Ele correu quando viu o ônibus chegando ao ponto, pensou em gritar, mas o senso de ridículo o impediu. Alcançou o ônibus subindo em um único pulo, cumprimentou o motorista que respondeu com um aceno de cabeça, pagou a passagem e passou pela catraca.
Escolheu um lugar ao lado de um senhor que dormia profundamente apesar dos movimentos desabridos do ônibus.
Pegou seu MP3 player e encaixou os fones no ouvido, não escutava a música, apenas preferia o som dos fones de ouvido que o do ônibus e outros carros passando pela cidade.
Então ela entrou no ônibus, em uma parada cheia, várias pessoas também entraram, mas ele não conseguiu tirar os olhos dela. O cabelo solto balançou quando o ônibus reiniciou o movimento, ela ainda não tinha passado pela catraca, colocou as mãos morenas e pequenas dentro da bolsa e tirou o dinheiro, empinou graciosamente o corpo para frente para passar para o outro lado do veículo.
Ele estava absolutamente hipnotizado, ela não era muito alta, nem muito baixa, vestia uma calça jeans justa e tênis, uma blusa preta com um decote que faria qualquer homem tropeçar ao cruzar o seu caminho.
Ela tira um livro da bolsa e começa a ler.
Eu preciso puxar assunto, o que eu falo? O que eu falo? – pensa o jovem com o coração disparado. Ele sabia que não era apenas uma mulher atraente no ônibus, era a mulher que ele queria, ou pelo menos ele precisava saber se ela podia ser.
Ele olha fixo para frente – o que eu falo? Pensa! – não era uma questão simples – como se aborda uma desconhecida em um ônibus?
Não posso simplesmente chegar e falar “oi tudo bem?” ou posso? Não vou parecer patético?
Preciso pensar em algo engraçado, algo que a faça rir. Não, espera, vou parecer um palhaço, pensa – olha novamente para ela. Tão linda, tão serena, lendo seu livro, o cabelo negro escorrendo pelos ombros e colo.
Não vou deixar essa oportunidade passar, mas o que eu falo? Você vem sempre aqui? Não, claro que não! Isso é para festas! Nem isso! “Você vem sempre aqui” não serve para nada – o jovem parecia estar a frente de um enigma que representava vida ou morte.
Teve um surto de energia moral diante dessa situação – vou simplesmente ser sincero: “Oi, escuta, você é linda demais, posso te ligar qualquer dia desses?” – Ai minha nossa, o que ela vai pensar. Que tipo de homem aborda uma mulher assim?
O que eu falo? O que eu falo? – e a mente do rapaz continuava sua busca pela aproximação ideal.
De repente ela se levantou, ele congelou por um momento – respirou fundo, tomou coragem – soltou um “Oi, tudo bom?”, mas inaudível de tão retraído, se virou ainda a tempo de vê-la descer do ônibus.
E ele nunca mais a viu de novo.
Não sei porquê, mas tenho uma leve impressão de que já vi esse texto antes…. hahahahaha
Beijos, meu amor!
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a grande vantagem de ser amigo pessoal do escritor eh ler as coisas em primeira mão
o ho ho ho
isso eh bom tb pq vc jah sabe mais ou menos oq escrever nos comments =D
esse texto ficou mto bacana, ateh pq, acho q todo mundo jah passou por algo parecido neh, e fika akele maldito pensamento na cabeça por dias, de como teria sido…
como diria minha vó, “Durma arrependido, mas não durma com vontade”
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kkkkkkkkkk…putz, só diga que não é vc o “mané” covarde sem atitude!? (kkkkkk-perdoe-me pelo excesso de sinceridd)
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a parte boa de nascer menininha é essa =D a gent só espera
ausdhuahsduha
engraçado, não é a msm situação do texto, mas Carlos, tu acredita q conheci minha melhor amiga no onibus?! e ainda EUUUU q tive q ir falar c ela UAHSUDHAUHSD
ela lembra disso até hj e me zua, até nos depoimentos do orkut =P , mas eu sinceramente penso, q bom qdo entrei pra faculdade, me tornei cara de pau e fui lá falar c ela =P
Bejuuuu querido!!! :*
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Muitas vezes a falta de atitude nos deixa sem saber o que fazer, talvez por insegurança, talvez por nao querer se sentir ridicularizado, mas… o não você já tem, o que vier depois é lucro….
KKKKKKKKKKKKKKKKKk
Muito bom o texto Cadu…
Abraços…
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[...] This post was mentioned on Twitter by Cosme Magalhaes, Cadu Pastel de Feira. Cadu Pastel de Feira said: Então ela entrou no ônibus http://migre.me/aabG (ret please) [...]
Bom demais!!!
Ainda bem que nasci mulher (nessas horas, né?)
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Cara passei por uma situação desta hoje e estou na net agora para ver se resolvo este problema para o futuro. Muito bem sacado o texto.
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Cadu Reply:
novembro 11th, 2009 at 11:34
É ronaldo, espero que você resolva seu “problema” e se descobrir como se aborda uma desconhecida em um ônibus da maneira correta conta pra gente
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cara, no ônibus a única vez que consegui algo do tipo, foi quando estava em sampa – eu de pé, a garota sentada na minha frente, ônibus lotado, eu ouvindo Garbage e (maldito(?) costume) cantando não muito baixo, mas não chegava ao “volume normal de conversa” – foi ela quem virou e perguntou se era Garbage e se podia ouvir um pouco – mas ficou nisso, só que quem desceu do ônibus fui eu rs…
outra, com quem eu até tenho contato ainda, eu conheci foi no ponto de ônibus – ela queria saber qual ônibus pegar pra ir pra um lugar, ficamos papeando até chegar o meu ponto (pra variar, devia ser alguma zica minha de sempre ter que descer antes kkk) e quando eu ia descer ela deu o telefone pra gente marcar uma cerveja um dia =p nunca rolou nada, mas essa não sumiu rs…
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Perdeu uma oportunidade, heim?
Ficará sempre na cabeça o que teria acontecido se tivesse chegado até ela…
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