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	<title>No Improviso &#187; homosexualismo</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Eu não gostaria de ter um filho gay</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 18:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje o assunto que está na boca da mídia é a homofobia e os direitos dos gays, uma luta que só ganhou voz na imprensa nos dias atuais, apesar de existir a décadas. Agora vemos esse tema nas revistas, em passeatas, em blogs, todos levantando a bandeira colorida de defesa do grupo LGBT. Se me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-474" title="Eu não gostaria de ter um filho gay" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/06/200372488-001-242x300.jpg" alt="" width="242" height="300" />Hoje o assunto que está na boca da mídia é a homofobia e os direitos dos gays, uma luta que só ganhou voz na imprensa nos dias atuais, apesar de existir a décadas. Agora vemos esse tema nas revistas, em passeatas, em blogs, todos levantando a bandeira colorida de defesa do grupo LGBT.</p>
<p>Se me perguntarem se eu aceitaria ter um filho gay, eu respondo com outra pergunta. Eu devo aceitar um filho meu? Sim, é claro que devo, é minha obrigação aceitá-lo, criá-lo e participar da educação dele.</p>
<p>Agora se a sua pergunta é, se eu gostaria de ter um filho gay, a minha resposta muda um pouco&#8230;</p>
<p>Quando eu era um pré-adolescente resolvi entrar para o time de basquete da escola, eu não era um excelente jogador, mas a descarga de hormônios me fez crescer tal qual uma planta transgênica, e minha mãe teve a seguinte reação em relação a escolha</p>
<p>- Bola não “dá camisa para ninguém”.</p>
<p>Referindo-se a falta de profissionalismo e aos poucos esportistas bem sucedidos financeiramente, desde a época que ela era uma mocinha, até o dia do meu ingresso no mundo dos esportes.</p>
<p>Muitos outros pais com certeza falaram essa mesma frase para seus filhos, imagine se isso tivesse sido dito pela família de Ronaldo Fênomeno, ou Zico, ou Pelé.</p>
<p>Eu vi no passado e ainda vejo um gigantesco estigma social no que diz respeito aos gays em nossa sociedade, algo tão enraizado, tão fundo na nossas vidas que será necessário muita luta, coragem e esforço para mudá-la.</p>
<p>Um exemplo desse fato, que gosto de citar, é que em momentos onde você quer ofender uma pessoa,  muitas vezes usamos o termo “seu viado”&#8230;, ninguém tenta ofender outra pessoa chamando-a de “seu hétero”. Isso mostra o quanto a homossexualidade é vista de forma negativa, e o quanto essa negatividade é vista como normal e aceita praticamente de forma inconsciente.</p>
<p>Quanto tempo será que vamos levar para ver isso mudar? Quanto tempo até que o principio do respeito, supere o pejoratismo ligado a homossexualidade? Quanto tempo ainda de luta, de educação, de debate vamos ter, para atingir um patamar de tratamento digno para essas pessoas? Para essas e para qualquer outras! Acredito que ainda vá demorar muito, e torço sinceramente para que eu esteja redondamente enganado sobre isso.</p>
<p>Por isso, se me perguntam se eu gostaria que meus filhos fossem gays, eu a princípio respondo que não. Não gostaria de vê-los sofrerem com o preconceito. Não gostaria que eles tivessem essa necessidade de amadurecimento imediato, para poderem passar de forma saudável por este momento, e tenho medo de que, talvez, eles ainda não tenham o esclarecimento necessário para isso. Não gostaria de vê-los sentirem vergonha de suas escolhas, por que pessoas ignorantes e preconceituosas acham que deveriam fazê-lo.</p>
<p>Mas, se meus filhos, fizerem essa escolha (mesmo que não se trate exatamente de uma &#8220;escolha&#8221;), e mesmo sabendo tudo o que podem sofrer, que a sociedade não está pronta para aceitá-los como eles são, que eles vão precisar de uma coragem e determinação acima da média, a minha atitude seria estar ao lado deles&#8230;, apoiá-los como eu apoiaria um filho hetero, ou negro, ou latino, ou de qualquer grupo, por que ele é meu filho.</p>
<p>Caso eles demonstrem toda a atitude necessária para passar por essa sociedade cheia de preconceitos infundados e ignorancia, mesmo que para isso eles precisem da ajuda de um pai dedicado, isso apenas me faria ter ainda mais orgulho pela coragem e maneira de agir que demonstram. A opção sexual? É tão importante quanto a cor da pele, ou seja, não tem peso nenhum comparado com fatores mais importantes como caráter, honra, dignidade e coragem.</p>
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		<title>Melhor amigo &#8211; segunda versão</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 18:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava arrasada! Nem sabia por onde começar: trabalho, diarista, contas, balança, mas o principal era o idiota do Felipe, ainda não conseguia acreditar no que ele tinha feito. Largou-me no sofá encolhida, chorando solitariamente. Toca o celular, é o Anderson. Tento me segurar, mas me desabo em lágrimas. Ele diz que preciso sair para me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava arrasada! Nem sabia por onde começar: trabalho, diarista, contas, balança, mas o principal era o idiota do Felipe, ainda não conseguia acreditar no que ele tinha feito. Largou-me no sofá encolhida, chorando solitariamente.</p>
