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novembro 20th, 2009

Que nome darei?

Ele caminhava a passos largos pelo corredor, forçando-a a quase correr atrás dele com seus saltos altos e saia justa.

- Levamos muito a sério o processo de criação aqui na Beleza Pura Cosméticos.

- Entendo senhor.

- O Antônio falou onde você vai trabalhar.

- Ele falou apenas que era na área final de criação mas não foi especifico.

- Ok, é aqui.

Ele abre a porta e deixa que ela entre primeiro, uma sala grande com várias mesas amplas separadas com divisórias de um tom vermelho forte com o logo da empresa em relevo.

- Atenção por favor – falou o gerente com a voz em brado. Nem todos pararam o que estavam fazendo para olhar – Essa é Mônica, ela vai trabalhar na equipe de criação.

Mônica ruborizou e se sentiu no primeiro ano da faculdade de novo.

O Gerente seguiu entrando pela sala, Mônica olhava fixo para frente enquanto sentia os olhares que a acompanhavam.

- Esse é o Marcos – aponta o gerente para um rapaz baixo com uma camisa para fora da calça e ar despojado – ele vai te mostrar o que fazer.

Marcos se levanta e cumprimenta Mônica com um aperto de mão firme.

- Oi Mônica, esse aqui vai ser seu. O pessoal do RH passou seu login e senha para a rede?

- Passaram sim – respondeu Mônica, ainda sentindo o rosto queimar.

O gerente se despede e sai da sala com o mesmo passo largo.

Marcos começa a explicar o que Mônica vai fazer. Ela será responsável por dar nomes a uma nova linha de esmaltes. Marcos entrega a ela uma pasta com o projeto, as cores, embalagens, público alvo e até dados de produção.

- É bem simples Mônica, cada cor recebe um nome e depois vai para aprovação.

Mônica agradece a ajuda e começa a folhear a pasta, começa olhando para os dados de público, as cores, pesquisa sobre áreas de mercado, tendências, envia perguntas para várias comunidades na Internet e começa a pensar que esse não é um trabalho tão simples. O vermelho mais intenso da coleção é obviamente destinado a mulheres que querem impressionar, o rosa tem umas dez variações, alguns para mulheres que fazem o papel de mais meninas, outros para as mais ousadas.

Depois de algumas horas de trabalho, ela percebe que ainda faltam mais de 40 esmaltes para receber nomes. Começa a ficar nervosa, primeiro dia de emprego, recém formada, como passam uma tarefa assim tão importante no primeiro dia? Percebe que está suando nas mãos e devorando a tampa da caneta com mordidas nervosas.

- Marcos – Mônica fala por cima da divisória em um volume tão tímido que ele quase não ouve.

Marcos envia uma última mensagem para a morena de cabelos curtos com quem ele tem conversado a alguns dias em um chat na Internet e desvia sua atenção para Mônica.

- Você pode me dar uma ajuda Marcos? – ela diz em tom de súplica.

- Claro – ele se levanta e dá a volta na mesa.

Ela explica seu dilema, a sua atenção para dar os nomes de maneira adequada com as cores e a imagem que o produto tem que passar e como isso está enlouquecendo sua cabeça. Marcos ri abafado, ela olha com cara de reprovação. Ele engole a risada e explica.

- Mônica, é bem mais simples que isso. Espera aí que vou te mostrar – puxa uma cadeira do lado da dela e se senta – onde você passou suas últimas férias?

- Como? – responde a moça sem entender nada.

- Onde você passou suas últimas férias?

- Em uma praia da Bahia. O que isso tem haver com a coleção?

- Boa! – exclama Marcos enquanto avança sobre o teclado do computador como quem tivesse feito a descoberta da resposta de um grande mistério.

Ele digitou no website de buscas “praias do litoral brasileiro”. Uma grande lista com mais de cem praias foi listada.

- Pronto, um nome para cada cor.

- Você está me gozando?

- Mônica, confia em mim – disse ele sério.

Dois dias depois, o gerente atravessa a sala com seus passos largos até a mesa de Mônica, toca-lhe no ombro.

