Estava arrasada! Nem sabia por onde começar: trabalho, diarista, contas, balança, mas o principal era o idiota do Felipe, ainda não conseguia acreditar no que ele tinha feito. Largou-me no sofá encolhida, chorando solitariamente.
Toca o celular, é o Anderson. Tento me segurar, mas me desabo em lágrimas. Ele diz que preciso sair para me distrair, digo que não estou no clima, mas ele diz que uma mulher linda não deve ficar em casa em uma sexta-feira à noite.
Ele chega quarenta minutos depois, abraça-me forte quando abro a porta, diz que estou linda.No sofá, começo a reclamar do meu dia , mas ele me interrompe, diz que não preciso me preocupar, que uma mulher linda como eu não devia esquentar “a sua cabecinha linda” com essas “coisas” e diz que eu devo trocar de roupa, colocar um vestido por que ele vai me levar para jantar. Protesto que não estou no clima, mas ele é persistente. Coloco um tubinho preto e um salto alto. Quando volto para a sala ele está com cara de impaciente, mas ainda assim solta um longo assovio e diz que estou maravilhosa.
Vamos a uma pizzaria animada, muitos jovens.Ele faz o pedido de uma meia calabresa, meia quatro queijos. Fico pouco a vontade, mas ele pede um vinho e começo a relaxar. Ele me faz rir e esquecer um pouco dos problemas. Terminamos rápido tanto a pizza, quanto o vinho e ele me arrasta para uma festa. Não reclamo. Começo a pensar que ele tem razão, que preciso me divertir. Eu queria dançar, mas ele protestou que não levava jeito.Ainda sobre o efeito do vinho, arrasto ele para a pista e descubro que ele tinha razão!Ele não leva o menor jeito, mas parece ter gostado, porque tentou me beijar três vezes em apenas uma música.
Ele me leva de volta para casa, tenta me beijar mais uma vez na saída da festa, mais uma em um sinal fechado e duas quando chega ao meu prédio. Ele pergunta se pode subir para usar o banheiro.Olho para ele meio torto e penso essa é a última vez que bebo uma garrafa de vinho. Subimos, eu me jogo no sofá e ele vai para o banheiro. Coloca a cabeça no meu ombro. Começa a afagar meus cabelos. Sinto uma sensação estranha, uma vibração, era o celular dele no bolso da calça. Ele não atende.
- Você é muito linda sabia?
- Sabia!
- É?
- É, deve ser a centésima vez que você fala isso essa noite.
- E?
- E está na hora de você ir embora – me levanto em um impulso só, o puxo pelo braço.
- Mas já?
- Sim.
- Está cedo – protesta ele, enquanto o empurro porta a fora.
- Boa noite Anderson! – estou sorrindo deliciada.
- Nem um beijinho?
Bato a porta e caio no sofá meio que rindo.Até que ele é gatinho, quem sabe na próxima?
Quando o elevador abre, Anderson sem entender o que aconteceu e lembrando-se do preço daquela garrafa de vinho pensa: mas que vadia filha de uma puta!


adoreiiiiiiii
morri de rir
eh uma excelente ideia
mas o “filha da puta” final ficou tua cara
ameiii
=p
bjooooo
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Cachei de rir…
O problema do Anderson é que ele escolheu a bebida errada!
Se fosse Tequila ela não teria resistido. kakakakakaak
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mas q vadia filha da puta…, se keria dar, devia ter dado, ateh pq trepada adiada eh trepada perdida (Y)
bom texto carlos!
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Apesar das expressões grotescas do “Jão” concordo na essência do que ele diz, cara, segurar uma transa pra fazer charme deixou de ser a melhor estratégia de segurar um homem e passou a ser a melhor estratégia pra ser infeliz…Bom mesmo é fazer o que se tem vontade, o que a pele pede. Se o cara é gente fina, carinhoso, educado, te tira da fossa, te leva pra tomar vinho e ainda rola um clima legal, o q mais esperar? O cavalo branco? Aí depois, quando ele não liga mais e vc tem q passar o sábado se empanturrando de porcaria em casa na frente da tv, fica naquela de “eu devia ter dado”… Fala sério!
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