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	<title>No Improviso &#187; família</title>
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	<description>Mas não necessariamente nas coxas...</description>
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		<title>Poesia sensorial</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 20:51:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Gosto da fazenda, adoro os finais de semana aqui. Quando me levantei agora pela manhã escutei ao longe o barulho do rio que passa depois da estrada, suave, calmo, e assim minha audição se deleitou. O cheiro do café sendo moído e torrado na hora invadiu minhas narinas me deixando quase embriagado. Estendi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-337" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/04/BA14050-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />- Gosto da fazenda, adoro os finais de semana aqui. Quando me levantei agora pela manhã escutei ao longe o barulho do rio que passa depois da estrada, suave, calmo, e assim minha audição se deleitou. O cheiro do café sendo moído e torrado na hora invadiu minhas narinas me deixando quase embriagado. Estendi a mão e peguei uma broa de milho ainda quente que havia acabado de sair do forno e mordi com gosto. O paladar foi invadido pelo gosto das ervas misturados na massa e me deliciei com isso. Olhei pela janela da cozinha e vi as árvores ao longe, os animais pastando calmamente e o sol nascendo acanhado no horizonte. Meu único sentido que não se deleitava nesse cenário brejeiro e delicioso era o tato. E foi por isso que eu peguei na bunda da Mariazinha, que estava na cozinha preparando o desjejum com tanta gana. Estava apenas aproveitando toda essa poesia sensorial. Você entende querida? Não foi por maldade ou malícia!</p>
<p>E a esposa contrariada respondeu sem entender a conotação sensível e rítmica daquela experiência sensorial.</p>
<p>- Você é um babaca!</p>
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		<title>Vestido vermelho</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 23:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
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		<description><![CDATA[Abriu a porta e apareceu com seu vestido vermelho curto, seu salto alto e seu cabelo solto. Olhou para cima e abriu um sorriso ao olhar para a lua. Sentiu-se como se tivesse de novo vinte anos, apesar de nunca ter agido assim quando realmente o tinha. Caminhou pela rua estreita andando fora da calçada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abriu a porta e apareceu com seu vestido vermelho curto, seu salto alto e seu cabelo solto. Olhou para cima e abriu um sorriso ao olhar para a lua. Sentiu-se como se tivesse de novo vinte anos, apesar de nunca ter agido assim quando realmente o tinha.</p>
<p>Caminhou pela rua estreita andando fora da calçada, acenou com uma ponta de escárnio para a a vizinha da frente que observava tudo com olhar de reprovação. A vizinha recolheu sua cabeça coberta pelo lenço para dentro de casa antes de bater a janela dizendo em tom indiscreto para que pudesse ser ouvida:</p>
<p>- Vagabunda!</p>
<p>Ao invés de ficar chateada ou responder, ela apenas sorriu fazendo pouco caso.</p>
<p>Antes de chegar ao final da rua cruzou com a benemérita presidenta da associação de moradores do bairro. Esta olhou para ela dos pés as cabeça, desviou o olhar com um movimento brusco da cabeça quando notou seu sorriso de satisfação.</p>
<p>- Piriguete!</p>
<p>Ao cruzar com o marido da louvável presidenta, que se apressava caminhando atrás da esposa segurando as pesadas sacolas de compras, cumprimentou polidamente.</p>
<p>- Boa noite, Alberto!</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-329" src="http://www.noimproviso.com/wp-content/uploads/2010/04/74108022-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" />- Boa!&#8230; noi&#8230; noite – gaguejou enquanto se equilibrava entre segurar as compras, desviar o olhar das longas pernas e não derrubar as sacolas.</p>
<p>Ela se afastou segurando a risada enquanto ouvia a esposa que repreendia o marido por dar atenção para “essa mulherzinha”.</p>
<p>Lembrou da época que era convidada para jantar com os vizinhos, de quando chorava no sofá delas sofrendo suas dores amargas, de quando consternava-se melancólica enquanto observava as famílias “amigas” a sua volta trazendo lembranças doloridas.</p>
<p>Lembrou de tudo isso sem nenhuma saudade e continuou caminhando até seu destino com o mais malicioso dos sorrisos nos lábios.</p>
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		<title>Presente de aniversário</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 18:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- Amor, pode olhar? – pergunta Paula ansiosa com as mãos sobre a venda improvisada com a gravata do namorado. - Ainda não, estamos quase chegando. Cuidado com o degrau – responde Pedro. Ela ouve um tilintar de um sino batendo na porta que se abre e a voz do namorado – Agora pode tirar&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Amor, pode olhar? – pergunta Paula ansiosa com as mãos sobre a venda improvisada com a gravata do namorado.</p>
