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Fev 02

Melhor amigo – segunda versão

Estava arrasada! Nem sabia por onde começar: trabalho, diarista, contas, balança, mas o principal era o idiota do Felipe, ainda não conseguia acreditar no que ele tinha feito. Largou-me no sofá encolhida, chorando solitariamente.

Toca o celular, é o Anderson. Tento me segurar, mas me desabo em lágrimas. Ele diz que preciso sair para me distrair, digo que não estou no clima, mas ele diz que uma mulher linda não deve ficar em casa em uma sexta-feira à noite.

Ele chega quarenta minutos depois, abraça-me forte quando abro a porta, diz que estou linda.No sofá, começo a reclamar do meu dia , mas ele me interrompe, diz que não preciso me preocupar, que uma mulher linda como eu não devia esquentar “a sua cabecinha linda” com essas “coisas” e diz que eu devo trocar de roupa, colocar um vestido por que ele vai me levar para jantar. Protesto que não estou no clima, mas ele é persistente. Coloco um tubinho preto e um salto alto. Quando volto para a sala ele está com cara de impaciente, mas ainda assim solta um longo assovio e diz que estou maravilhosa.

Vamos a uma pizzaria animada, muitos jovens.Ele faz o pedido de uma meia calabresa, meia quatro queijos. Fico pouco a vontade, mas ele pede um vinho e começo a relaxar. Ele me faz rir e esquecer um pouco dos problemas. Terminamos rápido tanto a pizza, quanto o vinho e ele me arrasta para uma festa. Não reclamo. Começo a pensar que ele tem razão, que preciso me divertir. Eu queria dançar, mas  ele protestou que não levava jeito.Ainda sobre o efeito do vinho, arrasto ele para a pista e descubro que ele tinha razão!Ele não leva o menor jeito, mas parece ter gostado, porque tentou me beijar três vezes em apenas uma música.

Ele me leva de volta para casa, tenta me beijar mais uma vez na saída da festa, mais uma em um sinal fechado e duas quando chega ao meu prédio. Ele pergunta se pode subir para usar o banheiro.Olho para ele meio torto e penso essa é a última vez que bebo uma garrafa de vinho. Subimos, eu me jogo no sofá e ele vai para o banheiro. Coloca a cabeça no meu ombro. Começa a afagar meus cabelos. Sinto uma sensação estranha, uma vibração, era o celular dele no bolso da calça. Ele não atende.

- Você é muito linda sabia?

- Sabia!

- É?

- É, deve ser a centésima vez que você fala isso essa noite.

- E?

- E está na hora de você ir embora – me levanto em um impulso só, o puxo  pelo braço.

- Mas já?

- Sim.

- Está cedo – protesta ele, enquanto o empurro porta a fora.

- Boa noite Anderson! – estou sorrindo deliciada.

- Nem um beijinho?

Bato a porta e caio no sofá meio que rindo.Até que ele é gatinho, quem sabe na próxima?

Quando o elevador abre, Anderson sem entender o que aconteceu e lembrando-se do preço daquela garrafa de vinho pensa: mas que vadia filha de uma puta!

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Fev 27

Melhor amigo

Estava arrasada! Nem sabia por onde começar: trabalho, diarista, contas, balança, mas o principal era o idiota do Felipe, ainda não conseguia acreditar no que ele tinha feito. Largou-me no sofá encolhida, chorando solitariamente.

Toca o celular, é o Marcos. Tento me segurar, mas me desabo em lágrimas. Ele espera eu me acalmar, diz que está indo me ver imediatamente! Insisto que não precisa, que eu vou ficar bem, mas ele obstina-se que virá do mesmo jeito.

Ele chega quarenta minutos depois, abraça-me forte quando abro a porta, escuta-me reclamar no sofá, mostra-me um lado da situação que eu não tinha visto. Passa a mão no meu cabelo devagar, sorrindo-me de forma iluminada, enxuga minhas lágrimas e diz que eu devo trocar de roupa, colocar um vestido por que ele vai me levar para jantar. Protesto que não estou no clima, mas ele é persistente. Coloco um tubinho preto e um salto alto. Depois de me esperar pacientemente solta um longo assovio e diz que estou maravilhosa.

Vamos a um restaurante japonês, ele faz o pedido e conversamos sobre tudo. Marcos me faz rir e esquecer os problemas. Quando terminamos, ele me arrasta para uma festa. Eu protesto que não é preciso, mas novamente é inútil argumentar com ele. Dançamos o resto da noite. Como o Marcos dança bem! Conduzindo com força, mas com delicadeza ao mesmo tempo; suave, mas firme.

Ele me leva de volta para casa, eu me jogo no sofá e ele vai para a cozinha. Volta com uma garrafa de vinho tinto e duas taças. Serve-me uma, tira meus sapatos, encosta-se e coloca minha cabeça no seu ombro. Começa a afagar meus cabelos. Um arrepio percorre meu corpo. Olho para cima e ele está me observando sorrindo meigamente.

- Preciso te falar uma coisa.

- O que? – pergunto eu, sorrindo como quem está voando.

- Preciso ir, o Paulão falou que vai passar em casa pela manhã e eu estou morrendo de saudade dele.

Ele se despede e vai embora. Fico olhando para as taças sujas de vinho vazias na mesinha de centro depois de fechar a porta e penso: mas que viado filho de uma puta!

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