- Os gerente adoraram a coleção com nome de praias. Grande trabalho! – e dando meia volta, retorna por onde entrou, deixando a novata com cara de boba.

- Marcos? – ela chama por cima das divisórias.

- Oi! -  ele responde.

- Hoje eu pago o seu almoço!

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Baseado no artigo: http://msn.lilianpacce.com.br/home/nomes-de-esmaltes/

novembro 15th, 2009

A torneira da pia que pingava

O marido se levanta lá pelas 6:30 da manhã para tomar um gole de água e assaltar a geladeira (não necessáriamente nessa ordem) e a torneira da pia que pingava, escorria seu liquido fujão por debaixo da pia, formando uma discretíssima poça de água bem no corredor. O resultado não poderia ser outro, ele leva um baita escorregão, seguido de uma desastroza tentativa de se segurar em algum suporte sólido o suficiente para salvar seus 90kg de encontrar o chão molhado.

Nessa parte da narrativa seria adequado colocar uma onomatopeia para representar seu tombo, mas não encontrei nenhuma que fosse fazer justiça ao barulho surdo da queda.

- Dá pra fazer menos barulho aí, que isso, poxa vida… – solicita a esposa preocupada.

- Eu estou ótimo, obrigado por perguntar!!! – tentando descobrir qual osso que se quebrou.

No dia seguinte pela manhã, resolve consertar a porcaria da torneira, enquanto a esposa levava a filha ao médico. Certo que era apenas o caso de passar aquela fita molenga branquinha e apertar a dita cuja torneira e seus problemas estariam acabados.

Usando uma velha chave inglesa, solta a torneira com a estranha sensação de estar esquecendo alguma coisa. A sensação passou assim que a torneira foi disparada contra seu estômago, seguida, imediatamente, por um forte jato de água. Depois de algum esforço, coloca a torneira de volta e fecha o registro da casa.

Retira a torneira da parede, solta o adaptador do filtro e enrola habilidosamente a fita na rosca (olha o respeito), coloca novamente a torneira no adaptador e o adaptador no cotovelo que saia da parede.

Foi aí que a história teve seu momento trágico. Aprendam crianças: Não apertem torneiras com chaves!!! Se achando, o profissional do lar, másculo e habilidoso, exagerou na força, e ouviu um pequeno estralo, mas  sua auto-confiança lhe fez pensar: “Não foi nada”. Abre o registro e a porcaria da torneira agora vazava mais do que antes, na verdade ela estava jorrando água. Retirando novamente a peça, constatou-se pior, ele havia quebrado o cano da parede.

Foi até a loja de material de construção mais próxima, onde o atendente olha para ele e fala:

- “Você apertou isso com uma chave não foi?” , soltando um sorriso cínico em seguida, “Pra essa torneira o senhor vai precisar de um cotovelo de 3 parsec de rosca anti struts (os termos não foram bem esses), o cotovelo é de projeção ou de instrospecção?

- Heim!?!?!?! Como eu fico sabendo isso?

- Ué, tem que tirar o cotovelo pra ver.

- Não me diga que vou ter que abrir a parede!? – enquanto dá um tapa na própria testa.

- Ué, e de que outro jeito dá pra ver? – certeza que o desgraçado estava se segurando para não rir.

Volta para casa e procura pelo martelo. Usando um prego grosso, o martelo, paciência, finalmente remove o cotovelo abrindo um buraco mínimo na parede, volta a loja.

- Ôôia, o senhor voltou rapidinho, que coisa! E tirou o cotovelo certinho!

- Tá me sacaneando?

- Como?

- Nada! E aí, você tem essa peça?

- Tem, sim senhor. O senhor também vai precisar disso aqui – Joga um tubo de cola no balcão e explica o procedimento. Nisso aparece o dono da loja, olha a peça quebrada no balcão e fala:

- Apertou a torneira com uma chave não foi?

- (…)

No final, cola o cotovelo no cano, encaixa o adaptador devidamente vedado e a torneira, a esposa chega em casa quando ele terminava de limpar a pia.

