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	<title>No Improviso &#187; mulheres</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Precisamos conversar</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 19:25:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carlos destrancou a porta e, deixando a pasta sobre a mesinha ao lado da porta, entrou anunciando sua chegada: - Marta, cheguei. Virou e se surpreendeu com a esposa sentada encolhida no canto do sofá. - Oi querida, alguma coisa errada? Marta olhou séria para ele, colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-437" title="Precisamos conversar" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/01/79122768-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Carlos destrancou a porta e, deixando a pasta sobre a mesinha ao lado da porta, entrou anunciando sua chegada:</p>
<p>- Marta, cheguei.</p>
<p>Virou e se surpreendeu com a esposa sentada encolhida no canto do sofá.</p>
<p>- Oi querida, alguma coisa errada?</p>
<p>Marta olhou séria para ele, colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e disse:</p>
<p>- Senta Carlos, precisamos conversar.</p>
<p>Ele franziu a testa diante do tom de gravidade das palavras de Marta, que esperou ele se sentar, se aproximou, olhou fundo nos olhos dele e segurou suas mãos.</p>
<p>- Primeiro eu quero que você saiba que eu te amo muito, que você é o homem da minha vida.</p>
<p>- Eu também te amo – respondeu Carlos, preocupado – o que está acontecendo?</p>
<p>Marta continuou.</p>
<p>- Eu fiz uma coisa muito errada, estou muito arrependida, mas eu não posso voltar no tempo e – lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto moreno – e eu te amo tanto, não quero te perder, então pensei muito antes de te contar.</p>
<p>Carlos respondeu apenas com um olhar.</p>
<p>- E eu não gostaria que você ficasse sabendo por outra pessoa, por que não seria justo com você, então eu resolvi&#8230;</p>
<p>- Ferrar com minha vida? – interrompeu Carlos.</p>
<p>- Como? – respondeu Marta sem entender.</p>
<p>- Ferrar com minha vida! É o que você resolveu? Porque se você fez algo de errado que sabe que vai me fazer sofrer, e vem me contar mesmo sabendo que eu não sei, você quer na verdade me ver sofrer.</p>
<p>Marta precisou de alguns segundos revendo as palavras que ouvira para compreender.</p>
<p>- Agora, se você me ama, você não vai fazer nada para me magoar, mas se você fizer, vai ter o mínimo de respeito de não me deixar descobrir nunca. Afinal, você não me ama?</p>
<p>- Amo – respondeu Marta claramente confusa.</p>
<p>- Então vamos fazer o seguinte, finja que não tivemos essa conversa – e Carlos se levantou do sofá.</p>
<p>- Mas Carlos, eu estou arrependida, estou sofrendo com meu erro.</p>
<p>Carlos se virou já demonstrando certa impaciência.</p>
<p>- O erro foi seu! Sofra sozinha, não venha me fazer sofrer junto! Chora ali no canto da sala em silêncio até passar! Mas não venha ferrar comigo!</p>
<p>Carlos foi para a cozinha jantar uma macarronada com almôndegas e tomar umas cervejas. Marta chorou em silêncio vários minutos, depois pensou nas palavras do marido e achou que realmente era melhor fingir que nada havia acontecido.</p>
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		<title>Eu amo vocês</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 13:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pablo sabia que aquele dia chegaria cedo ou tarde, ele não estava pronto para o  momento. Elas estavam lado a lado, como membros de uma aliança recém-formada para extrair, a força e com uso de atos de tortura se preciso, a verdade de Pablo. - Deixe-me ver se entendi – começou Mônica – você passou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/12/98615941.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-404" title="Eu amo vocês" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/12/98615941-226x300.jpg" alt="" width="226" height="300" /></a>Pablo sabia que aquele dia chegaria cedo ou tarde, ele não estava pronto para o  momento.</p>
<p>Elas estavam lado a lado, como membros de uma aliança recém-formada para extrair, a força e com uso de atos de tortura se preciso, a verdade de Pablo.</p>
<p>- Deixe-me ver se entendi – começou Mônica – você passou os últimos dois anos enganando a nós duas?</p>
