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	<title>No Improviso &#187; filhos</title>
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	<description>Uma visão bem humorada de como levamos a vida no improviso tentando convencer que sabemos o que estamos fazendo!</description>
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		<title>Dia dos pais &#8211; intimidade entre pai e filhos</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 14:21:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-485" title="Dia dos pais" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/08/108316519-267x300.jpg" alt="" width="267" height="300" />Após o almoço do dia dos pais, relaxado no sofá da casa da avó enquanto assiste a um filme na pequena tevê da sala com os filhos, o pai sente-se maravilhosamente a vontade.</p>
<p>- Credo pai, que nojo – reclama a menina completamente revoltada depois de ouvir o flatulento barulho produzido pelo próprio pai que instalado na poltrona ao lado do sofá.</p>
<p>- O que foi? – responde o pai com uma cara de pau tão bem feita que seria comparada com um móvel fino.</p>
<p>- O papai soltou pum – declara o mais novo.</p>
<p>O pai arruma-se no sofá, abaixa o som da televisão através do controle remoto em suas mãos e respira fundo (mas não muito).</p>
<p>- Crianças, darei a vocês uma importante lição de vida, portanto prestem atenção.</p>
<p>As crianças se moveram em seus lugares para olharem melhor para o pai que parecia pronto para dar uma importante notícia ou revelação.</p>
<p>- Filha, você solta pum na frente da sua professora? Ou da diretora? Ou será que você solta pum do lado do motorista de ônibus da escola?</p>
<p>- Claro que não – respondeu a menina mostrando uma perplexidade infantil, mas ainda assim uma perplexidade.</p>
<p>- Filho – disse o pai se voltando para o menino – você arrota na frente da professora?</p>
<p>O menino menos moldado socialmente pela baixa idade com algum esforço solta um pequeno arroto, tão baixinho e tímido que quase poderia ser chamado de “bunitinho”, imediatamente pede desculpas.</p>
<p>Mesmo assim o pai olha com olhar de reprovação</p>
<p>- O pum, o arroto, é um sinal de intimidade, de proximidade uma proximidade que você só tem com quem você divide a sua vida, proximidade que existe apenas com as pessoas importantes da sua vida.</p>
<p>A menina, mais sensata, tentou argumentar, o pai não deixou continuando o discurso.</p>
<p>- Vocês meus filhos, jamais soltariam um pum na frente da diretora da escola de vocês simplesmente por que ela não é amiga de vocês, ela é a diretora, existe uma distância separando vocês. Isso não existe e nem nunca devia existir entre pais e filhos – terminou a sentença com um sorriso que derreteria o coração de um carrasco.</p>
<p>A menina novamente tentou argumentar, mas não encontrou por onde e terminou por aceitar os termos apresentados pelo pai e se aninhou no colo dele.</p>
<p>O filho com esforço solta um novo arrotinho, imediatamente diz: “desculpa”.</p>
<p>- Filho, duas coisas erradas – disse o pai arrumando a postura e fazendo a filha que já estava instalada confortavelmente nos ombros do pai se levantar – primeira se você está arrotando de propósito pedir desculpas é uma hipocrisia.</p>
<p>Tomou a garrafa de refrigerante da mão da criança.</p>
<p>- Segundo, se você quer arrotar – tomou um vigoroso e demorado gole do liquido gasoso – faça isso como um homem.</p>
<p>E soltou um arroto tão poderoso que fez as janelas tremerem. O jovem ainda aplaudia o pai enquanto a menina indignada com tanta testosterona no ar (mesmo ela ainda não sabendo o que é testosterona) resolveu que era uma boa hora para ler um livro. Enquanto saia da sala passou pela avó que perguntou:</p>
<p>- Esse barulho foi um liquidificador?</p>