- Poxa, que bagunça que você fez só pra apertar uma torneira! Você não apertou com chave não né?

- Eu não quero conversar sobre isso!

novembro 8th, 2009

Bolsa de mulher

Dizem que você pode conhecer muito de uma mulher pelo que ela carrega na bolsa. Discordo. Acho que por mais que você conheça uma mulher nunca poderá usar o termo “muito” em relação isso.

A bolsa de uma mulher pode ser algo que pode variar de extremamente simples a algo até mesmo maligno.

Já vi mulheres que carregavam guarda-chuvas em suas bolsas, daqueles pequenos que se dobram até ficar com apenas trinta centímetros, notem que aparentemente isso não é algo ruim ou estranho. Notem que denota certa prudência, até uma lógica, se elas não carregassem o maldito guarda-chuva o verão inteiro. Na primeira chuva que cair perdem o maldito guarda-chuva.

Aposto que já viram mulheres que carregam chinelos ou sapatos, dependendo do momento, usam o sapato quando estão no jantar ou na festa, e quando saem a primeira coisa que fazem é calçar o chinelo. Pergunto-me por que não usar um sapato confortável em tempo integral. Mas mulheres e seus sapatos são assunto para outro (vários) textos.

Já me recusei a mexer em uma bolsa de mulher. “Pode pegar a minha carteira na minha bolsa, por favor?” Abro aquele acessório peculiar e descubro que não quero colocar a minha mão lá dentro mesmo se eu conseguisse ver a carteira lá. Certa vez saquei o que parecia ser uma carteira e era um porta-absorvente.

Existem algumas que carregam a suas câmeras, mas as mais exóticas são as que levam fotos. Para lembrar dos entes queridos? Não! Para ilustrar suas conversas. Houve uma vez que uma velhinha sentou ao meu lado no ônibus e começou a me exibir fotos dos filhos, netos, cachorros e outros personagens de sua vida ignorando completamente o fato de eu estar com fones de ouvido e um livro aberto sobre meu colo. Foi uma viagem longa.

Lembro-me dos desenhos animados e filmes em que as mulheres se defendem batendo em um marginal qualquer com suas pesadas bolsas, tal qual um guerreiro medieval manipulando uma mortal maça estrela com correias de couro. Depois descobri que isso é coisa da ficção, as mulheres nunca usariam suas preciosas bolsas Gucci ou Chanel para acertar a cabeça de uma pobre vítima.

Quero falar em especial de uma pessoa com quem estive em uma loja que vende bolsas e carteiras. Ela passou quarenta longos minutos escolhendo uma carteira, fez questão de comprar uma com divisão para uns vinte cartões bancários diferentes, “agora vou mantê-los organizados” ela argumentou. Na primeira oportunidade que saca um cartão, paga uma conta, e o que faz? Joga a porcaria do cartão dentro da bolsa. Resultado: na próxima vez que precisa do maldito cartão passa vinte minutos tirando câmeras, fotos, guarda-chuva e a multi dividida carteira para encontrar o cartão largado no fundo da perniciosa bolsa.

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As bolsas que inovam o “look” também refletem a personalidade da mulher

outubro 26th, 2009

Diálogo de um casal comum

O jovem casal abraçado no sofá vendo um filme. Ela com as pernas sobre o móvel, ele abraçando sobre os ombros dela e com o outro braço aberto sobre o sofá, pernas esticadas e balançando o chinelo.

Ela se surpreende com a cena em que um casal de personagens revela um dos segredos da historia com um beijo.

- Não acredito, eles estão tendo um caso. E agora?

- Aposto que vão tentar fugir com as joias antes que alguém descubra – argumenta o marido menos envolvido na trama pensando em como aquela era uma historia clichê.

- Como pode um homem fazer uma coisas dessas?

- Qual parte? Matar, dar um golpe de milhões ou ter um caso – pergunta o cônjuge lista as atrocidades do vilão daquela trama cinematográfica barata.

- Ter um caso ora – responde a esposa sentando-se direito no sofá com ar de indignação.

O marido acha graça, entre assassinatos e estelionatos o que a deixou mais chocada foi adultério.