<p>- Não, – respondeu Pablo enquanto terminava de preparar seu uísque – eu não menti para nenhuma de vocês, nunca!</p>
<p>- Você disse que me amava Pablo! – afirmou Elaine com visível embargo na voz.</p>
<p>- E eu amo – disse ele com convicção – e também amo você Mônica.</p>
<p>As duas como se tivessem ensaiado suspiraram e olharam para direções diferentes como se procurando alguma lógica no que acabaram de ouvir.</p>
<p>- Você não vale nada! É um cafajeste! – disse Elaine quase gritando.</p>
<p>- Por quê? Quem esteve do seu lado Mônica, quando você ficou doente? Quem te ajudou a conseguir um novo emprego Elaine?</p>
<p>- E isso te dá o direito de fazer o que você fez?</p>
<p>- E o que foi que eu fiz? – indagou Pablo tomando um gole trêmulo da bebida – eu não amei vocês? Quem leva vocês para jantar toda semana em um restaurante diferente? Quem envia buquês de flores, rosas para Mônica, lírios para Elaine? Quem presenteia vocês com joias e perfumes? Quem leva vocês a orgasmos mult&#8230;</p>
<p>- Chega Pablo! – interrompeu Mônica sentindo que aqueles argumentos começavam a soar estranhos – isso não lhe dava o direito.</p>
<p>- Não me dava o direito a que? Não me dava o direito de amá-las? Sim! Eu amo vocês duas, da mesma maneira, com a mesma intensidade e paixão, eu dedico parte da minha vida a vocês duas na mesma dimensão – ele largou o copo sobre o sofá com fisionomia abatida – nunca imaginei que vocês fossem tão egoístas.</p>
<p>- Egoístas? – se espantou Elaine que não se lembrava de ter sido chamada de egoísta antes.</p>
<p>- Claro, egoístas, por que vocês não podem aceitar que eu um homem é capaz de amar duas pessoas? Uma mãe não ama dois filhos? Por que eu não posso amar duas mulheres? Egoístas, egoístas sim!</p>
<p>Elaine abriu a boca para responder, mas não conseguiu decidir qual palavra pronunciar. Pablo continuou.</p>
<p>- Se eu fosse do tipo que maltrata as namoradas, que deixam elas de lado para sair com amigos, que bebe, ou pior, que bebe e bate em mulheres. Eu sou um mau namorado? Sou Elaine?</p>
<p>Elaine gaguejou antes de respondeu</p>
<p>- Não, você não é! Você é&#8230; ótimo!</p>
<p>- Eu sou Mônica? Sou um mau namorado?</p>
<p>Mônica levantou as sobrancelhas e respondeu.</p>
<p>- Na verdade você é o melhor homem que eu conheci&#8230; que nós conhecemos.</p>
<p>Houve um momento de silêncio desses que duram alguns segundos, mas são tão longos quanto a eternidade, as moças olharam para Pablo que estava de cabeça baixa olhando para o gelo que derretia dentro do destilado, viram uma grande e redonda lágrima escorrer pelo rosto claro de Pablo.</p>
<p>Elaine se virou para Mônica</p>
<p>- Vamos Mônica, eu te dou uma carona para casa.</p>
<p>Elas se viraram, Mônica abriu a porta, ambas olharam para ele ainda de cabeça baixa e terminando de enxugar a lágrima usando a manga da camisa vermelha. Ele levantou o olhar para a porta, deixando expostas muitas outras lágrimas que molhavam seu rosto.</p>
<p>- Eu amo vocês! Amo muito! Como nunca amei ninguém!</p>
<p>Elaine olhou para os olhos de Mônica e foi a primeira a responder.</p>
<p>- Eu sei Pablo, eu sei, eu também te amo meu amor.</p>
<p>Mônica sorriu para ele.</p>
<p>- Boa noite Pablo, eu também te amo.</p>
<p>E elas saíram fechando a porta delicadamente, Pablo se deitou no sofá pensando se poderia superar a perda dos amores de sua vida. Não chegou a conclusão nenhuma além de lágrimas, então preparou outro copo.</p>
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		<title>Poesia sensorial</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 20:51:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Gosto da fazenda, adoro os finais de semana aqui. Quando me levantei agora pela manhã escutei ao longe o barulho do rio que passa depois da estrada, suave, calmo, e assim minha audição se deleitou. O cheiro do café sendo moído e torrado na hora invadiu minhas narinas me deixando quase embriagado. Estendi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-337" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/04/BA14050-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />- Gosto da fazenda, adoro os finais de semana aqui. Quando me levantei agora pela manhã escutei ao longe o barulho do rio que passa depois da estrada, suave, calmo, e assim minha audição se deleitou. O cheiro do café sendo moído e torrado na hora invadiu