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	<title>No Improviso &#187; humor</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Poderosa natureza</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 16:13:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Entenda, meu amor, existem coisas na vida que são inexoráveis, por mais poderoso que um homem seja, ele não pode parar as ondas do mar, não pode mover os continentes. - Compreenda, minha esposa, existem forças naturais que são impossíveis de conter, não existe poder que resista a fúria de um vulcão, ou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-516" title="Poderosa natureza" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/10/123877254-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />- Entenda, meu amor, existem coisas na vida que são inexoráveis, por mais poderoso que um homem seja, ele não pode parar as ondas do mar, não pode mover os continentes.</p>
<p>- Compreenda, minha esposa, existem forças naturais que são impossíveis de conter, não existe poder que resista a fúria de um vulcão, ou a violência de um furacão.</p>
<p>- Querida mulher, como poderia eu, um simples mortal, medir forças com a gravidade, ou o poder de um sol, mesmo contra a lua?</p>
<p>- Minha amada, deixe disso, e entenda que mesmo o mais viril exemplar de masculinidade não pode com as mãos mudar o curso de um rio, não pode cavar a pedra dura da rocha que separa ele de seu destino, ele precisa contorná-la e usar de ferramentas e estar disposto a passar por dificuldades para cumprir seu destino.</p>
<p>- Meu amor, me aceita no seu leito, me deixa fazer parte da sua noite mesmo com minhas imperfeições e entenda que isso é apenas parte de um curso natural e imutável da natureza, algo contra o qual, eu te garanto, já lutei inúmeras vezes, e agora finalmente como homem sábio que o tempo me tornou eu descobri que é algo mesquinho e sem importância e&#8230;</p>
<p>- Sem importância coisa nenhuma, seu nojento, você não vai me enrolar. Se quer deitar aqui vai trocar essa cueca molhada.</p>
<p>- Mas amor, é só um pingo&#8230;</p>
<p>- Um pingo de xixi, anda, vai trocar essa coisa nojenta</p>
<p>- Amor você precisa entender que não importa o que a gente faça o último pingo sempre fica na cueca.</p>
<p>- Vai trocar isso logo.</p>
<p>Desde aquele dia, ele só comprou cuecas escuras.</p>
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		<title>Boletim de ocorrência</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 17:53:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entrou na sala logo atrás do oficial, sentou–se em uma cadeira que foi apontada pelo delegado calvo, que estava atrás da grande mesa de madeira com um cigarro no canto da boca. – O nome do senhor? Ele pigarreou, limpando a garganta. – Arh, arhan! Fábio Rosa Souto. Um oficial começou a redigir o depoimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-491" title="Boletim de ocorrência" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/08/84867935-230x300.jpg" alt="" width="230" height="300" />Entrou na sala logo atrás do oficial, sentou–se em uma cadeira que foi apontada pelo delegado calvo, que estava atrás da grande mesa de madeira com um cigarro no canto da boca.</p>
<p>– O nome do senhor?</p>
<p>Ele pigarreou, limpando a garganta.</p>
<p>– Arh, arhan! Fábio Rosa Souto.</p>
<p>Um oficial começou a redigir o depoimento em um velho computador, em uma mesa contígua.</p>
<p>– Profissão?</p>
<p>– Escritor.</p>
<p>O delegado olhou por cima dos óculos e deixou a cinza do cigarro cair em si, sem se importar.</p>
<p>– O que anda acontecendo, senhor Fábio escritor? Conte–me o que o trouxe aqui.</p>
<p>– Eu queria fazer uma denúncia por perseguição, é assim que se chama? Perseguição? Eu não entendo muito de direito então&#8230;</p>
