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	<title>No Improviso &#187; infidelidade</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Diálogo de um casal comum</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 18:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[O jovem casal abraçado no sofá vendo um filme. Ela com as pernas sobre o móvel, ele abraçando sobre os ombros dela e com o outro braço aberto sobre o sofá, pernas esticadas e balançando o chinelo. Ela se surpreende com a cena em que um casal de personagens revela um dos segredos da historia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O jovem casal abraçado no sofá vendo um filme. Ela com as pernas sobre o móvel, ele abraçando sobre os ombros dela e com o outro braço aberto sobre o sofá, pernas esticadas e balançando o chinelo.</p>
<p>Ela se surpreende com a cena em que um casal de personagens revela um dos segredos da historia com um beijo.</p>
<p>- Não acredito, eles estão tendo um caso. E agora?</p>
<p>- Aposto que vão tentar fugir com as joias antes que alguém descubra – argumenta o marido menos envolvido na trama pensando em como aquela era uma historia clichê.</p>
<p>- Como pode um homem fazer uma coisas dessas?</p>
<p>- Qual parte? Matar, dar um golpe de milhões ou ter um caso – pergunta o cônjuge lista as atrocidades do vilão daquela trama cinematográfica barata.</p>
<p>- Ter um caso ora – responde a esposa sentando-se direito no sofá com ar de indignação.</p>
<p>O marido acha graça, entre assassinatos e estelionatos o que a deixou mais chocada foi adultério.</p>
<p>- Apenas acontece&#8230; – e se volta para o filme.</p>
<p>- Como assim acontece?</p>
<p>- O que? – sem tirar os olhos da televisão.</p>
<p>- Como assim acontece?</p>
<p>- Como assim acontece o que? – pergunta novamente o esposo já sentindo que falou alguma besteira.</p>
<p>- Você sabe do que estou falando! – esposa já começa a buscar o controle remoto para desligar a televisão.</p>
<p>O marido já preocupado começa a pensar no que foi que falou de errado.</p>
<p>- Não! Não sei do que você esta falando!</p>
<p>Televisão desligada.</p>
<p>- Como assim “acontece de um homem ter um caso”?</p>
<p>- Haaaa, é isso amor, bobagem.</p>
<p>- Um caso é uma bobagem? Traição? A destruição da nossa família? E nossos filhos?</p>
<p>- Não temos filhos.</p>
<p>- Isso não faz diferença.</p>
<p>- Eu estava falando do filme meu amor.</p>
<p>- Quem me garante que não era o seu subconsciente querendo me falar algo?</p>
<p>- Meu benzinho – ele faz aquele olhar que sabe que quebra as barreiras dela, ela desvia o olhar emburrada, ele a abraça – Olha pra mim benzinho.</p>
<p>- Sai pra lá!</p>
<p>- Eu te amo, te amo demais, larga de besteira – beijo no pé da orelha, golpe baixo para encerrar o assunto.</p>
<p>- Para&#8230; – como quem diz “continua”</p>
<p>- Eu amo minha esposinha linda e não preciso de mais ninguém – segue o marido ainda usando diminutivos de forma infantil.</p>
<p>- Está bem, desculpa.</p>
<p>- Vamos continuar vendo o filme?</p>
<p>- Ok – ela liga a televisão de novo.</p>
<p>Alguns minutos depois durante o intervalo comercial.</p>
<p>- Amorzinho. Você já me traiu? – ela pergunta demonstrando certa serenidade.</p>
<p>- Claro que não benzinho.</p>
<p>- Se tivesse me traído contaria?</p>
<p>- Claro que não benzinho.</p>
<p>- COMO ASSIM CLARO QUE NÃO SEU TRASTE!!!</p>
<p>- Ops&#8230;</p>
<p>- Ops?!?! Ops?!?! É essa sua reação.</p>
<p>- Não amorzinho, é que se eu hipoteticamente traísse você não te contaria isso quando você perguntasse.</p>
<p>- O QUE?!?!?!</p>
<p>- Não, espera, não foi isso que eu quis dizer.</p>
<p>- Então o que você quis dizer?</p>
<p>- Que eu nunca trairia a mulher perfeita!</p>
<p>- Perfeita? Eu? Sério?</p>
<p>- Claro amorzinho, para com isso – abraça-a mais forte.</p>
<p>- Mas se você traísse você me contaria?</p>
<p>- Claro que não benzinho.</p>
<p>- O QUE?!?!</p>
<p>- Ai ai! Vai ser uma longa noite..</p>