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		<title>Eu não gostaria de ter um filho gay</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 18:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[gay]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje o assunto que está na boca da mídia é a homofobia e os direitos dos gays, uma luta que só ganhou voz na imprensa nos dias atuais, apesar de existir a décadas. Agora vemos esse tema nas revistas, em passeatas, em blogs, todos levantando a bandeira colorida de defesa do grupo LGBT. Se me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-474" title="Eu não gostaria de ter um filho gay" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2011/06/200372488-001-242x300.jpg" alt="" width="242" height="300" />Hoje o assunto que está na boca da mídia é a homofobia e os direitos dos gays, uma luta que só ganhou voz na imprensa nos dias atuais, apesar de existir a décadas. Agora vemos esse tema nas revistas, em passeatas, em blogs, todos levantando a bandeira colorida de defesa do grupo LGBT.</p>
<p>Se me perguntarem se eu aceitaria ter um filho gay, eu respondo com outra pergunta. Eu devo aceitar um filho meu? Sim, é claro que devo, é minha obrigação aceitá-lo, criá-lo e participar da educação dele.</p>
<p>Agora se a sua pergunta é, se eu gostaria de ter um filho gay, a minha resposta muda um pouco&#8230;</p>
<p>Quando eu era um pré-adolescente resolvi entrar para o time de basquete da escola, eu não era um excelente jogador, mas a descarga de hormônios me fez crescer tal qual uma planta transgênica, e minha mãe teve a seguinte reação em relação a escolha</p>
<p>- Bola não “dá camisa para ninguém”.</p>
<p>Referindo-se a falta de profissionalismo e aos poucos esportistas bem sucedidos financeiramente, desde a época que ela era uma mocinha, até o dia do meu ingresso no mundo dos esportes.</p>
<p>Muitos outros pais com certeza falaram essa mesma frase para seus filhos, imagine se isso tivesse sido dito pela família de Ronaldo Fênomeno, ou Zico, ou Pelé.</p>
<p>Eu vi no passado e ainda vejo um gigantesco estigma social no que diz respeito aos gays em nossa sociedade, algo tão enraizado, tão fundo na nossas vidas que será necessário muita luta, coragem e esforço para mudá-la.</p>
<p>Um exemplo desse fato, que gosto de citar, é que em momentos onde você quer ofender uma pessoa,  muitas vezes usamos o termo “seu viado”&#8230;, ninguém tenta ofender outra pessoa chamando-a de “seu hétero”. Isso mostra o quanto a homossexualidade é vista de forma negativa, e o quanto essa negatividade é vista como normal e aceita praticamente de forma inconsciente.</p>
<p>Quanto tempo será que vamos levar para ver isso mudar? Quanto tempo até que o principio do respeito, supere o pejoratismo ligado a homossexualidade? Quanto tempo ainda de luta, de educação, de debate vamos ter, para atingir um patamar de tratamento digno para essas pessoas? Para essas e para qualquer outras! Acredito que ainda vá demorar muito, e torço sinceramente para que eu esteja redondamente enganado sobre isso.</p>
<p>Por isso, se me perguntam se eu gostaria que meus filhos fossem gays, eu a princípio respondo que não. Não gostaria de vê-los sofrerem com o preconceito. Não gostaria que eles tivessem essa necessidade de amadurecimento imediato, para poderem passar de forma saudável por este momento, e tenho medo de que, talvez, eles ainda não tenham o esclarecimento necessário para isso. Não gostaria de vê-los sentirem vergonha de suas escolhas, por que pessoas ignorantes e preconceituosas acham que deveriam fazê-lo.</p>
<p>Mas, se meus filhos, fizerem essa escolha (mesmo que não se trate exatamente de uma &#8220;escolha&#8221;), e mesmo sabendo tudo o que podem sofrer, que a sociedade não está pronta para aceitá-los como eles são, que eles vão precisar de uma coragem e determinação acima da média, a minha atitude seria estar ao lado deles&#8230;, apoiá-los como eu apoiaria um filho hetero, ou negro, ou latino, ou de qualquer grupo, por que ele é meu filho.</p>
<p>Caso eles demonstrem toda a atitude necessária para passar por essa sociedade cheia de preconceitos infundados e ignorancia, mesmo que para isso eles precisem da ajuda de um pai dedicado, isso apenas me faria ter ainda mais orgulho pela coragem e maneira de agir que demonstram. A opção sexual? É tão importante quanto a cor da pele, ou seja, não tem peso nenhum comparado com fatores mais importantes como caráter, honra, dignidade e coragem.</p>