minhas narinas me deixando quase embriagado. Estendi a mão e peguei uma broa de milho ainda quente que havia acabado de sair do forno e mordi com gosto. O paladar foi invadido pelo gosto das ervas misturados na massa e me deliciei com isso. Olhei pela janela da cozinha e vi as árvores ao longe, os animais pastando calmamente e o sol nascendo acanhado no horizonte. Meu único sentido que não se deleitava nesse cenário brejeiro e delicioso era o tato. E foi por isso que eu peguei na bunda da Mariazinha, que estava na cozinha preparando o desjejum com tanta gana. Estava apenas aproveitando toda essa poesia sensorial. Você entende querida? Não foi por maldade ou malícia!</p>
<p>E a esposa contrariada respondeu sem entender a conotação sensível e rítmica daquela experiência sensorial.</p>
<p>- Você é um babaca!</p>
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		<title>Vestido vermelho</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 23:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Abriu a porta e apareceu com seu vestido vermelho curto, seu salto alto e seu cabelo solto. Olhou para cima e abriu um sorriso ao olhar para a lua. Sentiu-se como se tivesse de novo vinte anos, apesar de nunca ter agido assim quando realmente o tinha. Caminhou pela rua estreita andando fora da calçada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abriu a porta e apareceu com seu vestido vermelho curto, seu salto alto e seu cabelo solto. Olhou para cima e abriu um sorriso ao olhar para a lua. Sentiu-se como se tivesse de novo vinte anos, apesar de nunca ter agido assim quando realmente o tinha.</p>
<p>Caminhou pela rua estreita andando fora da calçada, acenou com uma ponta de escárnio para a a vizinha da frente que observava tudo com olhar de reprovação. A vizinha recolheu sua cabeça coberta pelo lenço para dentro de casa antes de bater a janela dizendo em tom indiscreto para que pudesse ser ouvida:</p>
<p>- Vagabunda!</p>
<p>Ao invés de ficar chateada ou responder, ela apenas sorriu fazendo pouco caso.</p>
<p>Antes de chegar ao final da rua cruzou com a benemérita presidenta da associação de moradores do bairro. Esta olhou para ela dos pés as cabeça, desviou o olhar com um movimento brusco da cabeça quando notou seu sorriso de satisfação.</p>
<p>- Piriguete!</p>
<p>Ao cruzar com o marido da louvável presidenta, que se apressava caminhando atrás da esposa segurando as pesadas sacolas de compras, cumprimentou polidamente.</p>
<p>- Boa noite, Alberto!</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-329" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/04/74108022-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" />- Boa!&#8230; noi&#8230; noite – gaguejou enquanto se equilibrava entre segurar as compras, desviar o olhar das longas pernas e não derrubar as sacolas.</p>
<p>Ela se afastou segurando a risada enquanto ouvia a esposa que repreendia o marido por dar atenção para “essa mulherzinha”.</p>
<p>Lembrou da época que era convidada para jantar com os vizinhos, de quando chorava no sofá delas sofrendo suas dores amargas, de quando consternava-se melancólica enquanto observava as famílias “amigas” a sua volta trazendo lembranças doloridas.</p>
<p>Lembrou de tudo isso sem nenhuma saudade e continuou caminhando até seu destino com o mais malicioso dos sorrisos nos lábios.</p>
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		<title>Respostas para perguntas inadequadas</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 21:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Oi, tudo bom? - Oi – responde a moça olhando o rapaz de cima abaixo. - Conhece o Paulo? – querendo saber se foi o dono da festa que convidou a beldade. - Sim, colega que trabalho. - Que legal, veio com seu namorado? A moça não parecia acompanhada, e obviamente o moço não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Oi, tudo bom?</p>
<p>- Oi – responde a moça olhando o rapaz de cima abaixo.</p>
<p>- Conhece o Paulo? – querendo saber se foi o dono da festa que convidou a beldade.</p>
<p>- Sim, colega que trabalho.</p>
<p>- Que legal, veio com seu namorado?</p>
<p>A moça não parecia acompanhada, e obviamente o moço não está interessado na existência de um namorado, ou melhor está interessado na inexistência dele.</p>
<p>- Não tenho namorado. – responde a moça, já visualizando as intenções do rapaz.</p>