<p>– Quem está perseguindo o senhor? – interrompeu o delegado abruptamente.</p>
<p>– O nome dele é Agenor.</p>
<p>O delegado deu uma longa baforada no cigarro, movimentou uma pilha desarrumada de papeis de cima da mesa procurando por algo. Achou um maço barato de cigarros, acendeu um na brasa do primeiro que foi jogado para trás da mesa, no chão.</p>
<p>– E por que o senhor Agenor está perseguindo o senhor?</p>
<p>Fábio suspirou e se ajeitou na dura cadeira.</p>
<p>– Então, ele acredita que estou tendo um caso com a esposa dele.</p>
<p>– E o senhor está?</p>
<p>Fábio pigarreou novamente.</p>
<p>– Arh, arhan! Isso é, bom&#8230; digo&#8230; é mesmo relevante? Adultério não é crime, é?</p>
<p>Novamente o delegado olhou por cima dos óculos para Fábio, deu mais uma longa baforada, olhou para o agente que redigia o depoimento.</p>
<p>– Então o senhor, como dizem os populares, deu uma furada na esposa do senhor Agenor, que obviamente ao descobrir o fato&#8230; Aliás, como ele descobriu?</p>
<p>– Não sei, não ficou claro. Talvez uma mensagem de celular, uma carta ou&#8230;</p>
<p>– Ou o quê, senhor Fábio escritor?</p>
<p>– Ou uma cueca minha, no quarto dele&#8230;</p>
<p>O delegado deu um tapa na mesa e levou a outra mão até a testa em um movimento reprovatório.</p>
<p>– O senhor largou uma cueca sua na casa do homem depois de deitar–se com a esposa dele? É isso que eu entendi?</p>
<p>– Foi, mas foi completamente sem querer&#8230;</p>
<p>– Ok, e o que o senhor Agenor anda fazendo que incomodou o senhor?</p>
<p>– Ele tem ligado no meu trabalho, na minha casa, no meu celular! Fazendo ameaças, doutor! Ameaças! E uma das vezes que eu liguei para Carla, ele atendeu e disse que iria até o meu serviço pra ter uma conversinha comigo se eu&#8230;</p>
<p>– Se você o quê, senhor Fábio? Se o senhor comesse a mulher dele de novo? Ou se o senhor largasse outra cueca em cima dos lençóis do homem?</p>
<p>Fábio olhou para o delegado com olhos arregalados e respondeu com incredulidade à cena que visualizara.</p>
<p>– A–a–acho que–que as duas co–coisas&#8230; Ou ele pro–va–vavel–mente nã,não se resig–resignou em ser tra–traído.</p>
<p>Uma cinza enorme caiu da ponta do cigarro do delegado. E o agente, que registrava o depoimento, virou a cadeira, mandou imprimir o depoimento para revisão e também acendeu um cigarro, prevendo que nada mais precisaria acrescentar.</p>
<p>– Olha só senhor Fábio, o senhor pode registrar uma ocorrência de Perturbação de Tranquilidade contra o senhor Agenor, uma vez que não houve ameaça à sua integridade física. Eu vou registrar todo o seu depoimento, vamos imprimi–lo na forma de um documento e o senhor assina esse documento. Depois vamos procurar pelo senhor Agenor para que ele possa dar a versão dele da história, com detalhes, inclusive onde ele encontrou a tal cueca. E depois ele assina também. Ele vai assinar um documento oficial, do Departamento de Polícia, que confirma que ele é um belíssimo corno graças ao senhor.</p>
<p>O delegado concluiu com um sorriso irônico. Fábio ficou em silêncio por alguns segundos, com os olhos ainda mais arregalados.</p>
<p>– Da maneira como o senhor colocou, não parece uma boa ideia, né?</p>
<p>– Não parece é? Eu não disse coisa alguma. Aqui estou a serviço da população e de cidadãos que procuram a lei, como o senhor. – rebateu o delegado, com sarcasmo escorrendo pelos lábios..</p>
<p>– Bem, acho que não precisamos continuar com isso, não é mesmo? Vai que as coisas fiquem piores se os senhores ligarem pra ele, né&#8230; Mas obrigado pelo seu tempo mesmo assim. – Fábio foi se levantando lentamente.</p>
<p>– Como o senhor quiser. E está tarde, senhor Fábio. Volte para casa com cuidado, viu&#8230;</p>
