Baseado em uma dessas mensagens motivacionais que você recebe por e-mail.
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O ar-condicionado deixou a sala extremamente fria, mais que o normal, o garçom passava distribuindo os copos de água. O gerente estava vermelho, sua careca brilhando sobre a luz das lâmpadas. Ele esbravejava em pé.
- Isso foi inaceitável; um dos nossos principais clientes na concorrência. Inaceitável.
A maioria estava de cabeça baixa, folheando os relatórios passados, olhando os gráficos. Reuniões tensas como essa na empresa envolvendo a equipe estavam virando uma rotina.
- Como isso aconteceu? – esbravejou novamente.
O gerente respirou fundo, pegou seu copo de água recém servido tomou um gole, sentou-se devagar olhando para a mesa. Depois levantou os olhos olhando para todos na mesa.
- Preciso lembrá-los de que ninguém é insubstituível?
O ar pareceu congelar, todos pareciam ter segurado a respiração, era claramente uma ameaça. Ele acrescentou:
- Teremos que diminuir a equipe.
Nesse ponto não foi apenas a respiração que prendemos.
Um silêncio que durou apenas alguns segundos, mas pareceu uma eternidade foi quebrado.
- Senhor? – era o jovem novato, contratado há seis meses para “reforçar” a equipe, conhecido por ser ousado e criativo.
- Que foi? – responde o gerente quase gritando para o “atrevido”, quase soltando um palavrão em seguida, pronto para tritura-lo.
- E o Beethoven? – perguntou o jovem.
- Quem?
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven?
Silêncio.
O jovem se sentiu confiante com a hesitação e prosseguiu.
- Quem substitui Beethoven, ou Ayrton Senna, ou Elvis Presley? O talento não pode ser substituído senhor, esses nomes marcaram a historia fazendo o que gostavam e sabiam fazer bem, e jamais poderiam ser substituídos, portanto, se me permite discordar, a afirmação que ninguém é insubstituível está incorreta.
Os presentes se entreolharam, alguns inclinaram a cabeça, pensativos, claramente entendendo e concordando com aquele raciocínio.
O gerente que encarava o rapaz então levantou a cabeça, olhou alguns segundos para o teto. Suspirou mais uma vez.
- Você tem razão – aparentemente se rendendo ao argumento do rapaz – você está demitido!
- O que?!?!? – argumentou o rapaz com a boca torta e o rosto tremendo com o choque.
O gerente ignorou a reação dele, se voltou para o diretor de recursos humanos.
- Você! Contrate alguém com o talento de um Beethoven! – reunião encerrada.
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responde o gerente quase gritando para o “atrevido” = ‘ESTAGIÁRIO DETECTED
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