<p>- Sério? Por que não? – retruca o infeliz rapaz.</p>
<p>É aí então que a falta de saber o que falar resulta em uma pergunta estúpida. O rapaz já teve o seu objetivo alcançado, sabe que a moça não tem namorado. Qual o objetivo de perguntar “por que” ela não tem namorado?</p>
<p>Abaixo algumas sugestões de respostas adequadas a essa situação:</p>
<p>1)    – Não quero namorar, quero ir direto para o altar.</p>
<p>2)    – Estou esperando as vozes na minha cabeça indicarem a pessoa certa.</p>
<p>3)    – Não sei por que, a propósito meu nome é Paulão, mas pode me chamar de Carol.</p>
<p>4)    – Meu psicólogo disse que primeiro preciso controlar minha raiva dos homens e dominar minha tendência homicida.</p>
<p>5)    – É cedo para isso, nem desovei completamente o corpo do meu ex ainda.</p>
<p>6)    – Seria complicado, meu presídio não permite visita intima.</p>
<p>7)    – Geralmente os homens correm quando tiro meu strap-on da bolsa.</p>
<p>8)    – Depois da operação de mudança de sexo, tenho que esperar pelo menos seis meses para fazer sexo.</p>
<p>9)    – O pessoal da clinica de doenças venéreas disse que eu preciso esperar mais algumas semanas.</p>
<p>10)  – Papai me fez prometer esperar ele sair da cadeia.</p>
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		<title>Bolsa de mulher</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 23:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dizem que você pode conhecer muito de uma mulher pelo que ela carrega na bolsa. Discordo. Acho que por mais que você conheça uma mulher nunca poderá usar o termo “muito” em relação isso. A bolsa de uma mulher pode ser algo que pode variar de extremamente simples a algo até mesmo maligno. Já vi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que você pode conhecer muito de uma mulher pelo que ela carrega na bolsa. Discordo. Acho que por mais que você conheça uma mulher nunca poderá usar o termo “muito” em relação isso.</p>
<p>A bolsa de uma mulher pode ser algo que pode variar de extremamente simples a algo até mesmo maligno.</p>
<p>Já vi mulheres que carregavam guarda-chuvas em suas bolsas, daqueles pequenos que se dobram até ficar com apenas trinta centímetros, notem que aparentemente isso não é algo ruim ou estranho. Notem que denota certa prudência, até uma lógica, se elas não carregassem o maldito guarda-chuva o verão inteiro. Na primeira chuva que cair perdem o maldito guarda-chuva.</p>
<p>Aposto que já viram mulheres que carregam chinelos ou sapatos, dependendo do momento, usam o sapato quando estão no jantar ou na festa, e quando saem a primeira coisa que fazem é calçar o chinelo. Pergunto-me por que não usar um sapato confortável em tempo integral. Mas mulheres e seus sapatos são assunto para outro (vários) textos.</p>
<p>Já me recusei a mexer em uma bolsa de mulher. “Pode pegar a minha carteira na minha bolsa, por favor?” Abro aquele acessório peculiar e descubro que não quero colocar a minha mão lá dentro mesmo se eu conseguisse ver a carteira lá. Certa vez saquei o que parecia ser uma carteira e era um porta-absorvente.</p>
<p>Existem algumas que carregam a suas câmeras, mas as mais exóticas são as que levam fotos. Para lembrar dos entes queridos? Não! Para ilustrar suas conversas. Houve uma vez que uma velhinha sentou ao meu lado no ônibus e começou a me exibir fotos dos filhos, netos, cachorros e outros personagens de sua vida ignorando completamente o fato de eu estar com fones de ouvido e um livro aberto sobre meu colo. Foi uma viagem longa.</p>
<p>Lembro-me dos desenhos animados e filmes em que as mulheres se defendem batendo em um marginal qualquer com suas pesadas bolsas, tal qual um guerreiro medieval manipulando uma mortal maça estrela com correias de couro. Depois descobri que isso é coisa da ficção, as mulheres nunca usariam suas preciosas bolsas Gucci ou Chanel para acertar a cabeça de uma pobre vítima.</p>
<p>Quero falar em especial de uma pessoa com quem estive em uma loja que vende bolsas e carteiras. Ela passou quarenta longos minutos escolhendo uma carteira, fez questão de comprar uma com divisão para uns vinte cartões bancários diferentes, “agora vou mantê-los organizados” ela argumentou. Na primeira oportunidade que saca um cartão, paga uma conta, e o que faz? Joga a porcaria do cartão dentro da bolsa. Resultado: na próxima vez que precisa do maldito cartão passa vinte minutos tirando câmeras, fotos, guarda-chuva e a multi dividida carteira para encontrar o cartão largado no fundo da perniciosa bolsa.</p>