- Apenas acontece… – e se volta para o filme.

- Como assim acontece?

- O que? – sem tirar os olhos da televisão.

- Como assim acontece?

- Como assim acontece o que? – pergunta novamente o esposo já sentindo que falou alguma besteira.

- Você sabe do que estou falando! – esposa já começa a buscar o controle remoto para desligar a televisão.

O marido já preocupado começa a pensar no que foi que falou de errado.

- Não! Não sei do que você esta falando!

Televisão desligada.

- Como assim “acontece de um homem ter um caso”?

- Haaaa, é isso amor, bobagem.

- Um caso é uma bobagem? Traição? A destruição da nossa família? E nossos filhos?

- Não temos filhos.

- Isso não faz diferença.

- Eu estava falando do filme meu amor.

- Quem me garante que não era o seu subconsciente querendo me falar algo?

- Meu benzinho – ele faz aquele olhar que sabe que quebra as barreiras dela, ela desvia o olhar emburrada, ele a abraça – Olha pra mim benzinho.

- Sai pra lá!

- Eu te amo, te amo demais, larga de besteira – beijo no pé da orelha, golpe baixo para encerrar o assunto.

- Para… – como quem diz “continua”

- Eu amo minha esposinha linda e não preciso de mais ninguém – segue o marido ainda usando diminutivos de forma infantil.

- Está bem, desculpa.

- Vamos continuar vendo o filme?

- Ok – ela liga a televisão de novo.

Alguns minutos depois durante o intervalo comercial.

- Amorzinho. Você já me traiu? – ela pergunta demonstrando certa serenidade.

- Claro que não benzinho.

- Se tivesse me traído contaria?

- Claro que não benzinho.

- COMO ASSIM CLARO QUE NÃO SEU TRASTE!!!

- Ops…

- Ops?!?! Ops?!?! É essa sua reação.

- Não amorzinho, é que se eu hipoteticamente traísse você não te contaria isso quando você perguntasse.

- O QUE?!?!?!

- Não, espera, não foi isso que eu quis dizer.

- Então o que você quis dizer?

- Que eu nunca trairia a mulher perfeita!

- Perfeita? Eu? Sério?

- Claro amorzinho, para com isso – abraça-a mais forte.

- Mas se você traísse você me contaria?

- Claro que não benzinho.

- O QUE?!?!

- Ai ai! Vai ser uma longa noite..

outubro 19th, 2009

Insubstituível

Baseado em uma dessas mensagens motivacionais que você recebe por e-mail.

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O ar-condicionado deixou a sala extremamente fria, mais que o normal, o garçom passava distribuindo os copos de água. O gerente estava vermelho, sua careca brilhando sobre a luz das lâmpadas. Ele esbravejava em pé.

- Isso foi inaceitável; um dos nossos principais clientes na concorrência. Inaceitável.

A maioria estava de cabeça baixa, folheando os relatórios passados, olhando os gráficos. Reuniões tensas como essa na empresa envolvendo a equipe estavam virando uma rotina.

- Como isso aconteceu? – esbravejou novamente.

O gerente respirou fundo, pegou seu copo de água recém servido tomou um gole, sentou-se devagar olhando para a mesa. Depois levantou os olhos olhando para todos na mesa.

- Preciso lembrá-los de que ninguém é insubstituível?

O ar pareceu congelar, todos pareciam ter segurado a respiração, era claramente uma ameaça. Ele acrescentou:

- Teremos que diminuir a equipe.

Nesse ponto não foi apenas a respiração que prendemos.

Um silêncio que durou apenas alguns segundos, mas pareceu uma eternidade foi quebrado.

- Senhor? – era o jovem novato, contratado há seis meses para “reforçar” a equipe, conhecido por ser ousado e criativo.

- Que foi? – responde o gerente quase gritando para o “atrevido”, quase soltando um palavrão em seguida, pronto para tritura-lo.

- E o Beethoven? – perguntou o jovem.

- Quem?

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?

Silêncio.

O jovem se sentiu confiante com a hesitação e prosseguiu.