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		<title>Chifre, galhadas ou traição mesmo</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 04:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[traição]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembrei de um texto do Luis Fernando Veríssimo, pelo menos eu acho que era dele, mas não encontrei o original, então vou transcrevê-lo como me lembro, era mais o menos assim: Diálogo entre esposa e marido - Querido, você já me traiu? - Claro que não &#8211; responde o marido sem tirar os olhos do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lembrei de um texto do Luis Fernando Veríssimo, pelo menos eu acho que era  dele, mas não encontrei o original, então vou transcrevê-lo como me lembro, era  mais o menos assim:</p>
<blockquote style="margin-right: 0px;" dir="ltr"><p>Diálogo entre esposa e marido</p>
<p>- Querido, você já me traiu?</p>
<p>- Claro que não &#8211; responde o marido sem tirar os olhos do jornal.</p>
<p>- Como posso saber se você não está mentindo?</p>
<p>- Eu já menti para você antes? &#8211; retruca o marido ainda dividindo a atenção  com o jornal em frente ao rosto.</p>
<p>- Não&#8230; &#8211; responde a desconfiada esposa, e continua &#8211; mas se tivesse mentido  me contaria?</p>
<p>- Claro que não &#8211; responde o marido com uma sinceridade  inabalada.</p></blockquote>
<p>Como alguém já falou, &#8220;só é corno quem é curioso&#8221;, então convoco quem é fiel  e mentiroso a levantar a mão. Juro que a minha está abaixada por um motivo ou  pelos dois, sei lá.</p>
<p>Acho que seria legal ter uma melhor definição de chifre, traição, enfeite de  testa. Não é tão simples como parece</p>
<p>Seu &#8220;ficante&#8221; ou &#8220;peguete&#8221; não pode te trair, por que não existe compromisso  (por favor, sem mimimi, olha a falta de noção), então para existir a traição tem  que haver o mínimo de compromisso, de relacionamento, casamento, união estável  ou pelo menos namoro.</p>
<p>Agora que temos quem pode ser traído, quem tem conjugue/namorado(a) você  corre esse risco sim.</p>
<p>Agora vamos definir o que é traição, para os cristãos que seguem aquele  grande livro chamado Bíblia temos o seguinte:</p>
<blockquote style="margin-right: 0px;" dir="ltr"><p>&#8220;Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já  em seu coração cometeu adultério com ela.&#8221; Mateus 5-28</p></blockquote>
<p>É meu amigo, nessa o Mateus pegou todo mundo, quem nunca olhou para outra  mulher ou homem na rua? Não reparou na bunda da gostosa e nas pernas do gostosão  que passava pela calçada atire a primeira pedra, pode mirar na minha cabeça,  alguém? Alguém? Foi o que pensei.</p>
<p>Não podemos simplesmente limitar a traição a apenas contato físico, tipo: &#8220;ele  beijou outra, então já traiu&#8221; Imagine a seguinte situação: a namorada faceira  troca conversas picantes pela Internet com o gatinho sem o namorado saber. E ai?  Foi traição? O namorado já pode usar os adereços na testa para ajudar na  recepção da televisão?</p>
<p>É parece que a definição é mais complicada do que parece, vamos deixar da  seguinte maneira: traição é o ato de realizar ações intimas com outra pessoa que  não seja o seu conjugue/namorado(a) .</p>
<p>E o amor? É uma vacina contra traição? Se você ama de verdade (de mentirinha  não vale), trai? Desculpe-me os mais pudicos, para não dizer ingênuos, mas isso  não é verdade. Amor e intimidades (leia-se sexo se você preferir) são coisas  diferentes. Não, nada de comoção das mulheres (e de alguns homens), não adianta  esbravejar, são coisas distintas e o quanto antes vocês entenderem isso melhor  vai ser.</p>
<p>Conclusão 1: a única maneira de ficar 100% imune a um belo par de galhos  frontais em sua cabeça é nunca ter um relacionamento sério, mas sinceramente  acho que o custo benefício não compensa, e vamos ser sinceros, quem quer ficar  sempre sozinho?</p>
<p>Conclusão 2: a melhor maneira de evitar ter problemas quando entrar em um carro  apertado ou ter a cabeça presa em fiação elétrica baixa é escolher bem o  parceiro e haver muita comunicação sincera de ambas as partes, até por que senão  não é comunicação, é monologo. Ou então se você preferir simplesmente não ser  curioso.</p>
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