<p>- Ainda não, estamos quase chegando. Cuidado com o degrau – responde Pedro.</p>
<p>Ela ouve um tilintar de um sino batendo na porta que se abre e a voz do namorado – Agora pode tirar&#8230;</p>
<p>Ela olha e se vê em uma grande sala com a atendente do sexshop sorrindo.</p>
<p>- Pedro, que isso! – exclama &#8211; ainda boquiaberta.</p>
<p>- É um dos seus presentes de aniversário, escolha o que quiser, qualquer coisa, estou pagando.</p>
<p>Paula sorri, e já sabendo as intenções do namorado, escolhe uma fantasia de colegial, alguns óleos e um incrementado vibrador, daqueles com uma dezena de funções, rotações e intensidades.</p>
<p>Saem de lá direto para o motel, onde mais da metade dos óleos ficam no lençol do quarto. Depois de duas horas de entretenimento, ela se lembra do jantar com os pais.</p>
<p>Saem do motel direto para a casa dela. Pedro dirige com um sorriso de satisfação proporcionado apenas por momentos tórridos de sexo como aquele. Do lado de fora da casa dos sogros  já sentem o cheiro do churrasco e ouvem as conversas dos amigos e familiares. Paula entra ao som de um vigoroso “parabéns pra você” entoado pelos presentes.</p>
<p>Depois de cumprimentar todos e servirem-se do churrasco, o pai de Paula, acompanhado da esposa e de alguns amigos, pergunta para a filha ao lado do namorado sentado na área da casa próximo ao portão da rua.</p>
<p>- Como está sendo o aniversário de minha filhota?</p>
<p>- Perfeito pai, tenho vocês, todos meus amigos estão aqui, ganhei vários presentes lindos de vocês, dos meus amigos, do meu namorado.</p>
<p>- Qual presente o Pedro te deu filha? Eu não vi ainda – pergunta a curiosa mãe da moça.</p>
<p>Paula arregala os olhos, Pedro mastigava uma fatia de carne e congelou instantaneamente. Olhou para a namorada sem mexer a cabeça.</p>
<p>- Qual presente? – disse Paula tentando achar a resposta.</p>
<p>- Sim filha, que presente?.</p>
<p>Pedro se esforçava para engolir o pedaço de carne.</p>
<p>- É&#8230; foi&#8230; ai&#8230; é&#8230; nossa&#8230; tão lindo&#8230; é um&#8230;</p>
<p>- Um o quê filha? – solta o pai, já estranhando a demora.</p>
<p>Nesse momento, Pedro dá um salto e fica em pé, coloca o prato na mesa enquanto leva a mão até a garganta. Parecia ter algo obstruindo sua respiração.</p>
<p>- Ele engasgou, ele engasgou – gritou a mãe em desespero.</p>
<p>Pedro sai tossindo violentamente e puxando Paula pela mão.Deixam o portão da casa e a família observa tudo sem entender direito. Pedro vira a esquina da casa saindo do campo de visão de quem ainda estava lá e cospe longe o pedaço da carne.</p>
<p>- Vamos correndo para o shopping agora! Se eles perguntarem, você me levou para o hospital.</p>
<p>- Vamos fazer o que no shopping?</p>
<p>- Nem me fale! Depois daquela grana que custou o vibrador, ainda vou ter que te comprar uma joia. Droga!</p>
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		<title>Papai-Noel</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 12:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[O marido chega em casa depois do trabalho e as crianças e a esposa estão assistindo um filme natalino como outros tantos sem muito a acrescentar. Enquanto trocava de roupa, ele ouve a conversa da família. - Mamãe&#8230; o Papai-Noel mora aonde? - No pólo norte. - E e lá é muito frio? - Muito, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O marido chega em casa depois do trabalho e as crianças e a esposa estão assistindo um filme natalino como outros tantos sem muito a acrescentar. Enquanto trocava de roupa, ele ouve a conversa da família.</p>
<p>- Mamãe&#8230; o Papai-Noel mora aonde?</p>
<p>- No pólo norte.</p>
<p>- E e lá é muito frio?</p>
<p>- Muito, muito mesmo.</p>
<p>- E ele vem no Natal trazer presentes?</p>
<p>- Isso mesmo</p>
<p>Quando o marido tem oportunidade de ficar sozinho com a esposa, pergunta:</p>
<p>- E essa história de Papai-noel?</p>
<p>- Que que tem?</p>
<p>- Papai-Noel não existe! Você esta mentindo para eles! – indignado.</p>
<p>- Mas o que tem? É uma fantasia sem nenhuma maldade.</p>
<p>- Quem faz os brinquedos?</p>
<p>- Os anões, ué&#8230;</p>
<p>- Sei, os anões chineses de Taiwan. Só se for. Se formos mentir sobre Papai-Noel, temos que mentir também sobre Coelho da Páscoa, sereia, bruxa, políticos honestos e rockstars que não usam drogas.</p>
<p>- Não seja exagerado! – protesta a esposa já perdendo a paciência.</p>
<p>- Como ele entra dentro de casa? – indaga o ainda relutante marido.</p>
<p>- Ele quem?</p>
<p>- Quem? Os rockstars – revoltado com a irônia – O Papai-Noel né!?!?! Como ele entra em casa?</p>
<p>- Sei lá, ele é mágico.</p>