<p>Toca o celular, é o Anderson. Tento me segurar, mas me desabo em lágrimas. Ele diz que preciso sair para me distrair, digo que não estou no clima, mas ele diz que uma mulher linda não deve ficar em casa em uma sexta-feira à noite.</p>
<p>Ele chega quarenta minutos depois, abraça-me forte quando abro a porta, diz que estou linda.No sofá, começo a reclamar do meu dia , mas ele me interrompe, diz que não preciso me preocupar, que uma mulher linda como eu não devia esquentar “a sua cabecinha linda” com essas “coisas” e diz que eu devo trocar de roupa, colocar um vestido por que ele vai me levar para jantar. Protesto que não estou no clima, mas ele é persistente. Coloco um tubinho preto e um salto alto. Quando volto para a sala ele está com cara de impaciente, mas ainda assim solta um longo assovio e diz que estou maravilhosa.</p>
<p>Vamos a uma pizzaria animada, muitos jovens.Ele faz o pedido de uma meia calabresa, meia quatro queijos. Fico pouco a vontade, mas ele pede um vinho e começo a relaxar. Ele me faz rir e esquecer um pouco dos problemas. Terminamos rápido tanto a pizza, quanto o vinho e ele me arrasta para uma festa. Não reclamo. Começo a pensar que ele tem razão, que preciso me divertir. Eu queria dançar, mas  ele protestou que não levava jeito.Ainda sobre o efeito do vinho, arrasto ele para a pista e descubro que ele tinha razão!Ele não leva o menor jeito, mas parece ter gostado, porque tentou me beijar três vezes em apenas uma música.</p>
<p>Ele me leva de volta para casa, tenta me beijar mais uma vez na saída da festa, mais uma em um sinal fechado e duas quando chega ao meu prédio. Ele pergunta se pode subir para usar o banheiro.Olho para ele meio torto e penso essa é a última vez que bebo uma garrafa de vinho. Subimos, eu me jogo no sofá e ele vai para o banheiro. Coloca a cabeça no meu ombro. Começa a afagar meus cabelos. Sinto uma sensação estranha, uma vibração, era o celular dele no bolso da calça. Ele não atende.</p>
<p>- Você é muito linda sabia?</p>
<p>- Sabia!</p>
<p>- É?</p>
<p>- É, deve ser a centésima vez que você fala isso essa noite.</p>
<p>- E?</p>
<p>- E está na hora de você ir embora – me levanto em um impulso só, o puxo  pelo braço.</p>
<p>- Mas já?</p>
<p>- Sim.</p>
<p>- Está cedo – protesta ele, enquanto o empurro porta a fora.</p>
<p>- Boa noite Anderson! – estou sorrindo deliciada.</p>
<p>- Nem um beijinho?</p>
<p>Bato a porta e caio no sofá meio que rindo.Até que ele é gatinho, quem sabe na próxima?</p>
<p>Quando o elevador abre, Anderson sem entender o que aconteceu e lembrando-se do preço daquela garrafa de vinho pensa: mas que vadia filha de uma puta!</p>
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		<title>Melhor amigo</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 19:21:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estava arrasada! Nem sabia por onde começar: trabalho, diarista, contas, balança, mas o principal era o idiota do Felipe, ainda não conseguia acreditar no que ele tinha feito. Largou-me no sofá encolhida, chorando solitariamente. Toca o celular, é o Marcos. Tento me segurar, mas me desabo em lágrimas. Ele espera eu me acalmar, diz que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava arrasada! Nem sabia por onde começar: trabalho, diarista, contas, balança, mas o principal era o idiota do Felipe, ainda não conseguia acreditar no que ele tinha feito. Largou-me no sofá encolhida, chorando solitariamente.</p>
<p>Toca o celular, é o Marcos. Tento me segurar, mas me desabo em lágrimas. Ele espera eu me acalmar, diz que está indo me ver imediatamente! Insisto que não precisa, que eu vou ficar bem, mas ele obstina-se que virá do mesmo jeito.</p>
<p>Ele chega quarenta minutos depois, abraça-me forte quando abro a porta, escuta-me reclamar no sofá, mostra-me um lado da situação que eu não tinha visto. Passa a mão no meu cabelo devagar, sorrindo-me de forma iluminada, enxuga minhas lágrimas e diz que eu devo trocar de roupa, colocar um vestido por que ele vai me levar para jantar. Protesto que não estou no clima, mas ele é persistente. Coloco um tubinho preto e um salto alto. Depois de me esperar pacientemente solta um longo assovio e diz que estou maravilhosa.</p>
<p>Vamos a um restaurante japonês, ele faz o pedido e conversamos sobre tudo. Marcos me faz rir e esquecer os problemas. Quando terminamos, ele me arrasta para uma festa. Eu protesto que não é preciso, mas novamente é inútil argumentar com ele. Dançamos o resto da noite. Como o Marcos dança bem! Conduzindo com força, mas com delicadeza ao mesmo tempo; suave, mas firme.</p>
<p>Ele me leva de volta para casa, eu me jogo no sofá e ele vai para a cozinha. Volta com uma garrafa de vinho tinto e duas taças. Serve-me uma, tira meus sapatos, encosta-se e coloca minha cabeça no seu ombro. Começa a afagar meus cabelos. Um arrepio percorre meu corpo. Olho para cima e ele está me observando sorrindo meigamente.</p>
<p>- Preciso te falar uma coisa.</p>
<p>- O que? – pergunto eu, sorrindo como quem está voando.</p>
<p>- Preciso ir, o Paulão falou que vai passar em casa pela manhã e eu estou morrendo de saudade dele.</p>
<p>Ele se despede e vai embora. Fico olhando para as taças sujas de vinho vazias na mesinha de centro depois de fechar a porta e penso: mas que viado filho de uma puta!</p>
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