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		<title>Na minha sombra</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 12:03:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em uma das conversas que um pai tem com o casal de filhos pequenos a menina pergunta. - Pai, o que eu vou ser quando crescer? - Bem, eu espero que vocês sejam pessoas honestas e dignas, que cresçam com inteligência e possam caminhar sem minha sombra. - Por que sem sua sombra? – perguntou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/11/103086975.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-397" title="Na minha sombra" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/11/103086975-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Em uma das conversas que um pai tem com o casal de filhos pequenos a menina pergunta.</p>
<p>- Pai, o que eu vou ser quando crescer?</p>
<p>- Bem, eu espero que vocês sejam pessoas honestas e dignas, que cresçam com inteligência e possam caminhar sem minha sombra.</p>
<p>- Por que sem sua sombra? – perguntou o menino.</p>
<p>- É modo de falar filho, quer dizer que vocês vão poder ser virar sem mim, apesar que o papai sempre vai estar por perto pra ajudar.</p>
<p>Já era tarde e todos foram para cama. No dia seguinte a rotina de sempre: levantar, comida para o cachorro, banho, café da manhã, e lá vai o pai levá-los para a escola.</p>
<p>A escola fica próxima e eles vão caminhando. No caminho o pai repara que eles estão mais animados que o normal, pulando e correndo à sua frente, e salta para lá, salta para cá, um empurra o outro, o outro corre para o ﻿lado oposto, fazia tempo que não ficavam tão animados logo pela manhã. Em um cruzamento de ruas eles esperam pela mão segura do pai para atravessarem.</p>
<p>- Do que vocês estão brincando? – pergunta o pai curioso.</p>
<p>- Daquilo que o papai falou ontem. – respondeu a menina já subindo na calçada do outro lado da rua.</p>
<p>- O que eu falei ontem?</p>
<p>- Sobre ficarmos na sua sombra – e saiu correndo junto com o irmão tentando pisar na ﻿longa sombra do pai que se projetava no chão.</p>
<p>E o pai continuava observando orgulhoso os dois correndo e rindo felizes.</p>
<p>Poeticamente enquanto eles pensavam estar em cima da sombra, na verdade ela se projetava sobre as costas deles.</p>
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		<title>Papai não sabe</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 21:23:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estávamos eu e as crianças em uma fila no shopping, um pouco mais a frente um rapaz com uma opção sexual diferente da tradicional vestindo uma calça tipicamente feminina, com sapato de salto alto tipicamente femininos, uma blusa tipicamente feminina e segurando uma bolsa que seria denominada por alguns como absolutamente fashion, e claro, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estávamos eu e as crianças em uma fila no shopping, um pouco mais a frente um rapaz com uma opção sexual diferente da tradicional vestindo uma calça tipicamente feminina, com sapato de salto alto tipicamente femininos, uma blusa tipicamente feminina e segurando uma bolsa que seria denominada por alguns como absolutamente fashion, e claro, com a maior cara de homem.</p>
<p>A menina foi a primeira a perceber.</p>
<p>- Pai, aquele é homem ou mulher?</p>
<p>Pensei em explicar sobre o terceiro sexo, mas se eu tomasse esse caminho teria que explicar sobre os outros dois com mais detalhes.</p>
<p>- Bem filha, é…. não sei!</p>
<p>- Não sabe?</p>
<p>- É filha, papai não sabe se é homem ou mulher.</p>
<p>Então o menino se manifestou.</p>
<p>- Vamos lá perguntar pra ele.</p>
<p>- Não filho, não vamos!</p>
<p>- Porque pai?</p>
<p>- Por que ele também provavelmente também não sabe.</p>
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