<p>O delegado desfez o sorriso sarcástico e meneando a cabeça negativamente procurava por outro maço de cigarros em cima da mesa. Fábio saiu lentamente, olhou para os dois lados antes de deixar a delegacia e foi correndo em direção ao carro estacionado. Saiu cantando pneus e quase bateu no portão enquanto olhava pelo retrovisor com a sensação de estar sendo observado.</p>
<p>– É cada uma que me aparece! Você viu isso? – O delegado pediu o isqueiro pra o oficial que redigira o documento. E continuou:</p>
<p>– Depois eu lavraria esse documento, chamaria as partes e o que aconteceria? Um corno homicida dentro da minha jurisdição!</p>
<p>– Então posso deletar o documento, delegado?</p>
<p>– Deve, né, Haroldo, deve! E Zeca! Ô Zeca! Acorda, infeliz! Todo dia chego nesse Departamento e tem uma pilha de processos na impressora! Comece agora a cumprir as demandas de hoje, ligar pros interessados!</p>
<p>Zeca, com a cara amassada do cochilo que tirava em cima da mesa, foi até a impressora cumprir seu trabalho. E só encontrou um único processo para ligar para as partes, um tal de Agenor.</p>
<p>=============</p>
<p>Esse post foi escrito a quatro mãos com o escritor, blogueiro e amigo Fernando Ramos (<a href="http://twitter.com/colunafantasma" target="_blank">@colunafantasma</a>) <a href="http://colunafantasma.blogspot.com/" target="_blank">colunafantasma.blogspot.com</a>   <a href="http://aescritasalaz.blogspot.com/" target="_blank">aescritasalaz.blogspot.com</a></p>
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		<title>Dia dos pais &#8211; intimidade entre pai e filhos</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 14:21:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após o almoço do dia dos pais, relaxado no sofá da casa da avó enquanto assiste a um filme na pequena tevê da sala com os filhos, o pai sente-se maravilhosamente a vontade. - Credo pai, que nojo – reclama a menina completamente revoltada depois de ouvir o flatulento barulho produzido pelo próprio pai que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-485" title="Dia dos pais" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/08/108316519-267x300.jpg" alt="" width="267" height="300" />Após o almoço do dia dos pais, relaxado no sofá da casa da avó enquanto assiste a um filme na pequena tevê da sala com os filhos, o pai sente-se maravilhosamente a vontade.</p>
<p>- Credo pai, que nojo – reclama a menina completamente revoltada depois de ouvir o flatulento barulho produzido pelo próprio pai que instalado na poltrona ao lado do sofá.</p>
<p>- O que foi? – responde o pai com uma cara de pau tão bem feita que seria comparada com um móvel fino.</p>
<p>- O papai soltou pum – declara o mais novo.</p>
<p>O pai arruma-se no sofá, abaixa o som da televisão através do controle remoto em suas mãos e respira fundo (mas não muito).</p>
<p>- Crianças, darei a vocês uma importante lição de vida, portanto prestem atenção.</p>
<p>As crianças se moveram em seus lugares para olharem melhor para o pai que parecia pronto para dar uma importante notícia ou revelação.</p>
<p>- Filha, você solta pum na frente da sua professora? Ou da diretora? Ou será que você solta pum do lado do motorista de ônibus da escola?</p>
<p>- Claro que não – respondeu a menina mostrando uma perplexidade infantil, mas ainda assim uma perplexidade.</p>
<p>- Filho – disse o pai se voltando para o menino – você arrota na frente da professora?</p>
<p>O menino menos moldado socialmente pela baixa idade com algum esforço solta um pequeno arroto, tão baixinho e tímido que quase poderia ser chamado de “bunitinho”, imediatamente pede desculpas.</p>
<p>Mesmo assim o pai olha com olhar de reprovação</p>