<p><em> </em></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><a href="http://msn.onne.com.br/moda/materia/10920/id-feminino" target="_blank">As bolsas que inovam o &#8220;look&#8221; também refletem a personalidade da mulher</a></p>
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		<title>Como (não) conquistar mulheres</title>
		<link>http://www.noimproviso.com/como-nao-conquistar-mulheres/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 02:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[conquista]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<category><![CDATA[paquera]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou um especialista no assunto, mas sei observar, e isso eu faço (quase sempre) bem e vou listar aqui alguns comportamentos que condenam qualquer homem a terminar a noite sozinho. Educação Tem coisas que todo mundo faz, todo mundo expele gases, todo mundo fala uma grosseria para amigos no bar, todo mundo as vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou um especialista no assunto, mas sei observar, e isso eu faço (quase sempre) bem e vou listar aqui alguns comportamentos que condenam qualquer homem a terminar a noite sozinho.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Educação</span></p>
<p>Tem coisas que todo mundo faz, todo mundo expele gases, todo mundo fala uma grosseria para amigos no bar, todo mundo as vezes faz algo que a mãe condenaria, mais algumas coisas não se faz por regras sociais, lembre-se: gritar (principalmente por futebol), arrotar e cuspir não são sexy.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Saber beber</span></p>
<p>Se você não pode com o álcool não existe problema em beber um refrigerante ou mesmo a boa e velha água. Passar mal de tanto encher a cara é receita para ficar marcado como o pinguço do grupo. Se for caso de afogar magoas compre uma garrafa e faça isso em casa sozinho onde a dignidade não é tão importante.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Consideração</span></p>
<p>Tenha atenção com a mulher que estiver conversando, atenção de verdade, faça perguntas, faça com que ela fale, convenhamos não é difícil fazer uma mulher falar. Não queira monopolizar a conversa, e nem todo mundo quer ouvir sobre sua ex-namorada, sua mãe doente ou seus problemas no trabalho, o melhor amigo é aquele que sabe ouvir. Não olhe para outras mulheres com cara de coiote, nem pense que pode fazer isso sem ela perceber, homens não possuem essa capacidade. E por favor, não cumprimente os peitos (ou outras partes) dela, cumprimente a pessoa, mesmo que você esteja pensando em outra coisa.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Gentileza</span></p>
<p>Divida a conta, abra a porta, estenda a mão para ajudar, ofereça para buscar algo. Mas cuidado, existe uma fina linha divisória entre você ser o cavalheiro e o “cara legal”, também conhecido a boca pequena como “escravinho”.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Bom humor</span></p>
<p>Fazer rir é 50%, você pode não ter a aparência do Brad Pitt, mas se você fazê-la rir terá meio caminho andando. Note que ela precisa rir, fazer piadas toscas ou grosseiras geralmente não são eficientes, se for fazer isso melhor ficar calado.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Vestuário e apresentação</span></p>
<p>Sejamos sinceros, o senso de estética de homens para algumas coisas se confundem com o de praticidade, por isso as vezes erramos feio nesse quesito. Minha dica é arrume uma amiga para te acompanhar quando você for fazer compras, amigo gay também vale. Outro destaque é: sabe quando você vê aquele belo decote na sua frente? O equivalente feminino a isso é um homem cheiroso, não economize na hora de comprar e usar um bom perfume, mas olha o bom senso, nada de exagerar na quantidade.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Abordagem</span></p>
<p>Pelo amor de Zeus, não grite na rua “ô princesa” ou “lá em casa heim” nem nada do gênero. Isso nunca ajudou a pegar ninguém, mesmo que a pessoa seja uma profissional do sexo na esquina a chance de você ser ignorado é grande.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Atitude</span></p>
