Dizem que você pode conhecer muito de uma mulher pelo que ela carrega na bolsa. Discordo. Acho que por mais que você conheça uma mulher nunca poderá usar o termo “muito” em relação isso.
A bolsa de uma mulher pode ser algo que pode variar de extremamente simples a algo até mesmo maligno.
Já vi mulheres que carregavam guarda-chuvas em suas bolsas, daqueles pequenos que se dobram até ficar com apenas trinta centímetros, notem que aparentemente isso não é algo ruim ou estranho. Notem que denota certa prudência, até uma lógica, se elas não carregassem o maldito guarda-chuva o verão inteiro. Na primeira chuva que cair perdem o maldito guarda-chuva.
Aposto que já viram mulheres que carregam chinelos ou sapatos, dependendo do momento, usam o sapato quando estão no jantar ou na festa, e quando saem a primeira coisa que fazem é calçar o chinelo. Pergunto-me por que não usar um sapato confortável em tempo integral. Mas mulheres e seus sapatos são assunto para outro (vários) textos.
Já me recusei a mexer em uma bolsa de mulher. “Pode pegar a minha carteira na minha bolsa, por favor?” Abro aquele acessório peculiar e descubro que não quero colocar a minha mão lá dentro mesmo se eu conseguisse ver a carteira lá. Certa vez saquei o que parecia ser uma carteira e era um porta-absorvente.
Existem algumas que carregam a suas câmeras, mas as mais exóticas são as que levam fotos. Para lembrar dos entes queridos? Não! Para ilustrar suas conversas. Houve uma vez que uma velhinha sentou ao meu lado no ônibus e começou a me exibir fotos dos filhos, netos, cachorros e outros personagens de sua vida ignorando completamente o fato de eu estar com fones de ouvido e um livro aberto sobre meu colo. Foi uma viagem longa.
Lembro-me dos desenhos animados e filmes em que as mulheres se defendem batendo em um marginal qualquer com suas pesadas bolsas, tal qual um guerreiro medieval manipulando uma mortal maça estrela com correias de couro. Depois descobri que isso é coisa da ficção, as mulheres nunca usariam suas preciosas bolsas Gucci ou Chanel para acertar a cabeça de uma pobre vítima.
Quero falar em especial de uma pessoa com quem estive em uma loja que vende bolsas e carteiras. Ela passou quarenta longos minutos escolhendo uma carteira, fez questão de comprar uma com divisão para uns vinte cartões bancários diferentes, “agora vou mantê-los organizados” ela argumentou. Na primeira oportunidade que saca um cartão, paga uma conta, e o que faz? Joga a porcaria do cartão dentro da bolsa. Resultado: na próxima vez que precisa do maldito cartão passa vinte minutos tirando câmeras, fotos, guarda-chuva e a multi dividida carteira para encontrar o cartão largado no fundo da perniciosa bolsa.
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As bolsas que inovam o “look” também refletem a personalidade da mulher
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