Estava arrasada! Nem sabia por onde começar: trabalho, diarista, contas, balança, mas o principal era o idiota do Felipe, ainda não conseguia acreditar no que ele tinha feito. Largou-me no sofá encolhida, chorando solitariamente.
Toca o celular, é o Marcos. Tento me segurar, mas me desabo em lágrimas. Ele espera eu me acalmar, diz que está indo me ver imediatamente! Insisto que não precisa, que eu vou ficar bem, mas ele obstina-se que virá do mesmo jeito.
Ele chega quarenta minutos depois, abraça-me forte quando abro a porta, escuta-me reclamar no sofá, mostra-me um lado da situação que eu não tinha visto. Passa a mão no meu cabelo devagar, sorrindo-me de forma iluminada, enxuga minhas lágrimas e diz que eu devo trocar de roupa, colocar um vestido por que ele vai me levar para jantar. Protesto que não estou no clima, mas ele é persistente. Coloco um tubinho preto e um salto alto. Depois de me esperar pacientemente solta um longo assovio e diz que estou maravilhosa.
Vamos a um restaurante japonês, ele faz o pedido e conversamos sobre tudo. Marcos me faz rir e esquecer os problemas. Quando terminamos, ele me arrasta para uma festa. Eu protesto que não é preciso, mas novamente é inútil argumentar com ele. Dançamos o resto da noite. Como o Marcos dança bem! Conduzindo com força, mas com delicadeza ao mesmo tempo; suave, mas firme.
Ele me leva de volta para casa, eu me jogo no sofá e ele vai para a cozinha. Volta com uma garrafa de vinho tinto e duas taças. Serve-me uma, tira meus sapatos, encosta-se e coloca minha cabeça no seu ombro. Começa a afagar meus cabelos. Um arrepio percorre meu corpo. Olho para cima e ele está me observando sorrindo meigamente.
- Preciso te falar uma coisa.
- O que? – pergunto eu, sorrindo como quem está voando.
- Preciso ir, o Paulão falou que vai passar em casa pela manhã e eu estou morrendo de saudade dele.
Ele se despede e vai embora. Fico olhando para as taças sujas de vinho vazias na mesinha de centro depois de fechar a porta e penso: mas que viado filho de uma puta!
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olha, tirando a parte de ir encontar o Paulão, quase achei que ele se chamava Cadu! hahhahahahahaahahhaha
deixo um beijo pra Dessa.
Não me compromete assim
cara, mto massa
ahUAhuHAuhUHAuHUAhuHUAhUHauHAU
“viado filho da puta” foi foda
Boa negão (Y)
olha, tirando a parte de ir encontar o Paulão, quase achei que ele se chamava Aldo! hahhahahahahaahahhaha
Beijo! Adorei!
Não compromete o Aldo assim Jazz
Kkkkkkkkkkkkkkk… o bom e verdadeiro amigo gay… adoro!!!
beijosss
Pois então… quando revisava o texto para publicação, achei que ele estava escrevendo uma crônica baseada no nosso reatamento…. Porque me lembrou muito a situação em que voltamos a namorar depois de 4 meses afastados!
Quando li o Paulão, achei até que era alguma dica…. hahahahahahahaha
Mas meu amor escreve muito bem! Impagável esse desfecho….
Tinha que ser viado!
Pânico, medo, trevas, ódio e raiva. ahahhaha
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Muito bom, Cadu, muito bom!
Mas, sendo honesto: e se não fosse veado? Tenho certeza que ela dispensaria, fato.
Meu querido, temos semelhanças em nossas escritas. As temáticas são as mesmas. Não se assute se um dia entrar em meus blogues e pensar: “Eu poderia ter escrito isso!”, porque ue pensei ainda há pouco.
Abraços!
Cara, rachei de rir aqui com esse texto. Parabéns cara!
hahahahaha muito bom o final!
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