- Quem substitui Beethoven, ou Ayrton Senna, ou Elvis Presley? O talento não pode ser substituído senhor, esses nomes marcaram a historia fazendo o que gostavam e sabiam fazer bem, e jamais poderiam ser substituídos, portanto, se me permite discordar, a afirmação que ninguém é insubstituível está incorreta.

Os presentes se entreolharam, alguns inclinaram a cabeça, pensativos, claramente entendendo e concordando com aquele raciocínio.

O gerente que encarava o rapaz então levantou a cabeça, olhou alguns segundos para o teto. Suspirou mais uma vez.

- Você tem razão – aparentemente se rendendo ao argumento do rapaz – você está demitido!

- O que?!?!? – argumentou o rapaz com a boca torta e o rosto tremendo com o choque.

O gerente ignorou a reação dele, se voltou para o diretor de recursos humanos.

- Você! Contrate alguém com o talento de um Beethoven! – reunião encerrada.

outubro 14th, 2009

Como (não) conquistar mulheres

Não sou um especialista no assunto, mas sei observar, e isso eu faço (quase sempre) bem e vou listar aqui alguns comportamentos que condenam qualquer homem a terminar a noite sozinho.

Educação

Tem coisas que todo mundo faz, todo mundo expele gases, todo mundo fala uma grosseria para amigos no bar, todo mundo as vezes faz algo que a mãe condenaria, mais algumas coisas não se faz por regras sociais, lembre-se: gritar (principalmente por futebol), arrotar e cuspir não são sexy.

Saber beber

Se você não pode com o álcool não existe problema em beber um refrigerante ou mesmo a boa e velha água. Passar mal de tanto encher a cara é receita para ficar marcado como o pinguço do grupo. Se for caso de afogar magoas compre uma garrafa e faça isso em casa sozinho onde a dignidade não é tão importante.

Consideração

Tenha atenção com a mulher que estiver conversando, atenção de verdade, faça perguntas, faça com que ela fale, convenhamos não é difícil fazer uma mulher falar. Não queira monopolizar a conversa, e nem todo mundo quer ouvir sobre sua ex-namorada, sua mãe doente ou seus problemas no trabalho, o melhor amigo é aquele que sabe ouvir. Não olhe para outras mulheres com cara de coiote, nem pense que pode fazer isso sem ela perceber, homens não possuem essa capacidade. E por favor, não cumprimente os peitos (ou outras partes) dela, cumprimente a pessoa, mesmo que você esteja pensando em outra coisa.

Gentileza

Divida a conta, abra a porta, estenda a mão para ajudar, ofereça para buscar algo. Mas cuidado, existe uma fina linha divisória entre você ser o cavalheiro e o “cara legal”, também conhecido a boca pequena como “escravinho”.

Bom humor

Fazer rir é 50%, você pode não ter a aparência do Brad Pitt, mas se você fazê-la rir terá meio caminho andando. Note que ela precisa rir, fazer piadas toscas ou grosseiras geralmente não são eficientes, se for fazer isso melhor ficar calado.

Vestuário e apresentação

Sejamos sinceros, o senso de estética de homens para algumas coisas se confundem com o de praticidade, por isso as vezes erramos feio nesse quesito. Minha dica é arrume uma amiga para te acompanhar quando você for fazer compras, amigo gay também vale. Outro destaque é: sabe quando você vê aquele belo decote na sua frente? O equivalente feminino a isso é um homem cheiroso, não economize na hora de comprar e usar um bom perfume, mas olha o bom senso, nada de exagerar na quantidade.

Abordagem

Pelo amor de Zeus, não grite na rua “ô princesa” ou “lá em casa heim” nem nada do gênero. Isso nunca ajudou a pegar ninguém, mesmo que a pessoa seja uma profissional do sexo na esquina a chance de você ser ignorado é grande.

Atitude

Tenha atitude. Não se faça de coitadinho, ninguém beija alguém por pena. Ok, até beija, mas você não vai querer isso. Se imponha, não reclame sobre como ninguém te dá atenção e como você sofre, mesmo que você seja um emo, aliás, não seja um emo!

