Lembrei de um texto do Luis Fernando Veríssimo, pelo menos eu acho que era dele, mas não encontrei o original, então vou transcrevê-lo como me lembro, era mais o menos assim:
Diálogo entre esposa e marido
- Querido, você já me traiu?
- Claro que não – responde o marido sem tirar os olhos do jornal.
- Como posso saber se você não está mentindo?
- Eu já menti para você antes? – retruca o marido ainda dividindo a atenção com o jornal em frente ao rosto.
- Não… – responde a desconfiada esposa, e continua – mas se tivesse mentido me contaria?
- Claro que não – responde o marido com uma sinceridade inabalada.
Como alguém já falou, “só é corno quem é curioso”, então convoco quem é fiel e mentiroso a levantar a mão. Juro que a minha está abaixada por um motivo ou pelos dois, sei lá.
Acho que seria legal ter uma melhor definição de chifre, traição, enfeite de testa. Não é tão simples como parece
Seu “ficante” ou “peguete” não pode te trair, por que não existe compromisso (por favor, sem mimimi, olha a falta de noção), então para existir a traição tem que haver o mínimo de compromisso, de relacionamento, casamento, união estável ou pelo menos namoro.
Agora que temos quem pode ser traído, quem tem conjugue/namorado(a) você corre esse risco sim.
Agora vamos definir o que é traição, para os cristãos que seguem aquele grande livro chamado Bíblia temos o seguinte:
“Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5-28
É meu amigo, nessa o Mateus pegou todo mundo, quem nunca olhou para outra mulher ou homem na rua? Não reparou na bunda da gostosa e nas pernas do gostosão que passava pela calçada atire a primeira pedra, pode mirar na minha cabeça, alguém? Alguém? Foi o que pensei.
Não podemos simplesmente limitar a traição a apenas contato físico, tipo: “ele beijou outra, então já traiu” Imagine a seguinte situação: a namorada faceira troca conversas picantes pela Internet com o gatinho sem o namorado saber. E ai? Foi traição? O namorado já pode usar os adereços na testa para ajudar na recepção da televisão?
É parece que a definição é mais complicada do que parece, vamos deixar da seguinte maneira: traição é o ato de realizar ações intimas com outra pessoa que não seja o seu conjugue/namorado(a) .
E o amor? É uma vacina contra traição? Se você ama de verdade (de mentirinha não vale), trai? Desculpe-me os mais pudicos, para não dizer ingênuos, mas isso não é verdade. Amor e intimidades (leia-se sexo se você preferir) são coisas diferentes. Não, nada de comoção das mulheres (e de alguns homens), não adianta esbravejar, são coisas distintas e o quanto antes vocês entenderem isso melhor vai ser.
Conclusão 1: a única maneira de ficar 100% imune a um belo par de galhos frontais em sua cabeça é nunca ter um relacionamento sério, mas sinceramente acho que o custo benefício não compensa, e vamos ser sinceros, quem quer ficar sempre sozinho?
Conclusão 2: a melhor maneira de evitar ter problemas quando entrar em um carro apertado ou ter a cabeça presa em fiação elétrica baixa é escolher bem o parceiro e haver muita comunicação sincera de ambas as partes, até por que senão não é comunicação, é monologo. Ou então se você preferir simplesmente não ser curioso.
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Aonde eu assino? Quem for contra é porque está no nível 1: Ingênuo. Mas em algum momento vai chegar no nível master e ver que você tem toda a razão. Uma das peças que mais me tocou foi “A Alma Imoral”, baseada no livro homônimo do rabino (isso mesmo, um rabino) NIlton Bonder. Numa das partes ele diz “O homem que não trai no presente, por um compromisso assumido no passado, é um traidor.” E que nós temos almas imorais que tem que se adaptar à moralidade da nossa cultura e sociedade, mas que verdadeiramente, isso é trair a nós mesmos.
Sou a maior e melhor prova do “só é corno quem é curioso” hahhahahahha e vamos rir né???