<p>-  Mágico? Nem o Superman conseguiria fazer o que a história fala que ele faz, visitar todas as crianças do planeta em uma única noite&#8230;</p>
<p>- Ele não visita todas, apenas as boazinhas&#8230;</p>
<p>- Isso reduz bastante o trabalho, mas mesmo assim&#8230; Não gosto dessa história não. Papai-Noel não existe e não vou mentir para meus filhos.</p>
<p>- Para de ser chato! Apenas coloque os presentes do lado da cama deles e diga que foi o bom velhinho.</p>
<p>- Bom velhinho o caramba!Eu que trabalho e compro, e ele que leva o crédito? Se eu vir um velho barbudo com saco vermelho dentro de casa, ele vai é levar umas bordoadas!</p>
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		<title>A torneira da pia que pingava</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 22:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[O marido se levanta lá pelas 6:30 da manhã para tomar um gole de água e assaltar a geladeira (não necessáriamente nessa ordem) e a torneira da pia que pingava, escorria seu liquido fujão por debaixo da pia, formando uma discretíssima poça de água bem no corredor. O resultado não poderia ser outro, ele leva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O marido se levanta lá pelas 6:30 da manhã para tomar um gole de água e assaltar a geladeira (não necessáriamente nessa ordem) e a torneira da pia que pingava, escorria seu liquido fujão por debaixo da pia, formando uma discretíssima poça de água bem no corredor. O resultado não poderia ser outro, ele leva um baita escorregão, seguido de uma desastroza tentativa de se segurar em algum suporte sólido o suficiente para salvar seus 90kg de encontrar o chão molhado.</p>
<p>Nessa parte da narrativa seria adequado colocar uma onomatopeia para representar seu tombo, mas não encontrei nenhuma que fosse fazer justiça ao barulho surdo da queda.</p>
<p>- Dá pra fazer menos barulho aí, que isso, poxa vida&#8230; &#8211; solicita a esposa preocupada.</p>
<p>- Eu estou ótimo, obrigado por perguntar!!! &#8211; tentando descobrir qual osso que se quebrou.</p>
<p>No dia seguinte pela manhã, resolve consertar a porcaria da torneira, enquanto a esposa levava a filha ao médico. Certo que era apenas o caso de passar aquela fita molenga branquinha e apertar a dita cuja torneira e seus problemas estariam acabados.</p>
<p>Usando uma velha chave inglesa, solta a torneira com a estranha sensação de estar esquecendo alguma coisa. A sensação passou assim que a torneira foi disparada contra seu estômago, seguida, imediatamente, por um forte jato de água. Depois de algum esforço, coloca a torneira de volta e fecha o registro da casa.</p>
<p>Retira a torneira da parede, solta o adaptador do filtro e enrola habilidosamente a fita na rosca (olha o respeito), coloca novamente a torneira no adaptador e o adaptador no cotovelo que saia da parede.</p>
<p>Foi aí que a história teve seu momento trágico. Aprendam crianças: Não apertem torneiras com chaves!!! Se achando, o profissional do lar, másculo e habilidoso, exagerou na força, e ouviu um pequeno estralo, mas  sua auto-confiança lhe fez pensar: &#8220;Não foi nada&#8221;. Abre o registro e a porcaria da torneira agora vazava mais do que antes, na verdade ela estava jorrando água. Retirando novamente a peça, constatou-se pior, ele havia quebrado o cano da parede.</p>
<p>Foi até a loja de material de construção mais próxima, onde o atendente olha para ele e fala:</p>
<p>- &#8220;Você apertou isso com uma chave não foi?&#8221; , soltando um sorriso cínico em seguida, &#8220;Pra essa torneira o senhor vai precisar de um cotovelo de 3 parsec de rosca anti struts (os termos não foram bem esses), o cotovelo é de projeção ou de instrospecção?</p>
<p>- Heim!?!?!?! Como eu fico sabendo isso?</p>
<p>- Ué, tem que tirar o cotovelo pra ver.</p>
<p>- Não me diga que vou ter que abrir a parede!? &#8211; enquanto dá um tapa na própria testa.</p>
<p>- Ué, e de que outro jeito dá pra ver? &#8211; certeza que o desgraçado estava se segurando para não rir.</p>
<p>Volta para casa e procura pelo martelo. Usando um prego grosso, o martelo, paciência, finalmente remove o cotovelo abrindo um buraco mínimo na parede, volta a loja.</p>
<p>- Ôôia, o senhor voltou rapidinho, que coisa! E tirou o cotovelo certinho!</p>
<p>- Tá me sacaneando?</p>
<p>- Como?</p>
<p>- Nada! E aí, você tem essa peça?</p>
<p>- Tem, sim senhor. O senhor também vai precisar disso aqui &#8211; Joga um tubo de cola no balcão e explica o procedimento. Nisso aparece o dono da loja, olha a peça quebrada no balcão e fala:</p>
<p>- Apertou a torneira com uma chave não foi?</p>
<p>- (&#8230;)</p>
<p>No final, cola o cotovelo no cano, encaixa o adaptador devidamente vedado e a torneira, a esposa chega em casa quando ele terminava de limpar a pia.</p>
<p>- Poxa, que bagunça que você fez só pra apertar uma torneira! Você não apertou com chave não né?</p>
<p>- Eu não quero conversar sobre isso!</p>
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