<p>- O pum, o arroto, é um sinal de intimidade, de proximidade uma proximidade que você só tem com quem você divide a sua vida, proximidade que existe apenas com as pessoas importantes da sua vida.</p>
<p>A menina, mais sensata, tentou argumentar, o pai não deixou continuando o discurso.</p>
<p>- Vocês meus filhos, jamais soltariam um pum na frente da diretora da escola de vocês simplesmente por que ela não é amiga de vocês, ela é a diretora, existe uma distância separando vocês. Isso não existe e nem nunca devia existir entre pais e filhos – terminou a sentença com um sorriso que derreteria o coração de um carrasco.</p>
<p>A menina novamente tentou argumentar, mas não encontrou por onde e terminou por aceitar os termos apresentados pelo pai e se aninhou no colo dele.</p>
<p>O filho com esforço solta um novo arrotinho, imediatamente diz: “desculpa”.</p>
<p>- Filho, duas coisas erradas – disse o pai arrumando a postura e fazendo a filha que já estava instalada confortavelmente nos ombros do pai se levantar – primeira se você está arrotando de propósito pedir desculpas é uma hipocrisia.</p>
<p>Tomou a garrafa de refrigerante da mão da criança.</p>
<p>- Segundo, se você quer arrotar – tomou um vigoroso e demorado gole do liquido gasoso – faça isso como um homem.</p>
<p>E soltou um arroto tão poderoso que fez as janelas tremerem. O jovem ainda aplaudia o pai enquanto a menina indignada com tanta testosterona no ar (mesmo ela ainda não sabendo o que é testosterona) resolveu que era uma boa hora para ler um livro. Enquanto saia da sala passou pela avó que perguntou:</p>
<p>- Esse barulho foi um liquidificador?</p>
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		<title>Festa estranha</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 17:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já estavam na festa tempo o suficiente para o segundo copo de uísque, Daniel continuava analisando a situação. - Isso me lembra de Renato Russo, festa estranha com gente esquisita. Fernando olhou para ele pelo canto dos olhos sem mexer a cabeça e suspirou impaciente. - Por que você fala isso? - Já notou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-430 alignleft" title="Festa estranha" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/01/75455668-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" />Já estavam na festa tempo o suficiente para o segundo copo de uísque, Daniel continuava analisando a situação.</p>
<p>- Isso me lembra de Renato Russo, festa estranha com gente esquisita.</p>
<p>Fernando olhou para ele pelo canto dos olhos sem mexer a cabeça e suspirou impaciente.</p>
<p>- Por que você fala isso?</p>
<p>- Já notou a música? Minha nossa! É uma soma gritante de péssimos exemplos. Já notou como vai a nossa música ultimamente? Não existe mais poesia, mensagem. É tudo para entreter, quase como os tambores que guiam o ritmo de escravos vikings remando o navio.</p>
<p>Fernando voltou os olhos para a pista de dança e respondeu apenas com um tímido murmúrio.</p>
<p>- E as pessoas aceitam isso, dançam rebolam, ao som de uma mensagem medíocre.</p>
<p>Neste momento a música mudou para uma seleção de forró daqueles bem bregas que fez os convidados mais animados, e alcoolizados, gritarem em comemoração.</p>
<p>- Pronto – declarou Daniel – agora vai para a fase brega, existe coisa mais brega que isso? Pior que eu acho que existe, aquela lista de música dos anos oitenta estava terrível, tem coisa mais cafona que Sidney Magal? Está de matar, não acha Fernando? Fernando?</p>
<p>Olhou e não encontrou o amigo, percorreu os olhos ao redor, pensou que ele pudesse ter ido buscar outra bebida, mas viu que seu copo continuava sobre a mesa. Encontrou-o dançando de mãos, corpo e rosto colado com uma loira de corpo escultural que sorria com algo que ele falava junto ao ouvido da beldade.</p>