Excesso de confiança

Sabe quando falei de atitude acima, se você exagerar vira excesso de confiança, e isso pode ser tão ruim quanto falta de atitude. Mesmo que você seja o José Mayer entenda que talvez ela não esteja afim agora, direcione toda sua confiança para uma nova oportunidade.

Esqueci alguma coisa leitoras? Comentários por favor!

outubro 5th, 2009

Frases sem nenhum préstimo

Existem expressões triviais do nosso dia-a-dia que estranhamente são socialmente aceitáveis, mas em minha opinião são dignas de no mínimo uma boa repressão.

Poxa, você sumiu heim!

Essa nunca vai ser dita em uma situação adequada como para Madeleine McCann. É sempre apenas como um desculpa patética para puxar papo. Em 99% dos casos a pessoa não sumiu, ela estava no mesmo lugar de onde sempre pode ser encontrada, apenas não deu noticias da própria vida para o interlocutor por que não lhe interessa fazê-lo por causa do total desprezo que tem por ele.

Lembra de mim?

Se você é uma pessoa de respeito só faz essa pergunta quando tem certeza que o indagado sabe quem você é. Por outro lado se você perguntar isso para uma pessoa cuja maior impressão que você despertou foi a sensação de mau estar por ela tentar desesperadamente lembrar de que lugar  ela tem uma leve lembrança, as vezes nem isso, de sua fisionomia saiba que você deveria ser punido com tapa na nuca e chute na canela.

Se melhorar estraga

Como assim? Dá para perceber a insanidade que está encapsulada nessa sentença? Se melhorar fica melhor, se melhorar e estragar não melhorou, estragou. Se você acha que não pode ficar melhor é falta de imaginação, esse é o inverso do nosso último exemplo.

Fica assim não!

Geralmente essa é proferida quando a pessoa derramou vinho tinto no terno novo, perdeu a carteira e teve o carro riscado, então como toda pessoa normal e com o mínimo de sanidade senta-se em qualquer lugar e segura a cabeça entre as mãos com aquele olhar perdido no horizonte. E ai vem um infeliz “amigo”, toca seu ombro e diz, “poxa, fica assim não”. E quer que fique como, maldito!?!? Dando pulos de alegria. Essa frase só fica ainda mais repulsiva quando combinada com a próxima da nossa lista.

Podia ser pior!

Podia ser pior é o equivalente a “se não chover, vai fazer sol”. É uma afirmação absolutamente óbvia que não tem a menor ou mais remota chance de servir como consolo ou reconforto para alguém,  ainda mais se esse alguém estiver passando por alguma dificuldade. É claro que podia ser pior! Sempre pode ser pior. Você podia ter a cabeça acertada por um meteorito, você podia estar sendo devorado por zumbis, você podia ter sido atropelado por um caminhão de esterco de rinocerontes. SEMPRE PODE SER PIOR, assim como sempre pode ser melhor (vide: se melhorar estraga), se você não consegue imaginar isso está lhe faltando imaginação. Mas o mais importante, saber que podia ser pior, não significa que não está ruim o bastante.

setembro 29th, 2009

Morar sozinho

Sim, a independência, o poder de arrumar como você quiser, de ir e vir e largar em qualquer lugar. Você finalmente chegou lá! Você mora sozinho! \o/

Os motivos são os mais diversos, você pode estar indo morar em outra cidade por causa do emprego/estudos, pode estar querendo a famigerada independência, ou pode simplesmente ter sido expulso pelos pais que já estavam de saco cheio de você em casa. Não importa, agora você tem seu espaço.

Pode fazer o que quiser a hora que quiser, mas será que tudo são flores? Vou, a partir daqui, dividir esse texto em partes.

Cozinha

A primeira coisa que você vai perceber é que você vai comer muito congelado. É pizza congelada, é lasanha, é aqueles nudgets de frango, você vai se entupir disso até não poder mais, vai amassar as embalagens e jogar no lixo se sentindo um personagem de Friends em cena solo, e ai você vai cansar disso. Você não vai poder ver um maldito nudgets na sua vida sem desejar enfiá-lo na orelha de quem estiver te oferecendo.

