José abriu a porta do apartamento e conseguiu ver apenas de relance o rosto de Mônica antes de ela beija-lo de forma quase violenta, agarrando seu rosto. Ele reagiu tentando afasta-la e ela começou a falar.
- Eu tenho um tesão enorme por você José, sempre tive, sei que você é noivo, que ama ela, mas eu tenho isso dentro de mim e vim te confessar isso.
José se afastou e apoiou na parede com os olhos arregalados.
- Eu sonho com você me possuindo de maneira forte, me pegando, rasgando minhas roupas, e eu adoraria que você fizesse isso agora mesmo.
Ela pronunciava as palavras naquele tom característico de quem está embriagada enquanto puxava a blusa com se pudesse tira-la como se fosse o embrulho de um presente sendo rasgado por uma criança
- Então eu sai da festa e vim aqui, vim para fazer sexo selvagem com você, e precisava falar algo antes de perder a coragem.
José olhou para ela como se estivesse completamente sem ar.
- Ai, não acredito – falou ela demonstrando um arrependimento quase sóbrio – o que estou fazendo me oferecendo assim como uma qualquer, me perdoa, eu vou embora.
Virou-se e desceu as escadas quase correndo e caindo se sentindo uma completa idiota, desceu os últimos degraus aos tropeços.
José cambaleou até a cozinha enfiou a cabeça na pia e bebeu um grande gole de água da torneira, finalmente respirou de novo soltou um palavrão de alivio e falou ainda ofegante e tossindo.
- Caramba, quase morro engasgado com o chiclete!
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