<p>Daniel praguejou revoltado.</p>
<p>- Ninguém mais valoriza a boa diversão!</p>
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		<title>Confissão surpresa</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 23:31:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[José abriu a porta do apartamento e conseguiu ver apenas de relance o rosto de Mônica antes de ela beija-lo de forma quase violenta, agarrando seu rosto. Ele reagiu tentando afasta-la e ela começou a falar. - Eu tenho um tesão enorme por você José, sempre tive, sei que você é noivo, que ama ela, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-419" title="Confissão" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/01/sb10065101u-004-300x247.jpg" alt="" width="300" height="247" />José abriu a porta do apartamento e conseguiu ver apenas de relance o rosto de Mônica antes de ela beija-lo de forma quase violenta, agarrando seu rosto. Ele reagiu tentando afasta-la e ela começou a falar.</p>
<p>- Eu tenho um tesão enorme por você José, sempre tive, sei que você é noivo, que ama ela, mas eu tenho isso dentro de mim e vim te confessar isso.</p>
<p>José se afastou e apoiou na parede com os olhos arregalados.</p>
<p>- Eu sonho com você me possuindo de maneira forte, me pegando, rasgando minhas roupas, e eu adoraria que você fizesse isso agora mesmo.</p>
<p>Ela pronunciava as palavras naquele tom característico de quem está embriagada enquanto puxava a blusa com se pudesse tira-la como se fosse o embrulho de um presente sendo rasgado por uma criança</p>
<p>- Então eu sai da festa e vim aqui, vim para fazer sexo selvagem com você, e precisava falar algo antes de perder a coragem.</p>
<p>José olhou para ela como se estivesse completamente sem ar.</p>
<p>- Ai, não acredito – falou ela demonstrando um arrependimento quase sóbrio – o que estou fazendo me oferecendo assim como uma qualquer, me perdoa, eu vou embora.</p>
<p>Virou-se e desceu as escadas quase correndo e caindo se sentindo uma completa idiota, desceu os últimos degraus aos tropeços.</p>
<p>José cambaleou até a cozinha enfiou a cabeça na pia e bebeu um grande gole de água da torneira, finalmente respirou de novo soltou um palavrão de alivio e falou ainda ofegante e tossindo.</p>
<p>- Caramba, quase morro engasgado com o chiclete!</p>
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		<title>Poesia sensorial</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 20:51:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[- Gosto da fazenda, adoro os finais de semana aqui. Quando me levantei agora pela manhã escutei ao longe o barulho do rio que passa depois da estrada, suave, calmo, e assim minha audição se deleitou. O cheiro do café sendo moído e torrado na hora invadiu minhas narinas me deixando quase embriagado. Estendi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-337" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/04/BA14050-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />- Gosto da fazenda, adoro os finais de semana aqui. Quando me levantei agora pela manhã escutei ao longe o barulho do rio que passa depois da estrada, suave, calmo, e assim minha audição se deleitou. O cheiro do café sendo moído e torrado na hora invadiu minhas narinas me deixando quase embriagado. Estendi a mão e peguei uma broa de milho ainda quente que havia acabado de sair do forno e mordi com gosto. O paladar foi invadido pelo gosto das ervas misturados na massa e me deliciei com isso. Olhei pela janela da cozinha e vi as árvores ao longe, os animais pastando calmamente e o sol nascendo acanhado no horizonte. Meu único sentido que não se deleitava nesse cenário brejeiro e delicioso era o tato. E foi por isso que eu peguei na bunda da Mariazinha, que estava na cozinha preparando o desjejum com tanta gana. Estava apenas aproveitando toda essa poesia sensorial. Você entende querida? Não foi por maldade ou malícia!</p>