Ai vem a fase instantâneos, miojo, cup-noodles, salsicha (eu sei, eu sei, salsicha não é instantâneo, mas vai entrar na mistura aqui também).

Tem aqueles que passam pela fase “terei uma alimentação saudável” e resolvem entupir a geladeira de frutas e verduras que ele não vai comer. E sabe por que? Por que tem um fast-food perto e você esta cansado e não quer preparar comida a essa hora, “eu acabei de chegar do trabalho, o dia foi duro, mereço esse consolo” e é isso que você vai dizer.

Mas a verdade é que você vai fazer isso por causa também do temível monstro que mora na pia, a louça suja, essa terrível criatura tem o dom de crescer exponencialmente. Uma das minhas frustações maiores é preparar uma bela refeição (sim, sou homem de forno e fogão, ui) e depois de comer e ficar satisfeito pensar que tenho uma louça para lavar.

Falar sozinho

Sim, você vai falar sozinho… não é por um desajuste mental, é apenas um efeito causado por estar sozinho nos horários que geralmente você não estava, aliás, pensando bem isso deve ser a característica de um desajuste mental sim.

Você vai falar com a televisão, mesmo sabendo que ela não vai responder. Você vai se flagrar também falando como se estivesse em um seriado sitcom. Mas atenção, se você começar a ouvir os aplausos e risadas cada vez que falar uma gracinha procure ajuda profissional com urgência.

Limpar a casa

Limpar a casa possui uma certa inversão, no meu ver, na relação cozinhar/lavar louça que eu citei anteriormente. Você limpa a casa, se estressa, cansa, mas quando termina está tudo limpo, lindo e cheiroso. Você vai estar um completo trapo.

No entanto assim como a louça limpar a casa tem efeito acumulativo, isso por que você pode chegar do trabalho e jogar a roupa em cima da tábua de passar roupa e deixar lá, você pode acumular aquele monte de papel na sua mesa até o computador sumir em baixo deles.

Afinal, você mora sozinho, é dono do seu nariz… mas toda ação tem uma reação, a primeira pessoa/ficante/parente que falar que está indo te visitar vai fazer você limpar o lugar todo até as duas da manhã como um alucinado.

Lavar e passar roupa

Eis uma atividade que as figuras paternas devem ter a obrigação moral de ensinar aos filhos. Quando o filho está deixando o ninho os pais deviam chama-lo e perguntar “Você sabe lavar/passar sua roupa?” em caso de resposta negativa responder carinhosamente “você vai se mudar coisa nenhuma” “talvez seja melhor você esperar um pouco mais”.

Eu sei, hoje em dia modernas e baratas máquinas de lavar fazem praticamente todo o trabalho de lavar uma roupa, mas existem detalhes importantes, assim que você deixar a primeira camisa branca completamente rosa por tê-la lavado junto com aquele shorts você vai descobrir que a maquina de lavar é apenas… bem… uma maquina.

Quanto a passar roupa você vai começar escolhendo aquelas que não precisam passar, mas vai chegar o dia que você vai ter aquela reunião, ou outro compromisso formal onde vai precisar de uma roupa mais formal e que nesse momento esta roupa vai estar até com a marca do cabide por conseqüência das semanas esquecidas no guarda-roupa e vai descobrir que mesmo os modernos ferros de passar roupa que não grudam desligam sozinhos, vaporizam a roupa ainda precisam de uma mão habilidosa para não deixar a roupa parecendo que acabou de sair do estômago de uma vaca.

setembro 25th, 2009

Minutos finais

Preciso manter o foco, me concentrar, nesse tipo de crise se você não manter a calma coloca tudo a perder.

Me movimento sem sair muito do lugar, isso ajuda na circulação, tento observar meu superior sem me fazer notar. Sei que ele está lá, olhando para mim. Minhas mãos estão nervosas, dedos batendo.

Observo o relógio, está quase no momento.

