Um o quê filha? – solta o pai, já estranhando a demora.

Nesse momento, Pedro dá um salto e fica em pé, coloca o prato na mesa enquanto leva a mão até a garganta. Parecia ter algo obstruindo sua respiração.

- Ele engasgou, ele engasgou – gritou a mãe em desespero.

Pedro sai tossindo violentamente e puxando Paula pela mão.Deixam o portão da casa e a família observa tudo sem entender direito. Pedro vira a esquina da casa saindo do campo de visão de quem ainda estava lá e cospe longe o pedaço da carne.

- Vamos correndo para o shopping agora! Se eles perguntarem, você me levou para o hospital.

- Vamos fazer o que no shopping?

- Nem me fale! Depois daquela grana que custou o vibrador, ainda vou ter que te comprar uma joia. Droga!

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