<p>E a esposa contrariada respondeu sem entender a conotação sensível e rítmica daquela experiência sensorial.</p>
<p>- Você é um babaca!</p>
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		<title>Papai não sabe</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 21:23:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estávamos eu e as crianças em uma fila no shopping, um pouco mais a frente um rapaz com uma opção sexual diferente da tradicional vestindo uma calça tipicamente feminina, com sapato de salto alto tipicamente femininos, uma blusa tipicamente feminina e segurando uma bolsa que seria denominada por alguns como absolutamente fashion, e claro, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estávamos eu e as crianças em uma fila no shopping, um pouco mais a frente um rapaz com uma opção sexual diferente da tradicional vestindo uma calça tipicamente feminina, com sapato de salto alto tipicamente femininos, uma blusa tipicamente feminina e segurando uma bolsa que seria denominada por alguns como absolutamente fashion, e claro, com a maior cara de homem.</p>
<p>A menina foi a primeira a perceber.</p>
<p>- Pai, aquele é homem ou mulher?</p>
<p>Pensei em explicar sobre o terceiro sexo, mas se eu tomasse esse caminho teria que explicar sobre os outros dois com mais detalhes.</p>
<p>- Bem filha, é…. não sei!</p>
<p>- Não sabe?</p>
<p>- É filha, papai não sabe se é homem ou mulher.</p>
<p>Então o menino se manifestou.</p>
<p>- Vamos lá perguntar pra ele.</p>
<p>- Não filho, não vamos!</p>
<p>- Porque pai?</p>
<p>- Por que ele também provavelmente também não sabe.</p>
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		<title>Respostas para perguntas inadequadas</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 21:07:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[cantadas]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<description><![CDATA[- Oi, tudo bom? - Oi – responde a moça olhando o rapaz de cima abaixo. - Conhece o Paulo? – querendo saber se foi o dono da festa que convidou a beldade. - Sim, colega que trabalho. - Que legal, veio com seu namorado? A moça não parecia acompanhada, e obviamente o moço não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Oi, tudo bom?</p>
<p>- Oi – responde a moça olhando o rapaz de cima abaixo.</p>
<p>- Conhece o Paulo? – querendo saber se foi o dono da festa que convidou a beldade.</p>
<p>- Sim, colega que trabalho.</p>
<p>- Que legal, veio com seu namorado?</p>
<p>A moça não parecia acompanhada, e obviamente o moço não está interessado na existência de um namorado, ou melhor está interessado na inexistência dele.</p>
<p>- Não tenho namorado. – responde a moça, já visualizando as intenções do rapaz.</p>
<p>- Sério? Por que não? – retruca o infeliz rapaz.</p>
<p>É aí então que a falta de saber o que falar resulta em uma pergunta estúpida. O rapaz já teve o seu objetivo alcançado, sabe que a moça não tem namorado. Qual o objetivo de perguntar “por que” ela não tem namorado?</p>
<p>Abaixo algumas sugestões de respostas adequadas a essa situação:</p>
<p>1)    – Não quero namorar, quero ir direto para o altar.</p>
<p>2)    – Estou esperando as vozes na minha cabeça indicarem a pessoa certa.</p>
<p>3)    – Não sei por que, a propósito meu nome é Paulão, mas pode me chamar de Carol.</p>
<p>4)    – Meu psicólogo disse que primeiro preciso controlar minha raiva dos homens e dominar minha tendência homicida.</p>
<p>5)    – É cedo para isso, nem desovei completamente o corpo do meu ex ainda.</p>