<p>Tenha atitude. Não se faça de coitadinho, ninguém beija alguém por pena. Ok, até beija, mas você não vai querer isso. Se imponha, não reclame sobre como ninguém te dá atenção e como você sofre, mesmo que você seja um emo, aliás, não seja um emo!</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Excesso de confiança</span></p>
<p>Sabe quando falei de atitude acima, se você exagerar vira excesso de confiança, e isso pode ser tão ruim quanto falta de atitude. Mesmo que você seja o José Mayer entenda que talvez ela não esteja afim agora, direcione toda sua confiança para uma nova oportunidade.</p>
<p>Esqueci alguma coisa leitoras? Comentários por favor!</p>
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		<title>Mulher moleca</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 22:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo mundo já viu um &#8220;espécime&#8221; desses. Ela se mistura no meio dos meninos, fala palavrão, é amigona, sabe beber. Sim, isso mesmo estou falando daquela menina, ou melhor: da moleca. Para escrever esse texto eu fiquei pensando em como chamar esse tipo de mulher, eu sei, é uma necessidade idiota dos homens de classificar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo já viu um &#8220;espécime&#8221; desses. Ela se mistura no meio dos meninos, fala palavrão, é amigona, sabe beber. Sim, isso mesmo estou falando daquela menina, ou melhor: da moleca.<br />
Para escrever esse texto eu fiquei pensando em como chamar esse tipo de mulher, eu sei, é uma necessidade idiota dos homens de classificar, dar nomes as coisas e rotular, mas fazer o que?!?! Às vezes isso é necessário, principalmente em um texto. Escolhi o termo moleca (será que se o termo pegar posso registrar e ganhar algo com isso?).</p>
<p>A moleca é aquela menina que não precisa ser uma gata linda e maravilhosa, mas está sempre no meio dos meninos e age mais parecido com eles. Que fique claro que não estou falando de uma menina que pareça um menino, ela continua feminina, continua delicada, mas não é coitadinha, tem aquele ar de &#8220;bad woman&#8221;, de decidida. E homem adora uma mulher decidida, claro que existem as exceções e cada caso é um caso, mas observe suas amigas e amigos. A mulher decidida sabe o que quer e quando quer, mas isso é assunto para outro texto.</p>
<p>Talvez a moleca faça sucesso pela sociabilidade, sejamos sinceros, homens se intimidam com alguns tipos de mulheres, eu sei que para algumas isso vai parecer um choque, mas é a verdade, e aquela garota que senta do lado, bebe pra caramba, liga pra marcar aquele churrasco, ela é sociável, é quase um amigo, mas com todos os atributos de uma mulher, olha que maravilha. Agora aquela &#8220;patricinha&#8221; distante e que você precisa ligar, e mandar scrap, e o diabo pra conseguir a atenção dela e ainda é tratado como &#8220;segunda opção&#8221; perde feio para a moleca.</p>
<p>Quem já viu uma mulher jogando sinuca? Debruçada sobre a mesa, de taco na mão, rindo e zoando com os erros dos amigos e amigas em volta da mesa? Confessem leitores do sexo masculino, vocês se encantam com essa cena. Ou aquela outra na beira da piscina, de shortinho e biquíni jogando truco e gritando. Sem falar do poker&#8230; haaaaa o poker&#8230; ok, confesso que pensei nas variações em que se usa as roupas no lugar das fichas :S</p>
<p>Não estou falando para todas as mulheres do mundo mudarem seu estilo. Mas eu acho que podemos aprender muito observando as atitudes e as reações que esse tipo de mulher causa. Nem estou dizendo que é a mulher ideal, mas bem melhor do que ouvir &#8220;nossa, vai beber com os amigos de novo?&#8221; é você simplesmente levá-la junto, e dar boas risadas com ela. É esse o cenário ideal na cabeça do homem, poder sair com a mulher numa boa, colocá-la dentro de sua vida, de seu universo e não de excluí-la e deixá-la de fora esperando em casa. O cenário ideal na cabeça da mulher? Bem, ai não sei contem-me vocês mulheres.</p>
<p><span style="font-size: 9pt;"><em>Esse texto foi originalmente publicado no blog do podcast Pastel de Feira, não é plágio não, é meu mesmo </em></span> <img src='http://www.noimproviso.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
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