Ouço minha própria respiração, tento respirar mais devagar, está quase na hora, preciso ser exato. Um minuto antes ou um minuto depois e colocarei tudo a perder.

Levo um pouco de água a minha boca seca, engulo devagar. Observo o relógio mais uma vez, ele parou? Não! Está funcionando, mas parece que o tempo não anda. Respiro fundo

Preciso manter a calma, o tempo está passando como sempre passou. Fecho meus olhos, relaxo por um segundo. NÃO! Acorde homem, quer perder sua oportunidade de sair daqui! Observo o relógio de novo, o tempo não passa

- Mantenha a calma homem, já passamos por isso antes – repito para mim mesmo.

Penso se não me ouviram, será que falei alto ou apenas pensei? A tensão está me enlouquecendo, o barulho ambiente, o sol se pondo no horizonte trazendo a noite. Sim, a noite, onde poderei sair.

Quase lá, apenas mais alguns segundos… e… AGORA!!! Me levanto de um lance só, coloco-me em posição, passo pela porta.

- Boa noite a todos e bom final de semana!!!!

Minha nossa, como os minutos finais do expediente de sexta-feira demoram para passar.

setembro 23rd, 2009

Jogo um cartão vermelho (amarrado a um tijolo) em. . .

Recebi o convite para escrever sobre isso da Nanda Becker a partir daqui. Acho que ela me escolheu por que reclamo demais, mas o que fazer se o mundo está todo errado, não é culpa minha :P

O negócio é o seguinte:

“Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para dar o cartão vermelho. Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que, de alguma forma, nos incomodá-se quiser e precisar, dê uma justificativa breve. Após fazer isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá…”

OK, algumas das coisas que vou citar merecem post a parte o vou providenciá-los, por enquanto vamos ser mais sucintos.

  1. Fanatismo religioso – adore quem ou o que você quiser amigo, mas não faça isso gritando, pulando, xingando nem se ache melhor que os outros por causa do seu deus (com minúsculas mesmo).
  2. Problemas no trabalho as 17:45 da sexta-feira – você está lá guardando as coisas da sua mesa, desligando tudo e toca o telefone, do outro lado da linha falam: “Nossa, estou com um problemão e preciso resolver agora”, dá vontade de responder um redondo FODA-SE.
  3. Povo alienado e corrupto que reclama dos políticos – sei que vou parecer advogado do diabo nessa, mas pensem comigo, todos os políticos safados, corruptos, filhos da mãe e aquele papo todo que vocês já conhecem não foram eleitos pelos marcianos, foi o povo que votou neles, e os políticos são apenas o reflexo do povo.
  4. “Fica assim não, podia ser pior” – Odeio esse tipo de frase, é claro que podia ser pior. Podia ser pior não quer dizer que não está ruim como o inferno.
  5. Fanta uva – minha nossa, como isso ainda é vendido.
  6. Falar português genérico – sabe frase de miguxo, trocando letras e fonemas, se você faz isso merece eletro-choque nos mamilos.
  7. Calor – E ai você argumenta, mas frio é muito pior, discordo, frio você se agasalha e já é, mas calor você fica suado, cansado, stressado, é o caos.
  8. Gírias de novela – tenho vontade de bater com um taco de baseball toda vez que escuto “é a treva” ou “hare baba” (sei lá como se escreve isso).
  9. Lavar a louça depois da refeição – gosto de cozinhar, gosto de fazer um bom prato de massa, com um molho caprichado, comer ouvindo uma música legal, mas ai quando levo o prato na cozinha totalmente satisfeito vejo aquelas panelas, talheres, pia sujos, minha nossa, que vontade de morrer.
  10. Empresas que não sabem usar telefone – você liga na empresa e a pessoa que atende não sabe te dar uma informação completa, melhor ainda quando ela atende com um “oi”, geralmente respondo “tchau” e desligo.

E pelas regras da brincadeira agora eu tenho que indicar outros 5 blogueiros, lá vai:

Johnny C (proveisso.net)

Lila (Universo nos dois)

Janaina Staciarini (Alfarrábio)

Iara (kaleydoscope eyes)

Cindye (Traz o amendoim)


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