<p>6)    – Seria complicado, meu presídio não permite visita intima.</p>
<p>7)    – Geralmente os homens correm quando tiro meu strap-on da bolsa.</p>
<p>8)    – Depois da operação de mudança de sexo, tenho que esperar pelo menos seis meses para fazer sexo.</p>
<p>9)    – O pessoal da clinica de doenças venéreas disse que eu preciso esperar mais algumas semanas.</p>
<p>10)  – Papai me fez prometer esperar ele sair da cadeia.</p>
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		<title>Mentira preventiva</title>
		<link>http://www.noimproviso.com/mentira-preventiva/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 03:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[O casal está deitado no sofá abraçadinho ouvindo uma boa música. Ela faz um carinho nos braços fortes dele e ele retribui com um afago no cabelo dela. - Ontem meu chefe se enrolou todo&#8230;  – começa ela, puxando a conversa. - O que houve?  – pergunta o namorado não tão interessado assim. - Ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O casal está deitado no sofá abraçadinho ouvindo uma boa música. Ela faz um carinho nos braços fortes dele e ele retribui com um afago no cabelo dela.</p>
<p>- Ontem meu chefe se enrolou todo&#8230;  – começa ela, puxando a conversa.</p>
<p>- O que houve?  – pergunta o namorado não tão interessado assim.</p>
<p>- Ele foi almoçar com aquela secretária do quinto andar.</p>
<p>- E daí? Não tem nada demais em almoçar com uma colega de trabalho, tem? Você mesmo almoça com seus colegas, diz que seu chefe é fiel&#8230; – argumenta ele.</p>
<p>- Sim, é verdade. Ele é super fiel a ela, apaixonadíssimo, mas o negócio é que a esposa dele ligou bem na hora e ele falou todo nervoso que estava no mecânico. Claro que ela percebeu que ele estava mentindo e foi esperá-lo na porta do escritório. Pegou ele chegando com a secretária. Deu o maior escândalo.</p>
<p>- Nooosssaaa&#8230; que horrível.</p>
<p>- Mas também, por que ele foi mentir?</p>
<p>- Mentira preventiva!</p>
<p>- O que? – pergunta ela, parando imediatamente de acariciar o braço dele.</p>
<p>- É, mentira preventiva! – respondeu ele, já analisando se tinha dito alguma besteira, mas resolveu continuar.</p>
<p>- Que história é essa de mentira preventiva?</p>
<p>- Olha só, seu chefe mentiu porque se falasse que estava almoçando com uma secretária morena, alta, com seios fartos e mini-saia, ela ficaria puta com ele. Ele tentou uma mentira preventiva, já que não fazia nada de errado.</p>
<p>- Mas se não fazia nada de errado, por que não falou a verdade?</p>
<p>- Por que as mulheres não acreditam quando os homens falam a verdade. No fundo, o problema todo é esse. É como um habeas corpus preventivo.</p>
<p>- Está falando que a culpa é nossa?</p>
<p>- Sim, quer dizer, não. Olha, vocês precisam confiar na gente. Você não disse que o seu chefe é fiel, apaixonado e tal?</p>
<p>- Eu lá sei da vida dele. Diga-me, você já me contou uma mentira preventiva?</p>
<p>- Amor que isso, para com essa conversa.</p>
<p>- Não acredito. Você mentiu para mim? Quando foi?</p>
<p>- Eu não disse isso, amor.</p>
<p>- Mas tentou desconversar.</p>
<p>- Mulheres sabem instintivamente quando o homem mente, você sabe disso. Pergunta de novo.</p>
<p>Ela olha seriamente e penetrantemente para ele.</p>
<p>- Você já me contou uma dessas mentiras preventivas?</p>
<p>- Não, eu nunca fiz – responde ele com uma confiança que intimidaria o mais bem treinado agente policial.</p>
<p>- Se tivesse, eu perceberia você mentindo?</p>
<p>- Você é melhor em outras coisas amor.</p>
<p>- O QUE!?!?!</p>
<p>- Droga&#8230; podemos começar essa conversa de novo?</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 456px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;"><em>habeas corpus</em></div>
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		<title>Presente de aniversário</title>
		<link>http://www.noimproviso.com/presente-de-aniversario/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 18:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>
		<category><![CDATA[presentes]]></category>
		<category><![CDATA[vibrador]]></category>

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		<description><![CDATA[- Amor, pode olhar? – pergunta Paula ansiosa com as mãos sobre a venda improvisada com a gravata do namorado. - Ainda não, estamos quase chegando. Cuidado com o degrau – responde Pedro. Ela ouve um tilintar de um sino batendo na porta que se abre e a voz do namorado – Agora pode tirar&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Amor, pode olhar? – pergunta Paula ansiosa com as mãos sobre a venda improvisada com a gravata do namorado.</p>
<p>- Ainda não, estamos quase chegando. Cuidado com o degrau – responde Pedro.</p>
<p>Ela ouve um tilintar de um sino batendo na porta que se abre e a voz do namorado – Agora pode tirar&#8230;</p>
<p>Ela olha e se vê em uma grande sala com a atendente do sexshop sorrindo.</p>
<p>- Pedro, que isso! – exclama &#8211; ainda boquiaberta.</p>
<p>- É um dos seus presentes de aniversário, escolha o que quiser, qualquer coisa, estou pagando.</p>
<p>Paula sorri, e já sabendo as intenções do namorado, escolhe uma fantasia de colegial, alguns óleos e um incrementado vibrador, daqueles com uma dezena de funções, rotações e intensidades.</p>
<p>Saem de lá direto para o motel, onde mais da metade dos óleos ficam no lençol do quarto. Depois de duas horas de entretenimento, ela se lembra do jantar com os pais.</p>
<p>Saem do motel direto para a casa dela. Pedro dirige com um sorriso de satisfação proporcionado apenas por momentos tórridos de sexo como aquele. Do lado de fora da casa dos sogros  já sentem o cheiro do churrasco e ouvem as conversas dos amigos e familiares. Paula entra ao som de um vigoroso “parabéns pra você” entoado pelos presentes.</p>
<p>Depois de cumprimentar todos e servirem-se do churrasco, o pai de Paula, acompanhado da esposa e de alguns amigos, pergunta para a filha ao lado do namorado sentado na área da casa próximo ao portão da rua.</p>
<p>- Como está sendo o aniversário de minha filhota?</p>
<p>- Perfeito pai, tenho vocês, todos meus amigos estão aqui, ganhei vários presentes lindos de vocês, dos meus amigos, do meu namorado.</p>
<p>- Qual presente o Pedro te deu filha? Eu não vi ainda – pergunta a curiosa mãe da moça.</p>
<p>Paula arregala os olhos, Pedro mastigava uma fatia de carne e congelou instantaneamente. Olhou para a namorada sem mexer a cabeça.</p>
<p>- Qual presente? – disse Paula tentando achar a resposta.</p>
<p>- Sim filha, que presente?.</p>
<p>Pedro se esforçava para engolir o pedaço de carne.</p>
<p>- É&#8230; foi&#8230; ai&#8230; é&#8230; nossa&#8230; tão lindo&#8230; é um&#8230;</p>
<p>- Um o quê filha? – solta o pai, já estranhando a demora.</p>
<p>Nesse momento, Pedro dá um salto e fica em pé, coloca o prato na mesa enquanto leva a mão até a garganta. Parecia ter algo obstruindo sua respiração.</p>
<p>- Ele engasgou, ele engasgou – gritou a mãe em desespero.</p>
<p>Pedro sai tossindo violentamente e puxando Paula pela mão.Deixam o portão da casa e a família observa tudo sem entender direito. Pedro vira a esquina da casa saindo do campo de visão de quem ainda estava lá e cospe longe o pedaço da carne.</p>
<p>- Vamos correndo para o shopping agora! Se eles perguntarem, você me levou para o hospital.</p>
<p>- Vamos fazer o que no shopping?</p>
<p>- Nem me fale! Depois daquela grana que custou o vibrador, ainda vou ter que te comprar uma joia. Droga!</p>
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